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Equipes intensificam ações em bairros atingidos por fortes chuvas

Nos locais identificados, servidores e maquinários atuam na desobstrução de córregos, bocas de lobo e sistemas de drenagem, especialmente em áreas onde há descarte irregular de lixo, fator que contribui diretamente para a ocorrência de alagamentos

Equipes da Secretaria Municipal de Viação e Obras e membros do Comitê de Enfrentamento aos Alagamentos de Várzea Grande estão mobilizados desde o último final de semana para atender ocorrências provocadas pelas fortes chuvas que atingem o Município.

Bairros como Alameda, Construmat, Joaquim Curvo, Cristo Rei e Manga registraram pontos de grande acúmulo de água, causando transtornos à população. Nos locais identificados, servidores e maquinários atuam na desobstrução de córregos, bocas de lobo e sistemas de drenagem, especialmente em áreas onde há descarte irregular de lixo, fator que contribui diretamente para a ocorrência de alagamentos.

As ações emergenciais estão sendo realizadas inclusive durante os períodos de chuva, com o objetivo de conter danos e amenizar os impactos à comunidade. As equipes seguem em regime de prontidão, preparadas para atuar a qualquer momento, conforme as demandas são registradas.

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De acordo com a Defesa Civil Municipal, que acompanha e monitora permanentemente os pontos críticos da cidade, e a previsão para os próximos dias ainda indica continuidade das chuvas. Diante desse cenário, a Coordenadoria orienta que moradores, principalmente aqueles que residem em áreas historicamente afetadas por alagamentos, redobrem os cuidados e fiquem atentos aos alertas.

A Secretaria Municipal de Viação e Obras mantém equipes trabalhando 24 horas por dia, com servidores capacitados e maquinários posicionados em diferentes regiões da cidade, garantindo atendimento rápido e eficaz às ocorrências emergenciais.

O Centro-Oeste enfrenta um período de chuvas intensas, situação que também atinge diversos municípios de Mato Grosso, alguns deles em estado de alerta. Em Várzea Grande, apesar dos transtornos registrados, o Município não se encontra, até o momento, em situação de emergência. As equipes seguem atuando de forma intensiva para evitar agravamento dos danos e impedir que famílias precisem ser desabrigadas.

Caso necessário, o Município dispõe de estrutura, por meio do Comitê de Enfrentamento aos Alagamentos, para atendimento e eventual deslocamento de famílias atingidas.

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A Defesa Civil disponibiliza atendimento via WhatsApp pelo número (65) 98475-7112 para que situações emergenciais sejam comunicadas com agilidade, possibilitando resposta rápida das equipes que seguem em plantão permanente.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande amplia proteção de bebês prematuros com aplicação inédita do Nirsevimabe pelo SUS

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está reforçando os cuidados com a saúde de bebês prematuros ao disponibilizar, pela primeira vez, o anticorpo monoclonal Nirsevimabe, popularmente conhecido como “vacina Nirsevimabe”. O medicamento oferece imunização imediata para proteger os bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e pneumonia grave em crianças pequenas.

As doses integram o Protocolo de Uso do Nirsevimabe para Prevenção de Infecção do Trato Respiratório Inferior Associada ao Vírus Sincicial Respiratório em Bebês Prematuros ou com Comorbidades, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Nirsevimabe é destinado a um público específico e, em Várzea Grande, vem sendo administrado desde fevereiro deste ano, conforme prescrição médica e condição clínica do recém-nascido, na Maternidade Pública “Dr. Francisco Lustosa” e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A UBS Jardim Glória foi a primeira unidade, fora da maternidade, a aplicar a medicação.

Como explica Patrícia Pretel Feitosa, enfermeira responsável pela Imunização da Atenção Primária de Várzea Grande, a incorporação do Nirsevimabe ao SUS amplia a cobertura de proteção para todos os bebês prematuros que se enquadram nos critérios estabelecidos.

“O anticorpo tem indicações específicas, tanto em relação à dosagem quanto ao público-alvo”, destaca.

Somente entre os recém-nascidos prematuros, 19 doses foram aplicadas na maternidade entre fevereiro e o momento atual. Dependendo das condições de saúde e do peso da criança, algumas recebem a dose ainda durante a internação, enquanto outras aguardam o ganho de peso para receber o medicamento posteriormente em uma Unidade Básica de Saúde.

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Patrícia explica ainda que, para recém-nascidos prematuros — aqueles nascidos com menos de 37 semanas de gestação —, a administração do Nirsevimabe deve ser feita por via intramuscular logo após o nascimento, ou assim que o bebê estiver clinicamente estável, ainda na maternidade.

“A dose do Nirsevimabe é única e varia apenas conforme a faixa de peso do paciente. Recém-nascidos e bebês com peso inferior a cinco quilos recebem uma dose única de 0,5 ml. Já aqueles com peso igual ou superior a cinco quilos recebem uma dose única de 1 ml”, explica.

Para crianças de até 24 meses de idade que apresentem comorbidades e permaneçam vulneráveis durante a segunda temporada de circulação do VSR, recomenda-se uma dose única, independentemente do peso, administrada em duas injeções de 1 ml cada, aplicadas em locais distintos.

Indicações para o uso do Nirsevimabe

  • Prematuros (nascidos com menos de 37 semanas de gestação);
  • Doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa;
  • Doença pulmonar crônica da prematuridade;
  • Imunocomprometimento grave, congênito ou adquirido;
  • Fibrose cística;
  • Doença neuromuscular;
  • Anomalias congênitas das vias aéreas;
  • Síndrome de Down.

Contexto

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Vírus Sincicial Respiratório é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e por até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos no Brasil.

Entre 2018 e 2024, foram registradas 83.740 internações de bebês prematuros. Somente em 2024, dos 82.005 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) atribuídos a vírus respiratórios, 32% (26.034 casos) foram causados pelo VSR.

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A faixa etária mais atingida foi a de crianças com menos de um ano, que representaram 72,1% dos casos (18.759) e 42% dos óbitos (168 das 403 mortes registradas).

Os principais grupos de risco para desenvolver infecção respiratória grave causada pelo VSR são lactentes com menos de seis meses de idade, especialmente os prematuros, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade e aquelas com cardiopatias congênitas.

Essa maior vulnerabilidade está relacionada à imaturidade do sistema imunológico, à menor transferência de anticorpos maternos, ao menor calibre das vias aéreas, além de fatores como baixa reserva energética, desmame precoce, anemia, infecções respiratórias recorrentes e uso prévio de corticoides.

O VSR apresenta comportamento sazonal, com maior circulação nos meses mais frios do ano. Embora esse padrão varie entre as regiões brasileiras, a maior incidência costuma ocorrer durante o outono e o inverno.

Anualmente, o vírus é responsável por cerca de 3,6 milhões de hospitalizações em todo o mundo e aproximadamente 100 mil mortes de crianças menores de cinco anos, sendo metade desses óbitos em bebês com menos de seis meses de idade. (Com informações do Ministério da Saúde)

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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