TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

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Na manhã desta quarta-feira (13 de abril) foi realizada mais uma edição do Plantão Tira-Dúvidas, desta vez, com gestores e servidores de secretarias das unidades judiciárias de todo Estado. Essa é uma inovação do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça, para sanar dúvidas do público interno, trocar experiências e consequentemente proporcionar melhor entrega e qualidade dos serviços ofertados à população.
 
O tema da reunião foi desarquivamento de processos no sistema Apolo e a servidora da Primeira Vara Cível da Comarca de Primavera do Leste, Sandra Cristina Coutinho, aprovou a iniciativa.
 
“Achei ótimo porque trabalhar com planejamento e anteciparmos algumas questões facilita muito e vai ajudar na rotina de trabalho. Gostei também de saber que haverão outros plantões como esse, o que é ótimo”, avaliou.
 
A iniciativa de realizar o Plantão Tira-Dúvidas nasceu da necessidade do alinhamento e padronização das rotinas, como explicou Rosemeire Pincerato, gestora do Laboratório de Fluxo do Processo Judicial Eletrônico (PJe), vinculado ao Dapi.
 
“Recebemos muitas dúvidas dos diversos setores das comarcas sobre o mesmo assunto. Resolvemos reunir os servidores, por unidade judiciária ou administrativa, para sanar essas dúvidas. E foi assim que surgiu o Plantão Tira-Dúvidas, que acaba sendo uma oportunidade também para trocar experiências”, disse.
 
Rosemeire Pincerato explica que o Plantão Tira-Dúvidas é um produto de alinhamento e otimização para tratar qualquer assunto e que pode ser solicitado por qualquer servidor ou servidora. “O objetivo é prestar o melhor serviço ao cidadão e para isso é preciso que os procedimentos sejam padronizados, de qualquer setor. Se houver alguma dúvida de tramitação de processo, de Recursos Humanos, podemos facilitar com a área responsável. Basta sugerir o tema que entraremos em contato com o setor e organizamos um Plantão Tira-Dúvidas.”
 
De acordo com Rosemeire Pinceratto, a ideia é também difundir boas práticas que estão dando certo em comarcas e que podem ser repassadas aos colegas. “Queremos fomentar, incentivar os servidores e servidoras a sugerirem temas, serem facilitadores, mostrar também as boas práticas nas unidades judiciárias. Isso contribuirá muito com o trabalho dos demais”, pontua.
 
Participam do Plantão Tira-Dúvidas a diretora do Dapi, Renata Bueno e demais servidores e servidoras do Departamento que auxiliam os participantes nas questões levantadas.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. 
Imagem 1: Print de tela do curso onde aparecem quatro dos mais de 90 participantes na sala virtual. Ao lado da foto aparece lista com nome dos servidores e servidoras e a interação durante a reunião.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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