TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Coordenadora destaca importância do Grupo de Estudos da Magistratura para uniformização judicial
Em 10 anos de existência, celebrado no último domingo (2 de junho), o Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) vem contribuindo com o Sistema de Justiça e com a uniformização judicial no Estado. A avaliação é da atual coordenadora do grupo, juíza Helícia Vitti Lourenço. “O grupo foi fundado dia 2 de junho de 2014, pelo então diretor da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), desembargador Paulo da Cunha, e pelo diretor da Escola da Magistratura Mato-grossense (Emam), desembargador Marcos Machado. Foram vários estudos e aprovações de enunciados frutos de aprofundados estudos e de muito trabalho realizado pelos magistrados membros do Gemam”, assevera.
Ela destaca ainda que o crescimento no número de integrantes – atualmente 80 – demonstra o amadurecimento do Gemam, e que o engajamento dos membros, de forma comprometida e participativa, resultou em importantes conclusões sobre os mais diversos temas ao longo dos anos.
O desembargador Lídio Modesto da Silva Filho, que foi coordenador do Gemam no biênio 2021/2022, afirmou ser uma satisfação participar deste grupo, sobretudo nessa comemoração de 10 anos de existência. “Quando nós olhamos para trás e verificamos que o Grupo de Estudos da Magistratura Mato-grossense comemora seus 10 anos, é muito satisfatório para nós que fazemos parte do grupo, não somente como coordenador no último biênio, mas sobretudo pelo afinco com que os magistrados de Mato Grosso têm se empenhado em estudar, colaborar, produzir produtos intelectuais que vêm ajudando, colaborando na produção de decisões judiciais para uma melhora na nossa prestação jurisdicional”, opina.
Um dos primeiros integrantes do Gemam foi o juiz Moacir Rogério Tortato, que se lembra do convite feito pelo desembargador Marcos Machado para darem início às atividades. “Acredito que os primeiros estudos foram feitos por mim. Era sobre o princípio da identidade física do juiz. Na época existia no cível e não no criminal. Hoje inverteu. Eu mencionei isso na ocasião”, recorda-se.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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