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“Início das obras da ferrovia Rondonópolis-Cuiabá é vitória da sociedade organizada”, afirma Avallone

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A primeira ferrovia estadual do país foi viabilizada legalmente graças a uma proposta de emenda à constituição de autoria dos deputados Carlos Avallone e Eduardo Botelho (DEM)

Foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA

“O dia 27 de Junho entrará para a história de Mato Grosso, marcando o início efetivo das obras da ferrovia ligando Rondonópolis a Cuiabá. A luta de Vicente Vuolo, da Assembleia Legislativa, do governo do estado, da classe política, do empresariado e da sociedade organizada para trazer os trilhos até a capital é vitoriosa, abrindo novas perspectivas de desenvolvimento para a baixada cuiabana e todo o estado”, afirmou o deputado Carlos Avallone (PSDB).

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) emitiu, no último dia 13, a primeira licença de instalação (LI) para a construção dos primeiros 8,67 km da ferrovia estadual. Para a liberação houve a análise técnica do setor de licenciamento e vistorias presenciais de equipes ao local. A licença também foi referendada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) em março deste ano, após audiência e consulta pública à sociedade.

 A licença permite que a concessionária Rumo S/A comece na próxima segunda-feira (27) a instalação dos primeiros trilhos a partir do Parque Industrial Intermodal de Rondonópolis. Outras licenças serão emitidas para cada trecho da ligação com Cuiabá e, posteriormente, com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, na região médio-norte. O investimento previsto é de R$ 12 bilhões para a construção dos 740 km da ferrovia e dos terminais.

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Presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais, que participou das audiências públicas e continuará fiscalizando o respeito à legislação ambiental durante toda a obra, Avallone lembrou que a Assembleia Legislativa tem sido protagonista no processo de implantação da ferrovia Senador Vicente Emílio Vuolo.

 A primeira ferrovia estadual do país foi viabilizada legalmente graças a uma proposta de emenda à constituição de autoria dos deputados Carlos Avallone e Eduardo Botelho (DEM). A PEC 16/2020 alterou a Constituição de Mato Grosso possibilitando concessões ferroviárias dentro do estado.

“Foi esta PEC que permitiu a criação desta ferrovia estadual e assegurou as condições legais para que o governo do Estado fizesse a licitação. É uma obra fundamental para o escoamento da nossa produção, reduzindo custos e aumentando a competitividade dos produtos. E o que é melhor, a construção de um ramal até a capital vai impactar positivamente a economia dos municípios da baixada cuiabana, gerando empregos e a prestação de vários tipos de serviços agregados ao modal”, disse Avallone.

 O deputado ressaltou também que está trabalhando para assegurar que os milhares de novos postos de trabalho sejam preenchidos preferencialmente pela população da baixada e demais municípios na área de influência da ferrovia.

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 A previsão é de geração de 58 mil empregos diretos e indiretos por ano. Ao final da construção da nova linha e terminais, a previsão é de que sejam criados um total de 235 mil novos postos de trabalho.

 “Por isso, ao receber a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias, aumentamos de 10 mil para 100 mil o número de vagas nos programas de capacitação em 2022. Da mesma forma, vamos ampliar as capacitações para 2023. Não seria justo que estes empregos fossem preenchidos por mão-de-obra de fora, quando temos graves problemas sociais e alto índice de desemprego especialmente na Baixada Cuiabana”, ressaltou Avallone.

Governo, Assembleia, Fiemt, Famato e Fecomércio trabalharão em parceria para viabilizar estas qualificações para que possamos gerar emprego e renda e melhorar a qualidade de vida da população, informou o deputado.

Projeto de expansão

O projeto da Ferrovia Vicente Emílio Vuolo prevê um corredor logístico ligando os municípios de Rondonópolis, Cuiabá e Lucas do Rio Verde, passando por outros 13 municípios: Jaciara, Juscimeira, Dom Aquino, São Pedro da Cipa, Campo Verde, Santo Antônio de Leverger, Santa Rita do Trivelato, Planalto da Serra, Rosário Oeste, Nova Brasilândia, Primavera do Leste, Poxoréo e Nova Mutum.

Fonte: ALMT

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POLÍTICA MT

Pivetta atropela Wellington Fagundes nas urnas e é eleito governador de MT no primeiro turno

Governador transforma vantagem da reta final em avalanche eleitoral, supera adversário por mais de 38 pontos percentuais na apuração e conquista nas urnas o direito de permanecer no comando de Mato Grosso

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) foi eleito neste domingo (4) para comandar Mato Grosso por mais quatro anos, encerrando ainda no primeiro turno uma disputa que, durante meses, colocou frente a frente dois dos principais grupos políticos do Estado.

Com 87,2% das urnas apuradas, Pivetta aparecia com 61,07% dos votos válidos, enquanto o senador Wellington Fagundes (PL) registrava 22,96%. Doutora Natasha (PSD) ocupava a terceira colocação, com pouco mais de 15%.

A diferença entre Pivetta e Wellington ultrapassou 38 pontos percentuais, transformando a vitória em uma derrota eleitoral contundente para o senador do PL.

O resultado também confirmou aquilo que as pesquisas das últimas semanas já apontavam: Pivetta entrou na reta final em trajetória ascendente e conseguiu transformar a vantagem das sondagens em uma votação suficiente para liquidar a eleição sem necessidade de segundo turno.

De vice a governador eleito

Pivetta chegou ao Palácio Paiaguás depois da renúncia de Mauro Mendes, em março deste ano. Até então vice-governador, assumiu definitivamente o comando do Executivo e iniciou uma corrida curta para convencer o eleitorado de que deveria permanecer no cargo.

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A estratégia funcionou.

Nas urnas, o eleitorado deu a Pivetta um mandato próprio e uma vitória expressiva já no primeiro turno.

O resultado representa ainda um duro revés para Wellington Fagundes. Senador experiente e um dos políticos mais longevos de Mato Grosso, Wellington percorreu o Estado tentando transformar sua estrutura política e partidária em votos, mas terminou muito distante do governador.

Continuidade vence nas urnas

Durante a campanha, Pivetta apostou na continuidade das ações iniciadas durante a administração de Mauro Mendes, especialmente nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e investimentos públicos.

A estratégia permitiu ao governador associar sua candidatura ao legado administrativo do grupo que governa Mato Grosso e, simultaneamente, construir uma identidade própria.

O eleitor respondeu nas urnas: Pivetta não apenas venceu. Venceu no primeiro turno e com uma diferença superior a 38 pontos percentuais sobre Wellington na apuração que confirmou sua eleição.

A partir de janeiro de 2027, Otaviano Pivetta inicia um mandato conquistado diretamente nas urnas e passa a ocupar definitivamente o centro do tabuleiro político de Mato Grosso.

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