TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

TJMT integra nova gestão do colégio que atua no combate à violência doméstica contra mulher

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 A fim de aprimorar a estrutura do Judiciário no combate e prevenção da violência contra as mulheres, foi eleita, no dia 02 de dezembro, a nova comissão executiva do Cocevid (Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro), para 2025. O grupo, composto por sete integrantes, contará com a contribuição do Tribunal de Judiciário de Mato Grosso.
 
A juíza titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, foi eleita para assumir o cargo de tesoureira do Colégio. A magistrada fala da responsabilidade que requer o cargo e de seu compromisso em romper o ciclo de violência contra mulheres.
 
“Fazer parte da comissão executiva é promover a integração de todas as Coordenadorias dos Estados do Brasil. Como comissão de pesquisas, políticas públicas de combate à violência contra a mulher e acadêmicas”.
 
Além de aperfeiçoar a Política Judiciária Nacional de enfrentamento da violência contra as Mulheres pelo Poder Judiciário, o Cocevid atua para estimular a troca de experiências e conhecimento e na uniformização dos métodos e os critérios administrativos e judiciais. Todos os projetos e práticas executadas consideram as características regionais de cada local.
 
O Cocevid de 2025 será presidido pela desembargadora Nágila Sales Brito (TJBA), que terá como vice-presidente a juíza Teresa Germana Lopes de Azevedo (TJCE). A 1ª secretaria será do desembargador Carmo Antônio de Souza (TJAP), com suplência da juíza Olívia Maria Alves Ribeiro (TJAC). Já a 2ª secretária será da juíza Jumara Porto Pinheiro (TJSE), tendo como suplente o Juiz Wendell Souza (TJSP). A tesouraria será conduzida pela Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa (TJMT).
 
VI Fonavid – A eleição da nova comissão ocorreu durante o VI Fonavid (Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher), neste ano, sediado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). Com o tema ‘Acesso à Justiça’, o encontro visa melhorar a prestação de serviços da justiça para as mulheres em situação de violência.
O fórum é realizado entre os dias 02 e 06 de dezembro e conta com a participação de seis magistrados do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
“É um momento de reflexão e troca de experiências entre magistrados de todo país. O tema deste que instiga a justiça a buscar solução para estar disponível nas localidades mais remotas”, observa a juíza Ana Graziela.
 
Também integrante da comitiva, o juiz de Barra do Garças, Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, falou da importância do Fórum para que que sejam feitas melhorias de atuação em todo território nacional.
 
“O fórum nacional reúne academia, movimentos, magistrados, defensores, operadores do direito por meio de painéis, estudos, pesquisas, debaterem aquilo que há de vanguarda, que deve ser feito de melhor para proteger as mulheres. O tema deste ano é o acesso à justiça e para nós, que somos um Estado com dimensão continental, é fundamental percebermos que trabalhar o acesso à justiça é fundamental”.
 
Também integraram a comitiva do TJMT as magistradas Hanae Yamamura de Oliveira (Cuiabá) Tatyana Lopes (Cuiabá), Débora Roberta Pain Caldas (Sinop) e Ana Cristina Silva Mendes (membro Honorário do FONAVID).
 
O grupo foi acompanhado pelos servidores do Tribunal: Elizabeth Machado Gomes de Oliveira (gestora de Políticas Judiciária de Prevenção e Projetos), Laurair de Souza Grossi Ribeiro (assessora Jurídica), Isabel Cristina de Carvalho Calório (administrativo) e Ana Emília Iponema Brasil Sotero (assessora técnica Multidisciplinar).
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1 – Um grupo de oito pessoas está alinhado. A Juíza Ana Graziela está à esquerda e veste uma roupa preta com bordados coloridos. Ao lado está o juiz Marcelo de terno escuro e gravata azul.
 
Priscilla Silva
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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