TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Inovação, sustentabilidade e salto qualitativo na formação judicial marcam o ano de 2025 na Esmagis
A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) encerra 2025 com um salto qualitativo na formação judicial. Com ações estruturadas em cinco eixos estratégicos — Meio Ambiente, Tecnologia Digital e Inteligência Artificial, Comunicação, Deontologia e Economia — a Escola consolidou-se como referência nacional em inovação, sustentabilidade e qualificação de magistrados.
Destaque – O ano de 2025 foi decisivo para a institucionalização da pauta ambiental na Esmagis-MT com a criação do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima). O Centro nasce com o objetivo de fortalecer a governança ambiental e a atuação interinstitucional, sendo um marco na defesa dos compromissos ambientais do Estado. Com a certeza da união para alcançar resultados melhores, para além do Judiciário, o Cesima reúne instituições que também promove a consciência de um futuro climático melhor. Confira aqui todas as instituições integrantes. https://cesima.tjmt.jus .br/pagina/2
O projeto tem como coordenador-geral o juiz Rodrigo Curvo e como juíza coordenadora Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima. Em dezembro de 2025, foi lançado o portal da ação (cesima.tjmt.jus.br) que passa a reunir informações, pesquisas, agenda de eventos, publicações e ações articuladas com universidades, órgãos ambientais e instituições parceiras, ampliando o diálogo entre Judiciário e sociedade.
O podcast “Explicando Direito” alcançou a marca de 140 edições, tratando de forma acessível temas diversos, desde a discussão sobre sistema de cotas, direitos de passageiros até a complexidade da bissexualidade. A Esmagis-MT também celebrou a cultura e a história mato-grossense com o 6º e 7º Sarau Prosa, Poesia e Justiça, este ano em homenagem a Dom Aquino Correia e ao Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, consolidando-se como um espaço de encontro entre a justiça, a arte e a formação humanística do magistrado.
Ética e Inclusão – A ética, a conduta profissional e a inclusão foram elementos estruturantes da formação. A Esmagis-MT promoveu debates de alto nível sobre o tema interligado à função jurisdicional, trazendo para a pauta, por exemplo, os Princípios de Bangalore e a deontologia com o pós-doutor Tiago Gagliano (22/09).
Economia e Agronegócio – A Esmagis-MT acompanhou grandes discussões econômico-jurídicas, defendendo uma posição estratégica para a economia do Estado. Um dos destaques foi o 8º Congresso Internacional de Direito Tributário e Financeiro, que debateu os impactos e o período de transição da Reforma Tributária, culminando na importante “Carta de Cuiabá”.
Jurisdição moderna – “Encerramos este ano com a profunda satisfação do dever cumprido e a certeza de que a Esmagis-MT deu um salto de qualidade na formação da nossa magistratura e dos nossos servidores e parceiros. Não apenas oferecemos cursos essenciais, como o INOVAGPT, preparando nosso corpo judiciário para a era da Inteligência Artificial, mas também estruturamos o futuro ao criar o Cesima, nosso Centro de Estudos em Meio Ambiente. Este centro é a prova de que a sustentabilidade e a justiça climática são inseparáveis da função jurisdicional moderna”, destacou o diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal.Autor: Lígia Saito
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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