TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Reunião em Cáceres debate projeto de lei para contratação e capacitação de reeducandos
O projeto de lei que prevê a contratação de reeducandos pelo município de Cáceres, com remuneração e capacitação para atividades em áreas públicas, foi o tema da reunião realizada na noite de quarta-feira (3 de setembro), no Plenário do Júri do Fórum de Cáceres.
O encontro contou com a presença do desembargador Orlando de Almeida Perri, supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), do juiz Coordenador do GMF-MT, Geraldo Fidelis, do juiz da Vara de Execuções Penais da Comarca, José Eduardo Mariano, além de representantes do Executivo, Legislativo, outras autoridades e cidadãos cacerenses.
O desembargador Orlando Perri destacou que a aprovação da lei segue recomendações do Tribunal de Contas do Estado e já foi adotada em diversos municípios mato-grossenses. “O projeto está amparado na legalidade e na constitucionalidade. Além disso, representa uma oportunidade para que as pessoas privadas de liberdade tenham acesso a trabalho digno e, consequentemente, à verdadeira ressocialização”, afirmou.
Luiz Landim, vice-prefeito de Cáceres, assumiu compromisso em disponibilizar vagas específicas para os reeducandos em áreas como coleta seletiva, manutenção de calçadas e obras públicas, além de cursos de qualificação. “Nosso objetivo é oferecer dignidade. Queremos que os reeducandos saiam do presídio com uma profissão e preparados para ingressar no mercado de trabalho”, ressaltou.
O juiz Geraldo Fidelis lembrou que o GMF atua não apenas na identificação de deficiências, mas também no acompanhamento das melhorias necessárias. “O Judiciário é parceiro do Estado e das administrações municipais. Nosso papel é apoiar para que os projetos realmente saiam do papel e tragam benefícios à sociedade”, destacou.
Para o juiz José Eduardo Mariano esta iniciativa representa um avanço importante no enfrentamento à criminalidade. “O trabalho remunerado é uma ferramenta poderosa de prevenção, porque fortalece o vínculo social do reeducando e reduz a reincidência”, disse.
Franco Valério, vereador de Cáceres, destacou que interesses políticos não podem se sobrepor ao interesse público. “A Câmara deve exercer altruísmo e amor ao próximo, garantindo justiça social e condições dignas para todos. Além disso, reforço a importância de remunerar de forma justa os profissionais envolvidos em projetos sociais, com responsabilidade no uso dos recursos públicos”, afirmou.
A vereadora Elisa Enfermeira, representando a Mesa Diretora, ressaltou que a tramitação do projeto deve avançar nos próximos dias. “Poderemos avançar para que o projeto seja apreciado na segunda-feira. Tenho certeza de que todos os 15 vereadores compreendem a relevância da proposta e darão o apoio necessário”, garantiu.
Em fala direcionada ao Legislativo municipal, o desembargador Orlando Perri reforçou a legalidade do projeto. “Já existem inúmeros municípios com leis semelhantes a esta, inclusive com recomendação expressa do Tribunal de Contas do Estado. Portanto, não há dúvida quanto à sua conformidade”, explicou.
O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, anunciou a instalação de uma regional da instituição em Cáceres nos próximos 30 dias. “A Fundação atua conforme a Lei de Execução Penal e é a única autorizada a gerir trabalhos de ressocialização no Estado. Já estamos presentes em 34 prefeituras, 270 empresas privadas e 22 secretarias estaduais. Em Cáceres, trabalharemos com os quatro pilares fundamentais: trabalho, estudo, fé e família”, destacou.
Durante a reunião, também foram abordadas outras propostas importantes para o fortalecimento da rede de apoio às pessoas privadas de liberdade. Entre elas, a pactuação do programa Pinasp, voltado à assistência em saúde, com suporte técnico da superintendência e de profissionais especializados. Houve ainda a sugestão de integração dos profissionais da saúde do município ao sistema penitenciário, para ampliar a continuidade dos atendimentos. Outro ponto mencionado foi a possibilidade de utilização do fundo municipal, com base em nota técnica do CRJ, que permite a reversão de até 10% dos recursos do Fundo Nacional para políticas locais. O GMF se colocou à disposição para fornecer notas técnicas e apoio técnico, reforçando a atuação dos escritórios sociais, conselhos da comunidade e vereadores na reintegração social dos egressos.
Leia também:
GMF-MT inspeciona unidades prisionais e socioeducativa em Cáceres e ouve demandas de internos
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
-
POLÍTICA MT6 dias atrásPesquisa Veritá aponta Flávio com 61,1% e Lula com 28,1% em Mato Grosso
-
MATO GROSSO7 dias atrásPrefeitura prepara festa de R$ 2,3 milhões para comemorar 39 anos de Campo Novo do Parecis
-
POLÍTICA MT5 dias atrásCabo eleitoral é preso em Sinop com R$ 1,8 mil e santinhos de Sheila Pedroso, Juarez Costa e Wellington Fagundes durante suspeita de compra de votos
-
ESPORTES6 dias atrásBrasil vence a Índia por 4 a 0, mas atuação segue abaixo do esperado
-
Sinop7 dias atrásPrefeitura de Sinop leva cursos do Qualifica Turismo a adolescentes do Socioeducativo
-
POLÍTICA MT7 dias atrásMauro amplia liderança e chega a 50% das intenções de voto ao Senado
-
POLÍTICA MT6 dias atrásMauro atinge 60% na soma do 1º e 2º votos ao Senado, aponta instituto
-
POLÍTICA MT7 dias atrásPivetta avança, chega a 50,6% dos votos válidos e pode levar eleição no 1º turno; Wellington tem 27,7% e Natasha, 16,9%
