TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Como vincular um autenticador ao PJe: guia em 4 etapas
Com a obrigatoriedade do Múltiplo Fator de Autenticação (MFA) determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) orienta usuários(as) externos do Processo Judicial Eletrônico (PJe) a realizarem, o quanto antes, a configuração de um aplicativo autenticador.
Essa etapa é imprescindível para garantir o acesso contínuo e seguro ao sistema a partir do dia 3 de novembro.
Siga as etapas abaixo:
Após essa configuração inicial, o sistema passará a reconhecer o dispositivo e, nos próximos logins, bastará informar o código exibido no aplicativo.
No caso do Gov.br:
Usuários(as) externos(as) com conta Gov.br de nível Ouro e verificação em duas etapas ativada podem acessar o PJe sem a necessidade de configurar o autenticador interno.
O processo é rápido:
1️⃣ Instale o app Gov.br (Android/iOS);
2️⃣ Ative a “Verificação em duas etapas”;
3️⃣ Escolha “Entrar com Gov.br” no PJe;
4️⃣ Confirme o login diretamente no aplicativo Gov.br.
O acesso é validado de forma segura, com autenticação biométrica e verificação cruzada com bancos e outros órgãos públicos.
Transição definitiva
Com essa atualização, passam a valer aplicativos autenticadores, que oferecem mais segurança e autonomia ao usuário.
O uso desses aplicativos, segundo o CNJ, é a forma mais eficiente de garantir confirmação de identidade em tempo real e prevenir fraudes eletrônicas.
Segurança e integridade dos dados processuais
Página de Ajuda MFA – TJMT
👉 Acesse a página do MFA no PJe: https://www.tjmt.jus.br/pagina/acesso-ao-pje
📘 Consulte também os manuais disponíveis em:
Manual 2FA PJe TJMT – Autenticadores
Suporte técnico
Em caso de dúvidas ou dificuldades no acesso com autenticação multifatorial, os usuários poderão entrar em contato com os canais de suporte exclusivos da CTI, disponíveis a partir de 3 de novembro:
– OAB-MT: (65) 3617-3909
– MPMT / PGE-MT / Defensoria Pública de MT: (65) 3617-3910
Autor: Talita Ormond
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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