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Ribeirinho Cidadão leva leitura, brincadeiras e até robótica a mais de 700 crianças pantaneiras

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Em meio ao encontro das águas dos rios Cuiabá e São Lourenço, crianças ribeirinhas da comunidade de São Pedro de Joselândia (distrito de Barão de Melgaço) tiveram contato pela primeira vez com algo muito diferente do imaginário pantaneiro, a robótica. Além disso, rodas de leitura, brincadeiras e até mesmo um palhaço animaram as atividades. Isso foi possível graças a importantes parceiros do Ribeirinho Pantaneiro, projeto do Poder Judiciário de Mato Grosso com a Defensoria Pública, as Secretarias de Ciência e Tecnologia (Secitec) e a de Cultura Esporte e Lazer (Secel), além do Juizado Volante Ambiental (Juvam). Ao menos 700 crianças já foram atendidas até esta quarta-feira (4).
 
 
Falar sobre ciência em comunidades tradicionais pode muitas vezes soar como algo mágico, como um sonho, mas para Marilene Borges da Silva Passos, coordenadora de Popularização da Ciência na Secitec, as atividades oferecem mais do que um entretenimento, elas oportunizam às comunidades, e não somente às crianças, ver a ciência de forma acessível e estimula a imaginação. A Secitec participa do Ribeirinho Cidadão com uma equipe de cinco pessoas.
 
“É interessante acompanhar a expedição porque nos permite ir a locais que ficam muito difícil de ir sozinhos. Chegamos até populações distantes e podemos oportunizar a essas crianças vivenciar a ciência. Aprender de forma lúdica acessível”, conta Marilene enquanto organizava uma oficina de holograma.
 
Entusiasmada com as atividades, a professora de Ciências que atua na Secitec, Camila Barbosa, não esconde a alegria em realizar as atividades ao longo o projeto. Ela explica que “na abertura do Ribeirinho a gente trouxe experimentos científicos que utilizamos para fazer explicações de maneira lúdica, que desperte interesse, divertida e abrangente às crianças e toda a comunidade. Na segunda etapa, em São Pedro de Joselândia, trouxemos experimentos de baixo custo para fazer junto com as crianças. Estamos ofertando ainda introdução à robótica, lançamento de foguetes”.
 
As atividades de leitura ficaram por conta da equipe, composta por quatro pessoas e coordenada por Waldineia Almeida, coordenadora estadual de Bibliotecas Públicas, unidade da Secel. Toda a estrutura para trabalhar com a Biblioteca Itinerante foi mobilizada pela equipe.
 
“Fazemos um trabalho de ludicidade com as crianças, levando a leitura com vários formatos, com arte, desenho e levando a leitura, oficina de materiais recicláveis, contação de histórias e também a leitura do livro em si. O trabalho é com as crianças para familiarização da leitura para que elas possam colocar essa atividade no cotidiano da sua vida. A leitura está nos desenhos, nos objetos, a leitura está em todo lugar”, destaca.
 
A alegria das crianças e também dos adultos fica ainda mais evidente quando chega o palhaço Lelé Picolé Curimpampam, personagem criado pelo Segundo Sargento, Marcelo Luciano Pereira, que atua no Juvam. Ele acompanha o Ribeirinho e realiza atividades recreativas.
 
A expedição do Ribeirinho Cidadão iniciou em 25 de abril e segue até dia 8 de maio percorrendo localidades rurais entre os municípios de Juscimeira, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço.
 
Além do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso e da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, participam do Ribeirinho Cidadão, a Secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social, a Secretária de Estado de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Casa Civil, Proteção e Defesa Civil – Mato Grosso, Secretaria de Estado de Segurança Pública, POLITEC – Perícia Oficial e Identificação Técnica, Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, Regimento de Policiamento Montado da Polícia Militar, Grupo Especial da Fronteira – GEFRON – PMMT, Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE, Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental – PMMT, Corpo Musica da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, Centro Integrado de Operações Aéreas – CIOPAER, Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, Receita Federal, Juizado Volante Ambiental – JUVAM, Ministério Público do Estado de Mato Grosso Tribunal Regional do Trabalho – 23ª Região, Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, SESC Pantanal, Energisa, Cartório do 2º Ofício de Santo Antônio de Leverger, Cartório de Registro das Pessoas Naturais e Tabelionato de Notas de Barão do Melgaço, Consórcio Regional de Saúde – Saúde Sul Mato Grosso, Marinha do Brasil e NUPEMEC – Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens.
 
Imagem 1: fotografia colorida mostrando várias crianças com as mãos levantadas, em uma atividade lúdica conduzida pelo palhaço.
Imagem 2: fotografia colorida. Na imagem duas crianças acompanham a apresentação de um experimento com robótica.
Imagem 3: fotografia colorida, registrando a participação de crianças em uma dinâmica de lazer, com o palhaço.
 
 
Leia outras matérias sobre o Projeto Ribeirinho Cidadão nos links a seguir:
 

 

 
 
Andhressa Barboza/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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