TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Julgamento de trio acusado por duplo homicídio no Shopping Popular será retomado nesta quinta-feira
O julgamento dos três acusados pelo duplo homicídio ocorrido em 23 de novembro de 2023, no Shopping Popular de Cuiabá, será retomado nesta quinta-feira (13), às 9h, no Fórum da Capital. A sessão é presidida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal, e integra as ações do Mês Nacional do Júri, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Andamento do julgamento
A sessão do Tribunal do Júri teve início na manhã desta quarta-feira (12) e contou com oitiva de testemunhas, interrogatórios dos réus e início dos debates orais. Após a sustentação do Ministério Público, no início da noite, as defesas começaram os debates. Depois haverá pausa para o jantar e a suspensão para prosseguir o julgamento amanhã (13).
Resumo do caso
De acordo com a denúncia do Ministério Público, mãe e filho, Jocilene Barreiro da Silva e Vanderley Barreiro da Silva, teriam encomendado a morte do lojista Gersino Rosa dos Santos por vingança pela morte de um familiar. O executor contratado, Sílvio Júnior Peixoto, teria entrado no Shopping Popular, se aproximado pelas costas de Gersino e efetuado dois disparos na nuca.
Um dos projéteis atravessou o corpo de Gersino e atingiu o vendedor Cleyton de Oliveira de Souza Paulino, que estava na linha de tiro, causando também sua morte.
Saiba mais:
Acompanhe: réus por duplo homicídio no Shopping Popular são julgados pelo Tribunal do Júri
Autor: Dani Cunha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário
Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.
“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.
Reconhecer para transformar
O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.
A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”
“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.
Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.
Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”
Engenharia da equidade
A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.
Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.
Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.
https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso
Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.
https://portalassedio.tjmt.jus.br/
Leia mais:
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Letramento racial no Poder Judiciário de Mato Grosso é construção contínua, afirma pesquisadora
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Autor: Lídice Lannes
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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