TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário inaugura em Jaciara Escritório Social para familiares e egressos do sistema prisional

O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT) inaugurou a segunda unidade do Estado, no município de Jaciara (144 km ao sul da Capital). A cerimônia foi realizada na manhã da sexta-feira (26 de agosto),
 
A cerimônia de instalação do Escritório Social contou com a presença do supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri e do coordenador do GMF, juiz Geraldo Fidelis. Os representantes da comitiva que vem percorrendo o Estado na luta por condições mais dignas para os reeducandos garantiram que o município terá a partir de agora ainda mais avanços no processo de ressocialização de pessoas privadas de liberdade, com a utilização da metodologia criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
De acordo com o supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, o Escritório Social irá trabalhar com os reeducandos de forma individualizada, seis meses antes do final do cumprimento da pena do ressocializando. “Nós ofereceremos assistentes sociais e psicólogos para os recuperandos e familiares justamente para preparar o retorno deles ao convívio social. E também iremos propiciar meios para que eles possam trabalhar e prover o próprio sustento, assim como de seus familiares, com capacitação, profissionalização e oportunidades de emprego.”
 
O desembargador ressaltou que o município de Jaciara foi muito eficiente ao ser a primeira localidade do interior a providenciar a instalação da ferramenta do Judiciário e que em breve outras prefeituras já terão a metodologia à disposição para preparar os recuperandos para o retorno à sociedade. “Estamos em vias de instalar os Escritório Sociais em outros municípios e nós entendemos que essa ferramenta é um poderosíssimo instrumento de ressocialização. Não se pode pensar em ressocialização com o abandono dos reeducandos. Então vamos possibilitar que eles consigam emprego, educação e viver com dignidade junto à sua família.”
 
E a instalação do Escritório Social mal começou e já rendeu frutos. A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Infraestrutura, já efetivou a contratação da mão de obra de 10 reeducandos para prestarem serviços ao município a partir da próxima segunda-feira.
 
Segundo a prefeita de Jaciara, Andréia Wagner, a instalação do Escritório Social representa um momento importante para a região, por meio do trabalho em conjunto com a Justiça. “O Escritório Social vem em ótima hora, nós vamos atender os reeducandos que estão se preparando para sair e retornar à sociedade. Vamos dar essa assistência com acolhimento, ajudar a providenciar a documentação, reinseri-lo no mercado de trabalho e também dar o atendimento à família. Tenho certeza que esse Escritório vai ser um sucesso e vamos poder fazer o que realmente é o objetivo do instrumento, que é dar condições para que o reeducando tenha uma nova chance.”
 
Para o coordenador do GMF, juiz Geraldo Fidelis, além das inúmeras oportunidades que o Escritório Social dá aos recuperandos, ele também serve como um dispositivo de segurança pública, para que se diminua a criminalidade com a não reincidência dos que saem do sistema prisional. “Não há como falar em segurança pública sem o investimento nessa atenção que vai combater a reincidência. A melhor ferramenta não é a arma, mas a oportunidade por meio do Escritório Social, que vai gerenciar as redes de atenção às pessoas que estão no momento mais frágil de sua vida.”
 
 
O corregedor da Cadeia Pública da Comarca de Jaciara, juiz Ednei Ferreira dos Santos, salienta que a ferramenta do CNJ visa a principal face da execução penal, a ressocialização. “O Escritório Social visa dar a dignidade ao pré-egresso e egresso, que muitas das vezes sai do estabelecimento prisional sem nenhum tipo de amparo ou profissão. O Escritório Social vai facilitar esse acesso ao trabalho e também permitir encontrar a sua família que muitas das vezes não é nem do Estado. E com tudo isso a tendência é diminuir os índices de criminalidade no município, pois quando o recuperando tem uma profissão e é reinserido no mercado de trabalho, ele não volta para o mundo do crime.”
 
Escritório Social em Jaciara –  A ferramenta de apoio à ressocialização de reeducandos funcionará de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h (no mesmo horário do Fórum), na Rua Ceci, nº 406, no Bairro Jardim Ipanema, em Jaciara. Inicialmente a equipe do dispositivo é formada pela coordenadora do Escritório Social, assistente social, duas estagiárias da área do Direito e Psicologia e recepcionista.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Foto colorida dos integrantes do dispositivo de inauguração do Escritório Social de Jaciara. Em destaque na foto está coordenador do GMF, juiz Geraldo Fidelis, o supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri e a prefeita de Jaciara, Andréia Wagner. Eles estão em pé, no pátio da casa onde funciona a estrutura da ferramenta do Judiciário. O coordenador do GMF está junto ao púlpito, proferindo sua fala. Imagem 2: Foto colorida do supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, com o microfone, falando ao público. Imagem 3: Foto colorida do supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, de costas, discursando ao público, que está a frente da estrutura do Escritório Social de Jaciara. Imagem 4: Foto colorida do descerramento da placa de inauguração do Escritório Social de Jaciara. Em frente à placa estão da direita para esquerda, o coordenador do GMF, juiz Geraldo Fidelis, o supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri e a prefeita de Jaciara, Andréia Wagner e o corregedor da Cadeia Pública da Comarca de Jaciara, juiz Ednei Ferreira dos Santos.
 
