AGRONEGÓCIO
Família de produtores no Maranhão aumenta renda com apoio do Senar
Brasília (02/05/2022) – O leite e seus derivados produzidos por Edson Vasconcelos e Maria de Freitas na fazenda São Gabriel, localizada no município de João Lisboa, no Maranhão, são um sucesso em toda a região.
Tudo isso graças à Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que ajudou o produtor Edson no uso de tecnologias na propriedade, em especial na alimentação dos animais, o que aumentou a renda da família.
“Antes não tínhamos alimentos para dar ao gado, então os animais morriam de fome. Hoje, temos alimentação sobrando”, afirmou Edson.
A mudança na produção chegou após Ezilla Vasconcelos, filha de Edson e Maria, conhecer o Senar. “Uma amiga me apresentou um consultor e, conversando com ele, percebi a motivação do projeto. Ao ver a dificuldade do meu pai em administrar o negócio, achei uma boa ideia apresentar os dois”, disse.
A bovinocultura de leite na fazenda São Gabriel começou em 1992. Na época, o produtor Edson tirava 124 litros de leite por dia com 52 vacas em lactação. Com a chegada da ATeG, voltada para a alimentação animal, o número deu um salto para 200 litros de leite/dia com apenas 23 vacas em lactação.

Essa média representa um crescimento de 2,38 litros de leite ao dia por animal para uma média atual de 8,7 litros de leite ao dia por animal. Isso graças ao trabalho de alimentação dos animais, do manejo, do melhoramento genético por meio da inseminação artificial, produção de silagem e fornecimento do capim Capiaçú.
“Fizemos ajustes técnicos na parte nutricional e no manejo dos animais. Com isso, elevamos a média de produção por animal e o mais importante, conseguimos isso sem o uso do concentrado, apenas com o pasto e o cocho com suplemento com Capiaçú”, explicou o supervisor técnico do Senar-MA, Kayro Puça.
Depois de passar por essas etapas que elevaram a produção de leite na propriedade, a produtora Maria de Freitas resolveu ir mais longe com o Senar-MA e se capacitou em outras áreas para aumentar a renda da família. Atualmente, ela faz doces de amendoim, coco, maracujá e abacaxi.

A qualidade dos produtos é conhecida em toda região. Os derivados do leite produzidos na fazenda conquistaram os comerciantes locais e os consumidores que buscam os alimentos nas prateleiras. E foi com o aumento da renda familiar, que as filhas do casal conseguiram se formar e hoje ajudam no desenvolvimento do negócio.
“O apoio do Senar era algo que a gente precisava, porque trabalhávamos muito errado. Estamos muito satisfeitos com o Senar, pois ele nos ensinou a trabalhar”, destacou Edson Vasconcelos.
Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (Faema), Raimundo Coelho, é um orgulho chegar a uma propriedade onde a pessoa se dedicou ao conhecimento oferecido pelo Senar. “Vemos esses frutos aflorando e os produtores satisfeitos”.
Veja a reportagem completa do programa Nosso Agro:
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AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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