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Lista de advogados dativos é divulgada em Nova Canaã do Norte

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A população de Nova Canaã do Norte passa a contar com a relação definitiva de advogados que poderão atuar como defensores dativos em 2026. O edital foi publicado pela direção do foro da comarca e apresenta os profissionais com inscrições aprovadas para prestar assistência jurídica a pessoas que não têm condições de contratar um advogado.

A medida garante o atendimento em processos e audiências, contribuindo para o acesso à Justiça e a continuidade dos serviços judiciais no município. Os advogados dativos são nomeados pelo juiz quando não há defensor público disponível para atuar no caso.

De acordo com o edital, a lista inclui profissionais autorizados a atuar em causas e audiências cíveis e criminais, além de audiências de custódia e julgamentos perante o Tribunal do Júri, conforme a habilitação de cada inscrito.

O documento também informa que as inscrições deferidas permanecem válidas até a abertura de novo edital. Advogados inscritos com registro profissional em outros estados poderão ser nomeados para atuar como dativos em até cinco causas por ano, conforme previsão legal. Candidatos que enviaram documentação, mas não constam na relação final, tiveram a inscrição indeferida por não atenderem às exigências do edital de abertura.

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O edital completo está disponível no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) da última sexta-feira (13 de março), nas páginas 24 e 55.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

STJ anula decisão sobre fazendas de R$ 170 milhões e caso ganha novo capítulo; entenda a ligação com a Última Ratio

Processo que começou em 2015 envolve disputa por duas propriedades rurais e passou a ser citado em investigação da PF sobre suspeitas envolvendo magistrados e intermediários no TJMS

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) relacionada à disputa pelas fazendas Montanha e San Diego, avaliadas em cerca de R$ 170 milhões em valores atualizados. Com a decisão, o processo deverá retornar ao tribunal sul-mato-grossense para novo julgamento.

A ação envolve José Bento Sobrinho e Neide Maria Cardoso Bento, representados pelo advogado mato-grossense Fernando Henrique Ferreira Nogueira. A disputa começou em 2015 e está relacionada a um contrato envolvendo as duas propriedades rurais.

Na primeira instância, a Justiça reconheceu o descumprimento contratual por parte dos compradores, determinou a resolução do negócio e estabeleceu restituições e multa. Em abril de 2019, porém, a Primeira Câmara Cível do TJMS reformou a sentença. Depois disso, o processo passou por novos embargos e alterações na decisão.

Segundo a defesa, a sequência de julgamentos apresentou questões que não teriam sido adequadamente enfrentadas pelo tribunal. Foi justamente nesse ponto que o STJ decidiu intervir. A ministra Maria Isabel Gallotti entendeu que o TJMS não havia analisado de forma suficiente questões levantadas pela defesa e determinou que o caso retorne à corte de origem para nova apreciação. 

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O processo ganhou uma dimensão adicional porque decisões relacionadas às fazendas passaram a aparecer no contexto da Operação Última Ratio, investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e comercialização de decisões judiciais no TJMS. A operação foi deflagrada em outubro de 2024 e resultou no afastamento de magistrados. 

Um dos magistrados que participou da trajetória do processo foi o desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, responsável pela relatoria do julgamento de 2019 e posteriormente afastado no contexto da investigação. A apuração também alcança personagens como o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e o advogado Roberto Zampieri, morto em Cuiabá em dezembro de 2023. 

De acordo com a petição apresentada ao STJ, informações públicas relacionadas à investigação passaram a mencionar o julgamento envolvendo as fazendas. A defesa, entretanto, ressalvou que a existência da investigação não significa, automaticamente, que a decisão do TJMS seja nula ou que tenha ocorrido corrupção naquele julgamento.

Esse ponto também foi destacado na decisão: o STJ não declarou que as fazendas pertencem definitivamente a uma das partes e tampouco reconheceu, nesse processo, a existência de compra de decisão judicial. O efeito imediato é processual, com o retorno do caso ao TJMS para que os pontos indicados sejam reavaliados. 

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Defesa pede prioridade

Além da anulação do julgamento, a defesa de José Bento e Neide pediu prioridade na análise do processo. José Bento tem 75 anos e Neide, 72. Segundo os advogados, a ação tramita desde 2015 e os proprietários permanecem há anos sem a posse e a exploração econômica dos imóveis.

A defesa também informou que José Bento passou recentemente por uma cirurgia ortopédica de alta complexidade e argumentou que a duração do processo, a idade dos clientes e os novos fatos envolvendo o TJMS justificariam uma apreciação mais célere.

Com a decisão do STJ, a disputa retorna ao tribunal sul-mato-grossense em um contexto diferente daquele existente no primeiro julgamento, em 2019. O caso continua sem uma definição definitiva sobre as propriedades, enquanto os fatos relacionados à Operação Última Ratio permanecem no campo das investigações. 

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