Marco Cappelletti
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Semana Solo Seguro Favela: Jaciara e Várzea Grande entregam cerca de 430 títulos definitivos

O juiz diretor do Fórum da Comarca de Jaciara, Fernando Kendi Ishikawa, posa ao lado de uma moradora durante a entrega de título definitivo de propriedade. A beneficiária segura o documento da propriedade nas mãos.Dentro da programação da Semana Nacional de Mobilização Solo Seguro – Favela e Comunidades 2026, que ocorreu de 25 a 29 de maio em todo país, as comarcas de Jaciara e Várzea Grande entregaram cerca de 430 títulos definitivos de propriedade, beneficiando moradores que aguardavam há anos pela regularização dos imóveis.

Em Jaciara, uma parceria entre o Poder Judiciário de Mato Grosso, a Prefeitura Municipal e o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) possibilitou a entrega de 104 títulos definitivos de propriedade a moradores dos bairros Cohab São Lourenço e João de Barro.

Uma cerimônia de entrega foi realizada no dia 27 de maio, no Centro de Eventos de Jaciara, e reuniu representantes do Executivo, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, OAB, Câmara Municipal, órgãos estaduais e famílias beneficiadas pela regularização fundiária.

O juiz diretor do Fórum da Comarca de Jaciara, Fernando Kendi Ishikawa, destacou a importância da regularização para a população. “Quando a família tem a propriedade regularizada em seu nome, conquista tranquilidade e segurança para morar ou até negociar esse imóvel futuramente. Isso fortalece as relações jurídicas e beneficia toda a comunidade”, afirmou.

A prefeita Andreia Wagner enfatizou a união entre os órgãos envolvidos para a realização do trabalho e o impacto social da regularização fundiária na vida das famílias. “Nós sabemos a diferença que faz ter a escritura na mão. Muitas pessoas não se sentiam verdadeiramente donas da própria casa sem esse documento. Hoje, essa segurança está sendo garantida para as famílias, e isso não tem preço”, afirmou.

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O processo de regularização foi desenvolvido ao longo de aproximadamente três anos. A maior parte dos títulos foi entregue gratuitamente. Apenas 12 beneficiários terão custos relacionados a critérios legais, como renda acima do limite estabelecido ou existência de outro imóvel em nome próprio. Mesmo nesses casos, as taxas foram reduzidas por meio de medidas que diminuíram os valores de ITBI e custos cartorários.

Moradores do bairro Jardim Manaíra exibem o documento de regularização fundiária durante cerimônia realizada na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Ednilson Francisco Kolling, em Várzea Grande.Já em Várzea Grande, nesta primeira etapa foram entregues 325 registros de imóveis de 891 títulos de propriedade já finalizados no bairro Jardim Manaíra. A cerimônia de entrega foi realizada na segunda-feira (1º), na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Ednilson Francisco Kolling.

A ação é resultado de uma parceria entre Poder Judiciário, Prefeitura de Várzea Grande, o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, destacou que a regularização fundiária cria condições para que os moradores tenham acesso a crédito, possam investir em reformas e melhorias habitacionais e ampliem seu patrimônio familiar. “Estamos regularizando Várzea Grande e essa segurança jurídica não traz apenas dignidade. Ela traz esperança, a possibilidade de acesso ao crédito e melhores condições para que cada família possa investir em sua própria casa”, ressaltou.

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Para a juíza auxiliar da Corregedoria-geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) e coordenadora do programa Solo Seguro no Estado, Myrian Pavan Schenkel, cada título entregue representa cidadania e segurança para as famílias. “A regularização fundiária transforma vidas porque garante o direito à moradia, fortalece a cidadania e permite que milhares de famílias tenham, oficialmente, o reconhecimento da propriedade onde construíram suas histórias”, afirmou.

Solo Seguro – A Semana Nacional de Mobilização Solo Seguro – Favela e Comunidades 2026 ocorreu entre os dias 25 e 29 de maio em todo o país. Em Mato Grosso, a iniciativa foi promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ/TJMT).

O programa permanente “Solo Seguro – Favela”, instituído pelo Provimento nº 158/2023 da Corregedoria Nacional de Justiça, busca fomentar ações sociais, urbanísticas, jurídicas e ambientais voltadas à Regularização Fundiária Urbana (Reurb). A ação tem como objetivo incorporar núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e garantir segurança jurídica às famílias por meio do registro formal dos imóveis.

Com informações Prefeituras de Jaciara e Várzea Grande

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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