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Conselho Nacional de Justiça inaugura Ouvidoria Nacional da Mulher; TJMT já possui órgão local

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) inaugurou nesta terça-feira (08) a Ouvidoria Nacional da Mulher, com sede física e plataforma digital para receber informações, sugestões, reclamações e denúncias sobre a tramitação de procedimentos judiciais relativos à violência contra a mulher.
 
A ex-conselheira do CNJ Tânia Regina Silva Reckziegel foi eleita para ser a ouvidora nacional. “Devemos lembrar que é atribuição do poder público desenvolver políticas para garantir os direitos fundamentais das mulheres nas relações domésticas e familiares, resguardando-as contra práticas de discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. A criação da Ouvidoria é mais um passo no aprimoramento desses serviços prestados pelo CNJ, assim como pelas demais unidades do Poder Judiciário”, destacou.
 
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso já possui Ouvidoria da Mulher própria, para atender os casos em âmbito estadual. O atendimento prestado pela Ouvidoria da Mulher é mais um instrumento que as vítimas de violência têm à sua disposição para sair da situação do ciclo da violência.
 
As manifestações podem ser feitas na página da Ouvidoria, no portal do TJMT. A demanda também pode ser realizada pelo aplicativo ClickJud ou pelo e-mail [email protected].
 
Na percepção do órgão, quando se trata do assunto “violência de gênero”, geralmente os processos não ficam parados, portanto, chegam poucas reclamações de morosidade na Ouvidoria da Mulher do TJMT.
 
 
 
 
Descrição da imagem:
Arte gráfica na cor roxa escrita “Ouvidoria Nacional da Mulher”, com duas caixas de diálogo à esquerda na cor branca.
 
Leia mais:
 
 
 
 
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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