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Estudantes da Escola Estadual Senador Azeredo recebem a equipe do Nosso Judiciário

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O programa Nosso Judiciário visitou na manhã dessa quarta-feira (06 de março) a Escola Estadual Senador Azeredo, no bairro Porto, em Cuiabá. Cerca de 80 adolescentes de 15 a 16 anos, do 1º ano assistiram à palestra ministrada por servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
 
De acordo com o servidor Neif Feguri Neto, a unidade educacional foi uma das primeiras a serem visitadas no ano de 2015, quando o Nosso Judiciário começou a percorrer as escolas de Cuiabá e Várzea Grande sensibilizando a comunidade escolar sobre os direitos e deveres dos cidadãos.
 
Na escola Senador Azeredo, os estudantes tiveram acesso a uma cartilha que explica o funcionamento dos Juizados Especiais, aprenderam as diferenças e competências dos juizados e do Fórum da comarca, práticas de conciliação, Justiça Restaurativa, Direitos do Consumidor, crimes cibernéticos e justiça gratuita.
 
O diretor do colégio, Evandro Marco Cargnelutti, destacou que o Poder Judiciário, através desta iniciativa, está sendo humanizado e indo ao encontro das demandas da população.
 
“Hoje, o Judiciário está mostrando para o cidadão que ele está disponível para toda a sociedade. Ele mostra que tem condições de atender a todas as nossas demandas”, disse o diretor.
 
A estudante Maria Helena Braga Ferreira, de 15 anos, gostou muito dos temas abordados e agora tem consciência de que também possui direitos.
 
“Eu não sabia muito dos meus direitos. Na verdade, eu sabia praticamente nada, mas agora eu entendi e, se eu ou alguém da minha família precisar, eu já sei o que fazer e o que acionar para garantir que os meus direitos sejam respeitados”, afirmou a estudante.
 
Sobre o Nosso Judiciário – O programa, criado em 2015, é uma iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que visa aproximar o Poder Judiciário dos estudantes de nível superior de Direito e também dos estudantes de nível médio.
 
Os acadêmicos de Direito vêm até a sede do Tribunal enquanto que os alunos de Ensino Médio recebem a visita do TJMT em suas escolas. Até hoje, 132 escolas já foram visitadas e mais de 30.500 estudantes foram impactados pelo programa.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Garota de cabelos longos e cacheados segura cartilha do Nosso Judiciário. Ela está de costas para a foto e o foco está em suas mãos segurando a cartilha. A estudante está vestindo um moletom cinza escuro. Segunda imagem: Garoto presta atenção à palestra. Ele está em primeiro plano na foto, em um super close up do seu rosto, olhando para frente, o estudante é pardo e tem cabelos crespos e curtos. Em segundo plano estão outros estudantes.
 
Laura Meireles
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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