VÁRZEA GRANDE MT
Prefeita apresenta projeto de infraestrutura ao presidente do Carrapicho
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), recebeu em seu gabinete o presidente do bairro Carrapicho, Agenor Sales da Silva – Júnior do Carrapicho. Durante a reunião, a gestora destacou que a região é prioridade da administração municipal e que já está em diálogo com o Ministério Público e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para viabilizar obras estruturantes no local.
“Não é um projeto simples chegar lá e pavimentar e colocar asfalto. É preciso realizar toda uma estrutura de drenagem no bairro, com galerias de esgoto, de água e pluvial, para garantir dignidade aos moradores do Carrapicho. Não é algo imediato, é um projeto complexo que envolve o Governo do Estado, o Ministério Público e, principalmente, a preservação ambiental da região. Não vamos realizar uma obra de qualquer forma, pois temos responsabilidade com o erário público. Quero dizer ao morador do Carrapicho que, em nenhum momento, deixamos de pensar em vocês”, afirmou a prefeita.
Enquanto as obras definitivas não são iniciadas, a Prefeitura seguirá com ações paliativas, como patrolamento e cascalhamento das vias. “As patrolas continuarão atuando dentro das possibilidades. Com o fim do período chuvoso, teremos uma intervenção maior para melhorar a trafegabilidade. Mais do que manter a situação atual, estamos buscando soluções para transformar, de fato, a realidade do bairro”, completou Moretti.
O presidente do bairro, Júnior do Carrapicho, destacou a importância do diálogo com a gestão municipal e a transparência na apresentação do projeto. “A prefeita apresentou o projeto e vou repassar todas as informações aos moradores. Fico feliz em ter esse diálogo aberto e em entender como está o andamento dessa proposta para o nosso bairro”, afirmou.
A assessora especial da Secretaria de Viação, Obras e Urbanismo, Regiane Froes, reforçou que a região exige planejamento técnico específico. “É um local complexo para a execução de obras, principalmente por conta dos alagamentos constantes. A gestão está comprometida em entregar uma obra de qualidade, que resolva de forma definitiva os problemas estruturais da região”, pontuou.
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VÁRZEA GRANDE MT
Saúde de Várzea Grande reforça medidas para identificação de casos da doença
Várzea Grande segue sem registros de casos de meningite em 2026. Mesmo assim, a Secretaria Municipal de Saúde tem reforçado aos profissionais, especialmente das unidades de pronto atendimento, a importância de fazer o chamado ‘manuseio da meningite’, com identificação de sintomas – mesmo que em caráter de suspeita – para atendimento e notificação imediatos, e da notificação compulsória, ou seja, obrigatória.
“O atendimento pontual e ágil vai fazer toda a diferença em casos de confirmação da doença, independentemente de ser meningite viral ou bacteriana. Essa celeridade vai impedir a transmissão para outras pessoas e até mesmo, ofertar um tratamento em tempo, que pode ser crucial para a plena recuperação do paciente”, frisa a secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira.
Conforme dados atualizados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) da Secretaria de Estado de Saúde (SES MT), foram confirmados 29 casos de meningite e 8 óbitos pela doença em Mato Grosso.
No final do ano passado, técnicos da Pasta passaram por uma capacitação em meningite ofertada pelo governo do Estado. “A doença tem um sintoma bastante característico que liga o alerta para urgência de atendimento, e até mesmo de isolamento, que é o chamado diagnóstico diferenciado, a rigidez da nuca”, explica a Maria José Neves, enfermeira da Vigilância Epidemiológica do município.
Em casos de rigidez na nuca, o paciente sob suspeita deve adotar o uso de máscaras, assim como parentes próximos, e buscar imediatamente unidades de pronto atendimento, que em Várzea Grande são as UPAs do Cristo Rei e do Ipase e o Hospital e Pronto-Socorro Municipal. Nos locais, a equipe médica vai avaliar o paciente e avaliar se cabe um tratamento medicamentoso em casa, ou, se é o caso de isolamento imediato. A meningite pode ser causada por diferentes agentes, como vírus, bactérias, fungos e outros microrganismos. Por isso, nem todo caso de meningite é meningocócico e nem toda situação exige as mesmas medidas de controle.
A doença tem como principais sintomas: febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência, confusão mental, convulsões, manchas vermelhas ou arroxeadas na pele ou piora rápida do estado geral. Em lactentes e crianças pequenas, também devem ser observados irritabilidade intensa, choro persistente, recusa alimentar, vômitos, sonolência ou letargia e abaulamento da fontanela [quando a moleira da cabeça do bebê fica estufada].
INICIATIVAS – Como forma de evitar a confirmação de casos, além de ofertar vacinas, as equipes de saúde estão desde o início do ano letivo realizando busca ativa nas escolas públicas para atualização da caderneta de vacinação. Crianças e jovens com dose em atraso, ou sem o registro dela, são imunizados na escola mesmo, após prévia autorização dos pais.
“Muitas vezes, ficamos sem poder atualizar as cadernetas porque os pais e ou responsáveis não autorizam a vacinação. É preciso ter ciência que a vacina salva vidas e previne contra várias doenças. Precisamos ampliar os índices de cobertura da população, mas para isso, temos de contar com a conscientização. Estamos em plena busca ativa de pessoas dos grupos prioritários para receber as doses específicas, estamos indo até as pessoas, tudo para facilitar e abreviar o acesso aos imunizantes. Precisamos da colaboração”, reforça a secretária.
No último sábado, dia 25, quando Várzea Grande realizou o ‘Dia D’ de vacinação contra influenza, por exemplo, todas os grupos elegíveis às doses tiveram as cadernetas e carteirinhas de vacinação atualizadas.
Quem estava com doses em atraso, pôde receber vacina contra sarampo, covid-19 e em caso de vacinas com dias específicos de aplicação, as pessoas foram orientadas a retornar à unidade de saúde na data correta.
PROTEÇÃO – O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente a vacina contra a meningite C, aplicada em bebês entre 3 e 5 meses de vida, e a vacina contra as meningites A, C, W, Y, aplicada como reforço preferencialmente aos 12 meses, podendo ser administrada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. A ACWY também pode ser aplicada como dose única ou complementar em adolescentes entre 11 e 14 anos.
Os imunizantes previstos pelo Programa Nacional de Imunizações estão disponíveis nas 25 Unidades Básicas de Saúde de Várzea Grande, conforme os públicos e faixas etárias definidos pelo Ministério da Saúde e atendendo à rotina da Sala de Vacinação das unidades para evitar desperdício de doses, com o descarte de imunizantes sem a total utilização.
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