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Centro de Solução de Conflitos de Jaciara realiza Mutirão Dívida Zero até sexta-feira

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Lançado em 1º de julho, o “Mutirão Dívida Zero”, destinado a eliminar as dívidas dos cidadãos de Jaciara (147 km de Cuiabá) com o comércio local, continua até sexta-feira (12). A campanha já resultou em 30 acordos homologados pela juíza 1ª Vara da Jaciara, coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca, Laura Dorilêo Cândido. A ação conta com a parceria do Judiciário com a Prefeitura Municipal, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Serviço de Proteção ao Consumidor (PROCON) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
 
“Está ação é muito boa para o município, pois fomenta o pagamento das dívidas e também para a população, que tem a oportunidade de renegociar dívidas pendentes de maneira rápida e assertiva, com a presença de conciliadores e representantes das empresas”, pontuou Laura Dorilêo Cândido ao informar que durante a campanha o consumidor terá a isenção das custas processuais de cada acordo homologado.
 
Marta da Conceição Xavier foi uma das consumidoras que aproveitaram a oportunidade para renegociar sua dívida no Mutirão. “Se não fosse por essa iniciativa, não conseguiria entrar em acordo com a loja de eletrodomésticos e pagar o que devia. Estou muito feliz e agradecida pelo mutirão“, declarou.
 
A magistrada explica que um Termo de Cooperação foi assinado entre o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), por meio do Cejusc de Jaciara e o Procon municipal, possibilitando a realização do mutirão. “O Mutirão vai ao encontro do propósito do Cejusc, de resolução pacífica da demanda, abrindo um espaço de diálogo entre as partes envolvidas”, ressaltou.
 
“Durante o mutirão as empresas participantes irão conceder descontos, além de facilitar o pagamento das dívidas, para que, assim, o consumidor endividado recupere seus créditos, com a exclusão do nome do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Serasa”, completou a gestora do Cejusc de Jaciara, Dionaire Vitor.
 
Aqueles interessados em renegociar suas dívidas serão atendidos de segunda a sexta-feira das 7h30 às 11 h e das 13 h às 17 h, na sede CDL em Jaciara, localizada na Rua Potiguaras, ??° 901, Centro.
 
#ParaTodosVerem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Material de divulgação da campanha em tons de azul. Na parte inferior, há uma mulher apontando para a área central do cartaz em que está escrito: “Dívida Zero”.
 
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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