TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Verde Novo contribui com plantio e distribuição de mudas na sede reformada da Defensoria Pública

Foto horizontal colorida, em plano aberto, que mostra a engenheira florestal do programa Verde Novo, Rosiani Carnaíba, e a defensora pública-geral do Estado, Luziane Castro, sorrindo para a foto, durante plantio de uma muda de ipê, ao lado do prédio da Defensoria Pública. A parceria entre o Programa Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso, e a Defensoria Pública Estadual (DPE-MT) rendeu o plantio de 15 mudas de árvores frutíferas e nativas do Cerrado no entorno do prédio da sede administrativa da instituição, além da distribuição de 60 mudas para os servidores, na manhã desta segunda-feira (27), preparando a DPE para o retorno de suas atividades no local, que desde o ano passado vinha passando por reforma.

“Nosso agradecimento ao Tribunal de Justiça e a esse importante programa que é o Verde Novo, um trabalho que demonstra toda a preocupação do Tribunal com a questão da sustentabilidade, para que a gente tenha uma cidade mais arborizada e, efetivamente a nossa Cidade Verde resgatada. Então, a Defensoria Pública firmou essa parceria e hoje a gente fez a arborização da nossa sede administrativa. Só temos a agradecer por toda disponibilidade e por todo apoio em estar participando desse evento com a gente”, disse a defensora pública-geral do Estado, Luziane Castro.

Foto horizontal colorida, em plano fechado, que mostra a defensora pública-geral do Estado, Luziane Castro, posando para a foto sorrindo e mostrando as mãos sujas de terra, após plantar muda de árvore ao lado da sede da Defensoria. Ela é uma mulher parda, de longos cabelos castanhos e ondulados.Conforme a defensora, atuar em ações socioambientais é uma forma concreta de demonstrar o comprometimento da instituição com as populações vulneráveis, que compõem o público-alvo da Defensoria. “A Defensoria Pública atende diretamente a população pobre, então a gente sente os efeitos das mudanças climáticas, que atacam diretamente essa população, seja em desastres, seja na elevação do clima no nosso estado. Então a gente tem que não simplesmente atender essa população nessas situações, mas também se preocupar e voltar as nossas ações pra poder melhorar tudo isso que estamos vendo de alterações climáticas”, defende.

Foto horizontal colorida, em plano fechado, da diretora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Aline Regina Santana de Carvalho, durante entrevista à TV.Jus. Ela é uma mulher de pele clara, olhos castanhos claros, cabelos lisos e castanhos, usando camiseta verde da Defensoria Pública.Diretora-geral da DPEMT, Aline Regina Santana de Carvalho explica que, com a reforma da sede administrativa da Defensoria, foi preciso retirar algumas árvores, mas já com a previsão de replantio. “Hoje estamos cumprindo nosso compromisso com a sociedade e com o meio ambiente de replantar e plantar além do que era necessário para repor. A Defensoria tem investido muito na sustentabilidade e o programa Verde Novo entra como fornecedor dessas espécies. A nossa Coordenadoria de Convênios e Parcerias buscou o programa, que prontamente forneceu as espécies que nós precisávamos para plantar aqui e também para doar aos nossos servidores, para levarem e incentivar essa arborização também das residências”, afirma.

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Antes da reforma da sede da Defensoria, havia flamboyants antigos, cujo porte grande havia danificado o piso do estacionamento. No mesmo lugar, foram plantadas flamboyants mirins, que garantirão sombra, sem danificar o piso.

Foto horizontal colorida, em plano fechado, que mostra a engenheira florestal do programa Verde Novo, Rosiani Carnaíba, sorrindo para a foto, agachada ao lado de uma muda de árvore em um gramado. Ela é uma mulher de pele clara, magra, de cabelo preto preso em coque, usando camiseta do Verde Novo.A engenheira florestal do programa Verde Novo, Rosiani Carnaíba reforça a importância das parcerias com outras instituições para que o programa alcance seus objetivos. “A Defensoria Pública tinha a necessidade de fazer o plantio de novas mudas depois de o prédio ter sido reformado. Então, nós trouxemos as mudas, fizemos esse plantio com a defensora pública-geral, que plantou um ipê amarelo que vai embelezar muito a frente do prédio, e juntamente com os servidores, estamos plantando mudas de árvores frutíferas e nativas, entre elas, amora, caju, acerola, ipês, flamboyants, pata-de-vaca, que vão trazer um ambiente mais agradável pra esse local”.

De acordo com Augusto de Souza Melo, engenheiro da DPE-MT, todos os projetos de infraestrutura da instituição têm levado em conta a questão ambiental, por exemplo, ao prever a instalação de placas fotovoltaicas e a arborização do espaço. “Sinto-me parte desse modo de pensar da Defensoria porque é uma forma que a gente consegue ajudar o meio ambiente e compensar o que a gente acaba danificando”, afirma.

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Foto horizontal colorida, em plano médio, que mostra a servidora da Defensoria Pública, Tereza Cristina Sales, sorrindo para a foto ao lado de uma muda de flamboyant que plantou ao lado do prédio da Defensoria. Ela é uma mulher negra, de cabelos longos e castanhos, usando camiseta da Defensoria.Quem também se sente pertencente a essa forma de pensar é a servidora Tereza Cristina Sales Peres, membro da Comissão de Sustentabilidade da Defensoria Pública Estadual. Ela conta que já conhecia os programas socioambientais do Poder Judiciário de Mato Grosso, que serviram, inclusive, de base para a instauração de projetos dessa natureza na Defensoria Pública. “Assim que eu entrei na Comissão, fomos conhecer as ações que eram feitas no Tribunal de Justiça, o que nos inspirou muito a iniciar o nosso Plano de Logística Sustentável – PLS, que está prestes a ser publicado. Vejo tudo isso como uma forma de criar um futuro melhor. É maravilhoso estarmos em contato com a natureza e poder participar de um momento como este”, avalia.

Programa Verde Novo

Idealizado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo em 2017, o Programa Verde Novo é uma iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso voltada à recuperação das florestas urbanas. Ao longo dos anos, já distribuiu e plantou mais de 250 mil mudas de espécies nativas e frutíferas do Cerrado em diversos municípios do estado.

Como participar

Cidadãos e instituições interessados podem solicitar a distribuição gratuita ou o plantio de mudas pelo e-mail [email protected] ou pelo ZapMudas, no telefone (65) 3617-3090. Também é possível se cadastrar como voluntário no site do programa e contribuir com as próximas ações de arborização.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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