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‘Nosso Judiciário’ recebe alunos do 2º semestre de Direito do Centro Universitário de Várzea Grande

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“As vitórias que vocês terão valerão mais do que qualquer derrota que venham a ter. A vida não é só feita de vitórias, também perdemos, mas não podemos desistir. Você é a primeira pessoa que precisa acreditar em você mesmo.” Com essas palavras de incentivo, resiliência e motivação, os 72 acadêmicos do segundo semestre de Direito do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) foram recepcionados pelo juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Eduardo Calmon de Almeida Cezar, no Espaço Memória do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), na tarde desta segunda-feira (26 de setembro).
 
A conversa com o magistrado faz parte do projeto ‘Nosso Judiciário’, que tem como objetivo aproximar o Poder Judiciário de Mato Grosso dos estudantes das instituições de ensino do Estado, assim como de toda sociedade mato-grossense.
 
Durante a visita, os universitários puderam conhecer as instalações e setores da casa da Justiça de Mato Grosso, além de acompanharem sessões de julgamentos que estavam sendo realizadas durante a tarde no local.
 
De acordo com Eduardo Calmon é uma grande alegria ter esse programa junto às universidades. O magistrado também compartilhou suas experiências jurídicas de quando iniciou no Direito. “O nosso objetivo é trazer os acadêmicos para dentro do Tribunal. Isso aqui é de todos nós. Futuramente serão eles que estarão aqui ocupando as cadeiras da magistratura. Eles precisam conhecer a história que o Poder Judiciário de Mato Grosso construiu ao longo desses anos centenários. Então é muito importante esse programa que o Tribunal de Justiça vem desenvolvendo.”
 
O coordenador judiciário do TJMT, Bruno José Fernandes da Silva, também deu as boas-vindas aos alunos e trouxe algumas informações sobre o funcionamento do Tribunal do Estado. “É muito bom poder receber os futuros colegas de trabalho nessa tarde e trazer algumas informações. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso conta com 30 desembargadores e apenas em 2021 julgou cerca de 50 mil recursos. Dessas decisões, 90% foram mantidas quando remetidas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou Superior Tribunal Federal (STF). Isso quer dizer que, a cada 10 recursos, em nove foram mantidos a decisão desse Tribunal. Isso demonstra a eficiência e a segurança jurídica conquistada pelo TJMT.”
 
Para a professora universitária, Ellen Mungo, esse projeto do Judiciário é de grande valia, pois é uma maneira de apresentar tecnicamente (e na prática) a vivência do que é visto em sala de aula pelos estudantes. “Esse contato deixa o aluno preparado para todo curso, assim como o início da atividade em qualquer área do Direito. Toda visita em que trazemos os alunos é uma sessão de julgamento diferente, é um processo distinto que está sendo discutido, são temas diversos que são abordados, recepções exclusivas, então sempre tem uma experiência, um primeiro diálogo que é apresentado aos alunos.”
 
Segundo a estudante de Direito da Univag, Isabeli Nascimento de Souza, esse primeiro contato com o mundo prático do Direito foi muito entusiasmante e motivador. A aluna do segundo semestre afirma que não está decidida, mas que já tem ideia da área que espera atuar. “Eu pretendo ser advogada criminalista, esse era o meu primeiro sonho. Mas ainda tem muita coisa pra conhecer e talvez eu até possa mudar de ideia. A palestra do juiz Eduardo foi esclarecedora nesse sentido. Ele não se contentou com as primeiras conquistas e foi uma ampla motivação para nós.”
 
A aluna também do segundo semestre de Direito da Univag, Eduarda Vieira Garcia, ressaltou que pode conhecer de fato o Judiciário, pois é bem diferente conhecê-lo apenas na teoria. “Foi extremamente importante essa visita ao projeto. Nós aprendemos muito com esse primeiro contato. Chamou muito a atenção o fato do juiz Eduardo Calmon ser juiz estadual e continuar buscando passar em outros concursos para juiz federal. Ele continuar estudando foi um grande diferencial.”
 
Ao final da conversa com os estudantes, o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça presenteou a professora universitária e os estudantes com um Glossário Jurídico do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Descrição de imagem: Foto 01: Imagem colorida de alunos da Univag, professora universitário e juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Eduardo Calmon de Almeida Cezar. Foto 02: Imagem colorida de aluna do segundo semestre de Direito da Univag, Isabeli Nascimento de Souza, em entrevista a TV.Jus. Foto 03: Imagem colorida de aluna e juiz posando para a foto com glossário jurídico na mão.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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