TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

Os alunos da Escola Estadual Ernandy Maurício Baracat de Arruda, no município de Várzea Grande, conheceram mais sobre os seus direitos e deveres como cidadãos brasileiros. As informações foram repassadas durante a visita do projeto Nosso Judiciário, no dia 6 de agosto, que leva o Poder Judiciário para dentro das unidades escolares de Mato Grosso. 
 
Desde 2015, o Projeto Nosso Judiciário faz visitações a escolas públicas e privadas de Cuiabá e Várzea Grande, com realização de palestras que mostram quais são os benefícios e obrigações de um cidadão. A ação é voltada para alunos do ensino fundamental e médio, que também recebem orientações por meio de cartilhas distribuídas durante as visitações.  
 
“A nossa missão, enquanto Judiciário, é garantir acessibilidade aos Poder Judiciário e também levar conhecimento desses jovens, quais são seus direitos e deveres. Com isso eles poderão identificar comportamentos e atitudes que configuram crimes como ameaças e falsidade de documentos. Eles também aprendem que podem contar com Justiça, quando for preciso, por meio dos juizados especiais, por exemplo”, explica o técnico Judiciário, Neif Feguri, um dos responsáveis pelo projeto Nosso Judiciário.  
  
Em dez anos de atuação, a iniciativa já atendeu mais de  35 mil alunos. Esse número será superado, com a visitação de mais 11 unidades escolares até o final deste ano.
  
Para garantir a comunicação assertiva e sanar as dúvidas dos alunos, o projeto utiliza uma linguagem simples e didática nas apresentações de materiais entregues. A metodologia auxiliou o aluno Raí Gustavo Brites dos Santos, do 1º ano do Ensino Médio, a reconhecer que já foi vítima de um crime virtual e onde pode encontrar ajuda.  
 
“Eu descobri que já sofri cyberbullying! Além disso, aprendi sobre os meus direitos civis de  como quando compro um produto e ele vem com defeito, por exemplo, agora sei que posso recorrer ao juizado especial, que dará garantia e auxílio para resolver o meu problema”, destacou o aluno. 
  
Já para o coordenador Pedagógico da unidade escolar, Jose Cícero da Mota, a iniciativa é fundamental para aproximar os jovens ao judiciário. “Muitas vezes esses jovens imaginam que tenham só direitos e quando o Judiciário vem à escola, mostra que eles também têm seus deveres. O Judiciário, quando sai do seu espaço e vem para o ambiente escolar, reforça que é acessível e que esses jovens podem contar com a instituição quando precisarem”, avaliou.
 
Outro eixo de atuação do projeto Nosso Judiciário está na recepção de acadêmicos de faculdades, principalmente do curso de Direito, em visitas guiadas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Os estudantes têm a oportunidade de conhecer as instalações da instituição, além de assistirem sessões de julgamentos e participam de um bate-papo sobre a profissão, sobre a magistratura e outras curiosidades do funcionamento da Justiça.
  
#Paratodosverem  
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: na imagem 1, Neif Feguri veste camisa branca e calça preta e palestra para uma turma de alunos. Todos estão em uma sala de aula com paredes brancas. Na imagem dois, é a imagem de uma aluna branca com cabelos cacheados, que este lendo a cartilha informativa. 
 
Priscilla Silva/ Imagens: Anderson Borges 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT  
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJMT mantém condenação de mulheres por tráfico em Alta Floresta com base em provas digitais

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • A defesa pediu absolvição, desclassificação do tráfico para uso pessoal e redução das penas.

  • O Tribunal negou tudo e manteve as condenações, reconhecendo provas suficientes de tráfico e atuação conjunta.

A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu, por unanimidade, negar provimento ao recurso de apelação interposto por três mulheres condenadas por envolvimento com o tráfico de drogas em Alta Floresta. O colegiado manteve integralmente a sentença de primeiro grau, reconhecendo a robustez das provas, especialmente os elementos digitais extraídos de aparelhos celulares.

O caso teve origem em setembro de 2019, após denúncia anônima que apontava intensa movimentação típica de comércio de drogas em kitnets localizadas na Avenida Mato Grosso. Durante a ação policial, foram apreendidos 158,3 gramas de maconha, divididos entre um bloco maior e porções menores, além de balança de precisão e utensílios utilizados para fracionamento, como dichavador.

Condenações mantidas

Duas das acusadas foram condenadas por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas fixadas em 8 anos de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de 1.200 dias-multa cada. A terceira ré foi condenada apenas por tráfico, com pena de 5 anos de reclusão, também em regime semiaberto, e 500 dias-multa, sendo absolvida da acusação de associação.

A defesa buscava a absolvição por falta de provas, a desclassificação do crime para uso pessoal e, subsidiariamente, a aplicação do chamado tráfico privilegiado, que poderia reduzir a pena. Todos os pedidos foram rejeitados.

Provas digitais foram decisivas

O relator destacou que a condenação não se baseou apenas na apreensão da droga, mas em um conjunto probatório consistente. Entre os principais elementos estão conversas extraídas dos celulares das acusadas, que indicavam claramente a comercialização de entorpecentes.

As mensagens revelaram:

  • Negociações de venda de drogas com terceiros

  • Uso de linguagem codificada, como “chá” para se referir à maconha

  • Organização de entregas e divisão de tarefas

  • Participação em grupos de WhatsApp voltados ao tráfico

  • Registros fotográficos de drogas sendo pesadas e embaladas

Em um dos aparelhos, uma das rés se identificava como “lojista”, afirmando adquirir drogas para revenda, elemento considerado determinante para afastar a tese de consumo pessoal.

No caso de duas das acusadas, o tribunal entendeu que ficou comprovado o vínculo estável e permanente exigido para o crime de associação para o tráfico. Segundo o acórdão, elas conviviam no mesmo imóvel, compartilhavam o espaço para armazenamento das drogas e mantinham comunicação constante sobre a atividade ilícita.

A tentativa de uma das rés de assumir sozinha a responsabilidade pelo tráfico foi considerada isolada e incompatível com o restante das provas, especialmente os dados digitais.

Uso pessoal foi descartado

Para a terceira acusada, que alegou ser usuária, o tribunal afastou a possibilidade de desclassificação para porte de drogas para consumo próprio. A decisão considerou que, apesar da menor quantidade apreendida com ela e da ausência de instrumentos típicos de venda, as mensagens no celular evidenciavam atuação na revenda de entorpecentes.

Tráfico privilegiado negado

O pedido de redução de pena com base no chamado tráfico privilegiado também foi rejeitado. No entendimento do colegiado:

  • Para as duas rés condenadas por associação, o benefício é automaticamente incompatível

  • Para a terceira, as provas demonstraram dedicação à atividade criminosa, o que também impede a aplicação da minorante

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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