TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Expedição Araguaia-Xingu fecha quinta edição da caravana da Justiça, saúde e cidadania em Cocalinho

Após 10 dias de ações com milhares de serviços realizados, cinco municípios atendidos (e 01 distrito), mais de 160 profissionais envolvidos, 40 veículos, oito caminhões/ carretas deslocadas e dezenas de milhares de cestas básicas, produtos de limpeza, calçados e brinquedos doados, chegou ao fim na terça-feira (05 de dezembro) a 5ª Edição da Expedição Araguaia-Xingu.
 
O município de Cocalinho foi o último a receber os serviços de Justiça, saúde e cidadania, oferecidos pelo Poder Judiciário de Mato Grosso e parceiros, e que levaram muita dignidade e esperança à população do baixo Araguaia mato-grossense.
 
Novos horizontes – No último dia de atendimento da expedição, o caso de uma família venezuelana recém chegada ao Brasil chamou a atenção da equipe da Expedição.
 
As irmãs gêmeas de nove anos, Juliane e Lisaine, foram levadas pelos pais para uma consulta oftalmológica no projeto. As duas nasceram com uma doença conhecida como glaucoma congênito, que pode causar o aumento excessivo do tamanho do globo ocular.
 
Juliane tem cegueira quase completa, enquanto Lisaine possui um pouco da visão, ao chegar à Expedição e constatarem a condição das duas com exames oftalmológicos, a família venezuelana então foi prontamente encaminhada para o atendimento jurídico, com a possibilidade de um pedido judicial para a realização de transplante de córneas e para o recebimento de benefício a qual as gêmeas têm direito.
 
Após o encaminhamento junto à equipe do INSS, presente na Expedição, a família venezuelana pode ficar um pouco mais tranquila, com a esperança de poder em breve dar melhores condições de vida às gêmeas.
 
Segundo o ajudante de pedreiro e pai das meninas, Jhon Manuel, a Expedição Araguaia-Xingu foi fundamental para eles. “Viemos ao Brasil para conseguir uma vida melhor para nós, para trabalhar e ajudar a nossa família que ficou em nosso país. Então viemos aqui hoje para tentar uma ajuda para minhas filhas, para que possam ver e que possam ter uma qualidade de vida melhor. Só temos a agradecer a todos vocês.”
 
O coordenador da Expedição Araguaia-Xingu, juiz José Antônio Bezerra Filho, destaca que ao tomar conhecimento da condição das gêmeas venezuelanas, prontamente conversou com a equipe no projeto para garantir todos serviços e atendimentos possíveis às meninas na Expedição.
 
“Em meia hora nós conseguimos junto à equipe médica, Justiça, Receita Federal e INSS dar o encaminhamento necessário para as duas irmãs. Isso só foi possível com o congraçamento entre instituições e a dedicação dessa equipe que muito me orgulha.”
 
“Essa foi a primeira ação que eu tive na manhã, são duas crianças com nove anos de idade, que não possuíam perspectiva alguma de ter um amparo e que em poucos minutos conseguimos ajudar. Isso é muito motivador. Estávamos no lugar certo e no momento certo. Sem a Expedição, talvez elas levariam anos ou até mesmo não conseguissem o sucesso que tiveram”, explica o coordenador do projeto da Justiça Comunitária mato-grossense.
 
“Deus nos conduz a propiciar e levar ao nosso semelhante aquilo que a gente tem dentro do coração. Isso é fazer o bem. Trazer alento, serviços, inclusão social, resultados com transparência e muita seriedade à população. Voltamos para o Tribunal de Justiça com a certeza do dever cumprido”, conclui o magistrado.
 
Parceiros da Expedição Araguaia-Xingu 2023:
Eixo Justiça – Tribunal de Justiça de Mato Grosso; Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso; Defensoria Pública do Estado; Ministério Público Estadual; Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso; Justiça Comunitária de Paranatinga;
Eixo Cidadania – Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Espaço Cidadania); Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec); Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT); Receita Federal; Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); Caixa Econômica Federal; Energisa; Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat); Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania; Instituto Galvan; Cartórios Extrajudiciais de Mato Grosso;
Eixo Saúde – Prefeituras de São José do Xingu, Santa Cruz do Xingu, Luciara, São Félix do Araguaia, Cocalinho e Canarana; Secretaria de Estado de Saúde (Programa Imuniza Mais); Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT); Secretaria de Saúde Indígena (SESAI);
Eixo Segurança – Marinha do Brasil; Exército Brasileiro; Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso; Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso; Polícia Militar de Mato Grosso; Defesa Civil;
Eixo Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Ciência, Tecnologia e Inovação – Juizado Volante Ambiental (Juvam); Detran-MT; Secretarias de Estado (Educação; Cultura, Esporte e Lazer; Ciência, Tecnologia e Inovação); Unemat (Campus Luciara);
Eixo Doações – Aprosoja; Bom Futuro; Studio Z; Tribunal Regional do Trabalho – 23ª Região.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: fotografia mostrando as pessoas sentadas, no setor de triagem, a espera de atendimento. Segunda imagem: casal de venezuelanos com as três filhas. Terceira imagem: juiz coordenador da Justiça Comunitária, responsável pela Expedição Araguaia. Quarta imagem: fotografia da voluntária realizando atendimento da população.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário

Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.

“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.

Reconhecer para transformar

O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.

A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”

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“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.

Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.

Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”

Engenharia da equidade

A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.

Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.

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Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.

https://portalassedio.tjmt.jus.br/

Leia mais:

A aplicação das legislações na educação antirracista deve ser objetivo de todo o Judiciário

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/a-aplicacao-legislacoes-na-educacao-antirracista-deve-ser-objetivo-todo-o-judiciario

Letramento racial no Poder Judiciário de Mato Grosso é construção contínua, afirma pesquisadora

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/letramento-racial-no-poder-judiciario-mato-grosso-e-construcao-continua-afirma-pesquisadora

Servidores do Judiciário são capacitados sobre protocolos institucionais antirracistas

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/servidores-judiciario-sao-capacitados-sobre-protocolos-institucionais-antirracistas

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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