TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Coordenadora destaca importância do Grupo de Estudos da Magistratura para uniformização judicial

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Em 10 anos de existência, celebrado no último domingo (2 de junho), o Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) vem contribuindo com o Sistema de Justiça e com a uniformização judicial no Estado. A avaliação é da atual coordenadora do grupo, juíza Helícia Vitti Lourenço. “O grupo foi fundado dia 2 de junho de 2014, pelo então diretor da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), desembargador Paulo da Cunha, e pelo diretor da Escola da Magistratura Mato-grossense (Emam), desembargador Marcos Machado. Foram vários estudos e aprovações de enunciados frutos de aprofundados estudos e de muito trabalho realizado pelos magistrados membros do Gemam”, assevera.
 
Conforme a magistrada, o aperfeiçoamento constante fomentado também pelos debates entre os membros favorece os serviços prestados à sociedade, na medida em que a técnica jurídica aplicada nunca deixa de lado a humanização dos processos. “Começamos a humanizar inclusive os estudos com resultados técnicos voltados ao acolhimento do jurisdicionado com foco na pacificação social. Nesse contexto, a sociedade mato-grossense ganha muito ao reconhecer que possui um judiciário mais humano e técnico.”
 
Segundo a coordenadora, a prestação jurisdicional exige do magistrado constante atualização, notadamente frente as modificações e evoluções sociais que ocasionam novos conflitos, como crimes cibernéticos, relações oriundas do uso da inteligência artificial, dentre outros, que exigem novos métodos adequados de resolução dos conflitos. “O magistrado tem o dever constante do estudo, aprimoramento e atualização, visando a pacificação social com a entrega da melhor prestação jurisdicional”, afirma Helícia.
 
Ela destaca ainda que o crescimento no número de integrantes – atualmente 80 – demonstra o amadurecimento do Gemam, e que o engajamento dos membros, de forma comprometida e participativa, resultou em importantes conclusões sobre os mais diversos temas ao longo dos anos.
 
“O trabalho realizado pelo grupo e seus objetos de estudo constantemente divulgados influenciam positivamente os magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso a integrarem o Gemam. As discussões e debates acerca dos estudos apresentados enriqueceram muito o aprendizado e possibilitam o amadurecimento de ideias sob diversos entendimentos, porque não obstante sermos todos magistrados, as divergências são enriquecedoras e responsáveis pelo aprimoramento do tema sob diversos enfoques.”
 
Helícia Vitti salienta que o próximo encontro do Gemam, que corresponderá à 34 Reunião Ordinária, será realizada na Esmagis em 14 de junho, a partir das 9h.
 
“Para marcar os 10 anos de existência do Grupo, a atual diretora da Esmagis, desembargadora Helena Maria Bezerra, decidiu ampliar a diversidade dos temas, sendo que atualmente o grupo conta com um GEcriminal, um GEcível e a partir do próximo encontro, estrearemos o GEagro. Isso significa que estudaremos sempre matérias oriundas dos três eixos do direito. É muito gratificante ter a oportunidade de contribuir com o crescimento da magistratura do nosso estado de Mato Grosso”, finaliza.
 
O desembargador Lídio Modesto da Silva Filho, que foi coordenador do Gemam no biênio 2021/2022, afirmou ser uma satisfação participar deste grupo, sobretudo nessa comemoração de 10 anos de existência. “Quando nós olhamos para trás e verificamos que o Grupo de Estudos da Magistratura Mato-grossense comemora seus 10 anos, é muito satisfatório para nós que fazemos parte do grupo, não somente como coordenador no último biênio, mas sobretudo pelo afinco com que os magistrados de Mato Grosso têm se empenhado em estudar, colaborar, produzir produtos intelectuais que vêm ajudando, colaborando na produção de decisões judiciais para uma melhora na nossa prestação jurisdicional”, opina.
 
Segundo ele, percebe-se, ao longo do tempo, que os magistrados mato-grossenses têm se interessado cada vez mais, “tanto é verdade que o grupo tem crescido bastante e percebe-se uma elevação gradativa no nível intelectual e produtivo do que o grupo tem ofertado para a magistratura de Mato Grosso, fruto de trabalho dos próprios magistrados.”
 
Um dos primeiros integrantes do Gemam foi o juiz Moacir Rogério Tortato, que se lembra do convite feito pelo desembargador Marcos Machado para darem início às atividades. “Acredito que os primeiros estudos foram feitos por mim. Era sobre o princípio da identidade física do juiz. Na época existia no cível e não no criminal. Hoje inverteu. Eu mencionei isso na ocasião”, recorda-se.
 
Ele assinala que participar das reuniões e estudos propostos pelo Gemam é uma forma de manter um aprimoramento constante e essencial. “A estagnação vem muito rapidamente, já aconteceu comigo inclusive em uma determinada fase. Então, para o juiz, é muito importante o estudo e a atualização. Aliás, isso é exigência do nosso Código de Ética”, ressalta Tortato.
 
Podcast – Já está no ar a nova edição do podcast Explicando Direito, com a participação da juíza Helícia Vitti, na qual ela detalha o trabalho desenvolvido pelo Gemam.
 
Clique aqui para ouvir a íntegra do podcast, fruto do trabalho da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) em parceria com a Rádio TJ.
 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: fotografia colorida de uma reunião do Gemam, onde os magistrados aparecem sentados, em cadeiras dispostas em formato de U. Imagem 2: fotografia colorida da juíza Helícia Vitti. Ela é uma mulher branca, de cabelos escuros com pontas claras, que usa óculos de grau e veste uma roupa bege. Fala ao microfone. Imagem 3: fotografia colorida do desembargador Lídio Modesto. Ele é um homem branco, de cabelos escuros curtos, que veste toga preta. Imagem 4: fotografia colorida do juiz Moacir Tortato. Ele é um homem branco, de cabelos e barba grisalhos, que veste terno escuro e gravata vermelha. Fala ao microfone no púlpito.
 
Lígia Saito / Fotos: Alair Ribeiro
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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