TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Curso Oficial: novos juízes assistem aula sobre cooperação entre arbitragem e Poder Judiciário


A cooperação entre a arbitragem e o Poder Judiciário de Mato Grosso foi o tema da aula de segunda-feira (18 de abril) no Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) voltado para juízes substitutos. O tema foi abordado pelo professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e advogado especializado em arbitragem Welder Queiroz Santos. Para exemplificar, ele abordou casos em que o juiz coopera para o melhor funcionamento do sistema de solução de conflitos.

 
“Estabelecemos aqui os principais pontos em que o Judiciário se relaciona com a arbitragem, desde a Carta Arbitral, que é a forma como o Judiciário se relaciona com o árbitro; discussões a respeito da confidencialidade prevista para a arbitragem e como isso se relaciona com a publicidade no processo; quando o Judiciário pode ser convocado para instituir compulsoriamente a arbitragem quando uma das partes se recusa, dentre outras.”
 
A arbitragem é um meio alternativo de solução de conflitos em que as partes escolhem uma entidade privada ou uma pessoa individual para resolver seu conflito, afastando o Poder Judiciário.
 
“Podem ser submetidas à arbitragem apenas os direitos patrimoniais disponíveis, de acordo com a vontade das partes, como compra e venda, contrato de transportes e distribuição, contratos de prestação de serviços, enfim vários contratos em que as partes pactuem e submetam que, caso venham a haver litígio ou existindo litígio, submetam à arbitragem”, ressaltou o professor.
 
Ainda durante o curso foram abordados temas como Convenção de Arbitragem; Requisitos de Validade da Cláusula Compromissória e Compromisso; Árbitro; Declaração de Imparcialidade e Independência; Procedimento Arbitral; Aspectos Gerais da Condução do Procedimento; Validade da Intimação dos Requeridos; Recurso ao Judiciário Antes da Instauração do Procedimento Arbitral; Cautelar Pré-Arbitral; Conflito de Competência; Procedimento do Artigo 7º da Lei da Arbitragem; Limites da Atuação do Juiz e Casos Concretos.
 
Os encontros são realizados diariamente, pela manhã, na Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), responsável pela realização da capacitação. Para conhecer a íntegra do Curso Oficial de Formação Integral acesse este link.
 
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Descrição da imagem: Foto1 – imagem retangular colorida. Professor vestido de preto e gravata roxa, segura microfone e fala com alunos. Ao fundo quadro escolar branco sem escritas e cortinas verdes.
 
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Keila Maressa/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário

Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.

“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.

Reconhecer para transformar

O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.

A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”

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“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.

Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.

Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”

Engenharia da equidade

A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.

Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.

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Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.

https://portalassedio.tjmt.jus.br/

Leia mais:

A aplicação das legislações na educação antirracista deve ser objetivo de todo o Judiciário

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/a-aplicacao-legislacoes-na-educacao-antirracista-deve-ser-objetivo-todo-o-judiciario

Letramento racial no Poder Judiciário de Mato Grosso é construção contínua, afirma pesquisadora

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/letramento-racial-no-poder-judiciario-mato-grosso-e-construcao-continua-afirma-pesquisadora

Servidores do Judiciário são capacitados sobre protocolos institucionais antirracistas

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/servidores-judiciario-sao-capacitados-sobre-protocolos-institucionais-antirracistas

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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