TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Gerentes-gerais debatem elaboração de manual
Após os encontros de Agente da Infância e Distribuidores a Corregedoria-Geral da Justiça em parceria com a Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Escola dos Servidores do Poder Judiciário, realiza nesta quarta e quinta-feira (24 e 25/08), o Encontro de Elaboração dos Manuais de Rotina dos Gestores-Gerais, em Cuiabá. Cerca de 60 gestores de todo o Estado trocam experiências e trabalham para desenvolver uma uniformização de ações e boas práticas a fim de melhorar a atuação em Mato Grosso.
Aproveitando a fala do corregedor, o juiz auxiliar da (CGJ), Emerson Luis Pereira Cajango, ressaltou a importância da padronização. “Estamos iniciando o processo para desenvolver uma uniformização das ações a fim de melhorar a nossa atuação. Não será um documento perfeito, ele não existe, mas assim como estamos em constante evolução o manual será atualizado quando necessário. Obrigados a todos que aceitaram fazer parte desse processo”.
Esse anseio foi um dos pontos principais detectados nesses dias iniciais de elaboração de manuais apontou a facilitadora e líder do time de inteligência de dados do Dapi, Marcia Regina de Carvalho. “Identificamos uma expectativa muito grande pelos manuais, por haver essa discrepância entre as unidades, em que cada um faz de um jeito, porém um era aceito e o outro não. E por conta disso muitos se sentiam desmerecidos. Então essa é uma oportunidade de unificar práticas e boas ações. Assim como foi nos grupos de agentes da infância e distribuidores, os gerentes gerais chegarão a um consenso para definir qual a melhor maneira de se fazer o manual. No final serão escalados 10 líderes para conduzir o próximo encontro. Um trabalho colaborativo. À medida que encerrar com cada categoria, vamos liberar acesso ao sharepoint do TJMT, para que o pessoal coloque os detalhamentos de como essas atribuições devem ser feitas. Procuramos mesclar esse grupos para ter diferentes realidades, de primeira ou segunda entrância, entrância especial, enfim visões diferentes”, apontou.Fonte: Tribunal de Justiça de MT
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJMT mantém condenação de mulheres por tráfico em Alta Floresta com base em provas digitais
Resumo:
- A defesa pediu absolvição, desclassificação do tráfico para uso pessoal e redução das penas.
- O Tribunal negou tudo e manteve as condenações, reconhecendo provas suficientes de tráfico e atuação conjunta.
A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu, por unanimidade, negar provimento ao recurso de apelação interposto por três mulheres condenadas por envolvimento com o tráfico de drogas em Alta Floresta. O colegiado manteve integralmente a sentença de primeiro grau, reconhecendo a robustez das provas, especialmente os elementos digitais extraídos de aparelhos celulares.
O caso teve origem em setembro de 2019, após denúncia anônima que apontava intensa movimentação típica de comércio de drogas em kitnets localizadas na Avenida Mato Grosso. Durante a ação policial, foram apreendidos 158,3 gramas de maconha, divididos entre um bloco maior e porções menores, além de balança de precisão e utensílios utilizados para fracionamento, como dichavador.
Condenações mantidas
Duas das acusadas foram condenadas por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas fixadas em 8 anos de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de 1.200 dias-multa cada. A terceira ré foi condenada apenas por tráfico, com pena de 5 anos de reclusão, também em regime semiaberto, e 500 dias-multa, sendo absolvida da acusação de associação.
A defesa buscava a absolvição por falta de provas, a desclassificação do crime para uso pessoal e, subsidiariamente, a aplicação do chamado tráfico privilegiado, que poderia reduzir a pena. Todos os pedidos foram rejeitados.
Provas digitais foram decisivas
O relator destacou que a condenação não se baseou apenas na apreensão da droga, mas em um conjunto probatório consistente. Entre os principais elementos estão conversas extraídas dos celulares das acusadas, que indicavam claramente a comercialização de entorpecentes.
As mensagens revelaram:
- Negociações de venda de drogas com terceiros
- Uso de linguagem codificada, como “chá” para se referir à maconha
- Organização de entregas e divisão de tarefas
- Participação em grupos de WhatsApp voltados ao tráfico
- Registros fotográficos de drogas sendo pesadas e embaladas
Em um dos aparelhos, uma das rés se identificava como “lojista”, afirmando adquirir drogas para revenda, elemento considerado determinante para afastar a tese de consumo pessoal.
No caso de duas das acusadas, o tribunal entendeu que ficou comprovado o vínculo estável e permanente exigido para o crime de associação para o tráfico. Segundo o acórdão, elas conviviam no mesmo imóvel, compartilhavam o espaço para armazenamento das drogas e mantinham comunicação constante sobre a atividade ilícita.
A tentativa de uma das rés de assumir sozinha a responsabilidade pelo tráfico foi considerada isolada e incompatível com o restante das provas, especialmente os dados digitais.
Uso pessoal foi descartado
Para a terceira acusada, que alegou ser usuária, o tribunal afastou a possibilidade de desclassificação para porte de drogas para consumo próprio. A decisão considerou que, apesar da menor quantidade apreendida com ela e da ausência de instrumentos típicos de venda, as mensagens no celular evidenciavam atuação na revenda de entorpecentes.
Tráfico privilegiado negado
O pedido de redução de pena com base no chamado tráfico privilegiado também foi rejeitado. No entendimento do colegiado:
- Para as duas rés condenadas por associação, o benefício é automaticamente incompatível
- Para a terceira, as provas demonstraram dedicação à atividade criminosa, o que também impede a aplicação da minorante
Autor: Patrícia Neves
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
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