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Presidente do Tribunal de Justiça inaugura novo Fórum da Comarca de Água Boa

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, inaugurou na manhã desta quarta-feira (01 de novembro) o novo Fórum da Comarca de Água Boa.
 
A solenidade também contou com a presença da vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Erotides Kneip, do corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, e de autoridades da região do Vale do Araguaia, que puderam conhecer o novo espaço do Judiciário mato-grossense.
 
A líder do Judiciário afirmou estar encantada com a nova estrutura. “Estou muito feliz de caber a minha gestão essa tão sonhada inauguração do Fórum de Água Boa. É um sonho que se concretiza, com mais qualidade de vida para os servidores e também para os jurisdicionados, que poderão ser melhor acolhidos”, ressaltou a presidente.
 
Durante a sua fala, a desembargadora evidenciou o reconhecimento a todos que tiveram papel fundamental para a construção de uma sede da Justiça tão acolhedora. Como exemplo de pessoas que não mediram esforços para a construção do novo Fórum, a magistrada citou o juiz Anderson Gomes Junqueira, que já pertenceu à Comarca, e o desembargador Rui Ramos Ribeiro.
 
Novo Fórum da Comarca de Água Boa – Com uma estrutura moderna, sustentável e acessível, a nova casa do Poder Judiciário na Comarca conta com mais de 2.800m² de área construída e cerca de 155 vagas de estacionamento para atender as necessidades da população dos municípios de Água Boa, Cocalinho e Nova Nazaré.
 
A Comarca conta atualmente com duas Varas Cíveis, duas Varas Criminais, Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e Juizado Especial Cível e Criminal.
 
Para a diretora do Foro de Água Boa, juíza Daiane Marilyn Vaz, a inauguração da nova sede da Comarca representa um marco significativo. “É mais que um prédio. É com certeza um símbolo de dedicação e do respeito aos direitos fundamentais dos nossos cidadãos, onde a população aguaboense pode buscar a resolução dos seus conflitos e encontrar a Justiça.
 
Acessibilidade e Sustentabilidade – O prédio foi construído a partir das normas indicadas para oferecer acessibilidade às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e possui piso tátil, guia rebaixada, assentos de atendimento prioritário e preferencial sinalizados, guia rebaixada, rampa de acesso, barras de apoio, banheiros adaptados e vagas de estacionamento preferenciais. Ainda em novembro será instalado um ECO Ponto na nova sede pela equipe do Núcleo de Sustentabilidade do Poder Judiciário.
 
A desembargadora Clarice Claudino da Silva destacou a importância de um Fórum que contemple o cuidado com o meio ambiente e com a inclusão de todos. “A população está hoje recebendo e poderá usufruir um espaço com acessibilidade, sustentabilidade e, especialmente, com um ambiente acolhedor. Isso é de vital importância.
 
Cidadã Aguaboense – Durante a inauguração, a presidente do TJMT recebeu das mãos dos vereadores da Câmara Municipal de Água Boa o Título de Cidadã do município. Ainda no evento, a líder do ganhou um grande bolo em homenagem aos 35 anos dedicados à magistratura pela desembargadora. A líder do Judiciário agradeceu a surpresa, que, segundo ela, ficou muito agradecida por receber.
 
Escolha do nome – O novo fórum recebe o nome de Desembargador Salvador Pompeu de Barros Filho, em homenagem ao magistrado que foi presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso entre os anos de 1993 a 1995. O desembargador faleceu no dia 15 de setembro de 2013, aos 86 anos.
 
O prefeito de Água Boa, Mariano Filho, engrandeceu a parceria com o Poder Judiciário de Mato Grosso para viabilização e contrução do fórum.  
 
Participaram também da cerimônia de inauguração do novo fórum, o desembargador Paulo da Cunha, o juiz auxiliar da Presidência, Túlio Duailibi Alves Souza, a diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: fotografia registrando o momento em que a placa de inaguração é descerrada, com a presença da presidente,vice-presidente, corregedor, desembargador e juizada da comarca, além de autoridades locais. Segunda imagem: presidente do TJMT está em pé e fala ao microfone. Terceira imagem: fotografia registrando a fachada do novo fórum, que possui uma ampla área envidraçada. Quarta imagem: presidente do TJMT exibe o título de cidadão aguaboense. Ela está em pé e ladeada por vereadores do município.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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