POLICIAL
Polícia Civil recupera dinheiro subtraído de vítima de fraude por meio eletrônico
Mais uma rápida investigação para apurar um estelionato cometido por meio eletrônico, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), da Polícia Civil, resultou na recuperação dos valores subtraídos da vítima.
A ocorrência foi cometida contra uma idosa de 72 anos e moradora da zona rural do município de Nossa Senhora do Livramento (42 km ao sul de Cuiabá).
A filha da vítima compareceu nesta quarta-feira (06.04), na 1ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, para informar que sua mãe recebeu uma mensagem via WhatsApp, escrito a palavra “mãe” e pedindo ajuda para pagar um boleto.
Pensando que era um dos filhos, a vítima transferiu para conta bancária indicada pelo golpista, o valor de aproximadamente R$ 2 mil. Passado algumas horas, a vítima recebeu novamente outra mensagem pedindo mais dinheiro, e então depositou outra quantia no valor de R$ 2,5 mil.
Somente depois de fazer os dois pagamentos, a vítima entrou em contato com a filha e percebeu que havia caído em um golpe. A comunicante relatou que os seus pais, ambos idosos, são aposentados e o dinheiro era da poupança do casal para fins familiares.
Diante dos fatos a DRCI foi acionada e imediatamente conseguiu fazer o bloqueio bancários dos valores subtraídos da idosa, através de parceria firmada com o setor antifraudes dos bancos.
As investigações continuam e os autores responderão pelo crime de fraude eletrônica, com pena de reclusão, de 4 a 8 anos, e multa, se a fraude é cometida com a utilização de informações fornecidas pela vítima ou por terceiro induzido a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos ou envio de correio eletrônico fraudulento, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo.
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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