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Projeto Hannah: a Inteligência Artificial aplicada à admissibilidade de recursos

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso avança no uso da tecnologia para tornar a Justiça mais rápida, organizada e acessível ao cidadão. Um dos exemplos é o Projeto Hannah, uma solução de Inteligência Artificial criada pela Vice-presidência do TJMT e voltada ao juízo de admissibilidade de recursos, etapa que funciona como um filtro antes de o processo seguir para análise do mérito nos tribunais superiores.

Na prática, o Projeto Hannah ajuda a acelerar a análise de recursos especiais e extraordinários ao aplicar, de forma automatizada, um Mapa de Admissibilidade composto por 14 critérios objetivos. O sistema lê o processo, verifica se todos os requisitos formais foram cumpridos e organiza essas informações em uma sequência lógica, o que facilita e agiliza o trabalho dos magistrados e servidores.

Para o cidadão, o principal ganho é o tempo. Com a tecnologia apoiando as análises, os processos andam mais rápido, os despachos se tornam mais ágeis e as decisões chegam com maior previsibilidade. Isso significa menos espera, mais eficiência e um serviço judicial que responde melhor às demandas da sociedade.

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Desenvolvido por equipe própria do TJMT, o projeto está em fase experimental, mas já funciona na Vice-Presidência e apresenta resultados concretos. Somente neste ano, a adoção de ferramentas tecnológicas como a Hannah contribuiu para acelerar milhares de decisões, impactando diretamente o fluxo de processos no Tribunal.Juiz Gerardo Humberto concede entrevista à TV.Jus. ele é um homem de olhos e cabelos escuros, usando camisa branca, gravata listrada azul e marrom e terno cinza escuro. Atrás dele há uma estante com livros.

O juiz auxiliar da Vice-presidência, Gerardo Humberto Alves da Silva, que apresentou o projeto em eventos nacionais e internos do Judiciário estadual, explica que a Inteligência Artificial atua como apoio técnico. O sistema organiza dados e aponta caminhos, enquanto a decisão final continua sendo humana, garantindo responsabilidade, segurança jurídica e respeito às particularidades de cada caso.

Ao investir em soluções como o Projeto Hannah, o TJMT mostra que inovação e cuidado com o cidadão podem caminhar juntos. A tecnologia passa a ser uma aliada para tornar a Justiça mais eficiente, moderna, ágil e próxima de quem precisa dela, sem perder de vista o papel humano no ato de julgar.

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Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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