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Juízes de Cuiabá e VG participam de evento que marca retorno das correições presenciais

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Magistrados e magistradas das Comarcas de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Pontes e Lacerda voltam a receber o auxílio das correições presenciais depois de dois anos. Ao todo 51 unidades das referidas comarcas receberão o serviço que pretende melhorias na prestação jurisdicional. As unidades foram escolhidas pelo Sistema Omni. O encontro, já na forma presencial, foi realizado no Tribunal do Júri do Fórum de Cuiabá, na manhã de segunda-feira (11/4). O objetivo principal é equilibrar os bons resultados e dar celeridade aos trâmites. “É obrigação da Corregedoria orientá-los e apoiá-los na melhoria dos serviços jurisdicionais. Estamos aqui na busca pelos melhores serviços. Estamos criando Núcleos de Apoio ao Primeiro Grau. Sabemos que os senhores enfrentam dificuldades e queremos fazer nosso melhor”, informou o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira.
 
“Muito bom revê-los presencialmente, ainda mais após um período tão difícil de pandemia. Aos poucos vamos retornando à normalidade e melhoraremos ainda mais nossos serviços com este apoio prestado pela Corregedoria-Geral da Justiça”, disse o juiz-diretor do Fórum de Cuiabá, Lídio Modesto.
 
“Passamos por um momento difícil, muitas perdas e tensão. Perdemos nosso colega Adauto. Magistrado que muito honrou a função. Peçamos forças para continuarmos em nossa labuta e que todos encontrem seu caminho. Essa gestão tem focado no diálogo e troca de ideias para a resolubilidade dos problemas enfrentados. Queremos fazer nosso melhor, e nosso melhor feito em conjunto surtirá muito mais efeito. Encaminhamos um questionário a todos vocês e pedimos para que o respondam o mais rápido possível. Precisamos dos senhores e senhoras pra melhorarmos e a Corregedoria está aqui para lhes ajudar a superarem as dificuldades”, pontuou o corregedor, Zuquim Nogueira.
 
“Hoje à tarde já temos correições agendadas. Pontes e Lacerda foi escolhida pelo fato de estar em trâmite a criação de uma nova vara. Uma das funções da correição é aprimorar nosso serviços. O CNJ observa os quesitos Governança, Produtividade, Dados e Tecnologia. Dados e Tecnologia nos importam mais ainda. Ações como esta nos assegurou a quarta posição entre os melhores tribunais de justiça do Brasil. O cronograma das correições segue até agosto e está no site da Corregedoria-Geral. Elas se darão no horário de atendimento. Lembrando que a correição é orientativa”, explicou o juiz auxiliar da CGJ, Emerson Luís Pereira Cajango.
 
Na sequência o juiz auxiliar da CGJ, João Thiago França Guerra, também explanou sobre as correições. “Elas envolvem indicadores que necessitam de mais atenção. Se você identifica como sua unidade é medida e avaliada, você consegue adotar medidas para melhorar. Basicamente a taxa de congestionamento, temporalidade dos processos, cumprimento de metas e processos conclusos a mais de 100 dias. Premissa zero para se melhorar os serviços. O que queremos? Canalizar nossos esforços e melhorarmos nossa prestação jurisdicional. Estamos aqui para auxiliá-los neste objetivo”, informou o magistrado.
 
A juíza auxiliar da Corregedoria, Christiane da Costa Marques Neves e o coordenador da CGJ, Flávio de Paiva Pinto, também participaram da reunião.
 
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Imagem: Foto colorida. Grande angular do canto direito mostra juízes prestando atenção no juiz auxiliar da Corregedoria, Cajango, que fala ao centro do pleno do Tribunal do Júri. Ele está de terno e fala via microfone
 
 
Ranniery Queiroz
Assessor de imprensa CGJ/TJMT
(65) 3617-3069
 
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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