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Coordenadoria Judiciária garante uso seguro da LexIA e inovação tecnológica no Tribunal

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) avançou significativamente em sua política de inovação tecnológica em 2025 ao implementar, de forma plena, a LexIA, ferramenta de Inteligência Artificial desenvolvida inteiramente na instituição. A solução reforça a segurança de dados, melhora a agilidade no Segundo Grau e segue rigorosamente as diretrizes nacionais de proteção e governança da informação.

Criada em março de 2024 com a colaboração de diversas áreas, entre elas a Coordenadoria Judiciária, a LexIA foi aprimorada e passou a ser utilizada por todos os gabinetes de desembargadores em 2025, após ciclo de capacitação e integração às rotinas internas.

Tecnologia própria e alinhada ao CNJ

A decisão do TJMT de desenvolver a própria ferramenta, sem terceirizar o tratamento de dados e sem expor informações a empresas privadas, está totalmente alinhada às orientações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O CNJ recomenda que tribunais evitem a terceirização da gestão de dados, justamente pelos riscos que esse modelo pode gerar. Ao optar por uma tecnologia construída internamente, o TJMT garante:

· Total controle sobre a infraestrutura tecnológica;

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· Manipulação segura dos bancos de dados processuais;

· Preservação da privacidade das partes;

· Conformidade com padrões de segurança e governança exigidos nacionalmente.

A LexIA opera de forma integrada ao ecossistema do Tribunal, sem compartilhamento externo de informações, reforçando a confiabilidade do sistema.

Mais agilidade e eficiência no Segundo Grau

Além da segurança, a LexIA trouxe ganhos reais de produtividade e organização para os gabinetes do Segundo Grau. A ferramenta passou a apoiar a elaboração de minutas, organização de informações e consultas complexas com mais rapidez e precisão, sempre com supervisão humana.

Em 2025, a Coordenadoria Judiciária reafirmou o compromisso com a transformação digital ao incorporar e expandir o uso da IA no Tribunal. A LexIA tornou-se peça-chave dessa modernização, trazendo apoio direto ao trabalho dos desembargadores e de suas equipes após a implementação completa da ferramenta.

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Resultados, eficiência e reconhecimento nacional marcam o primeiro ano da gestão do TJMT

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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