TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Juiz ministra palestra para mulheres em vulnerabilidade social
“O projeto Chita & Fuxico é extraordinário e de um alcance social ímpar. Ele traz luz e dignidade humana para um grupo de mulheres em vulnerabilidade social, como as vítimas de violência doméstica. Como embaixador desse projeto estou muito feliz de participar desse dia especial, de conversar com todas e principalmente levar informação e conhecimento para a quebra do ciclo da violência”, disse o juiz da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, Jamilson Haddad Campos. O magistrado proferiu palestra no lançamento da segunda etapa do projeto Chita & Fuxico, no Bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. Cerca de 70 mulheres participaram do encontro.
Os cursos acontecem duas vezes na semana, às segundas e terças-feiras, por duas horas. “Elas aprendem a fazer roupas de cama, mesa, banho, aventais, caminhos de mesas, tapetes, entre outros. Nosso foco é capacitá-las em todos os sentidos, seja em corte e costura, artesanato, mas também com palestras de empoderamento e empreendedorismo. Elas, além da parte técnica, precisam saber quanto custa uma agulha ou um tecido, por exemplo, e quanto cobrar pelas peças. Ainda durante o ciclo o dr. Jamilson irá realizar pelo menos duas palestras voltada para essas mulheres, sempre com intuito de conscientizar sobre o tema. Outra novidade é que fechamos uma parceria com os Correios e eles estão doando os uniformes seminovos e as bolsas/malotes e nós estamos usando esses materiais para produzir produtos regionais”, contou.Fonte: Tribunal de Justiça de MT
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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