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Aproximação: Nosso Judiciário 2023 inicia atividades em Escola Militar de Cuiabá

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Cerca de 260 alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Militar Dom Pedro II (antiga Presidente Médici), localizada no bairro Araés, em Cuiabá, participaram do projeto “Nosso Judiciário”, promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso nesta sexta-feira (31). A atividade marcou a abertura da edição de 2023 do projeto, que completa 10 anos, já atendeu 116 unidades de ensino e 26.645 estudantes neste período.
 
O objetivo do Nosso Judiciário é aproximar a instituição da sociedade e divulgar informações sobre o funcionamento e a atuação da Justiça. Durante a atividade, os alunos participaram da palestra ministrada pelo técnico judiciário Neif Feguri sobre Justiça Restaurativa, práticas de conciliação, marco legal da Internet, crimes cibernéticos ou cyberbullying, Direitos do Consumidor, estrutura do Judiciário, juizados especiais e justiça gratuita.
 
“Abrimos hoje o calendário de palestras, ainda temos 11 agendamentos em escolas de Cuiabá e Várzea Grande, devemos atingir de 2.000 a 2.500 estudantes neste ano”, antecipa o técnico judiciário.
 
Além da palestra, os alunos receberam a cartilha informativa “Como funcionam os Juizados Especiais”, elaborada por Neif Feguri e pelo técnico judiciário Antônio Cegati. A iniciativa foi bem recebida pela comunidade escolar, que destacou a importância de conhecer seus direitos e deveres.
 
A estudante do 3º ano, Lorrandra Liza, de 17 anos, agradeceu a oportunidade de aprender mais informações sobre seus direitos e deveres. Ela avaliou como incrível a experiência. “Foi excelente para os alunos, muitos não sabiam dessas informações e podemos levar o conhecimento para fora da escola, como em casos de acidente de trânsito, muitos param os carros e não podem”, citou.
 
Já o aluno Henderson Falcão, de 17 anos, do 3º ano, elogiou a iniciativa do Judiciário ir até a escola para compartilhar a cartilha. “Muitos estudantes, principalmente de escolas públicas, carecem de informações de qualidade. Eu mesmo não sabia como funcionavam os Juizados Especiais. Muita coisa que a gente acha que não é nada, vê que é crime, isso melhora minha educação e evita que crimes sejam praticados. Vou levar muita coisa para a vida.”
 
O projeto “Nosso Judiciário” tem como objetivo contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes e informados sobre seus direitos e deveres. Para o auxiliar da Coordenação Disciplinar da Escola Estadual Dom Pedro II, Tenente Robério Batista, a atividade na unidade de ensino é de grande valia. “A palestra nos auxilia no bom andamento tanto na coordenadoria disciplinar quanto a pedagógica, pois informa nossos alunos, que ainda são adolescentes, para que eles tenham conhecimento e não venham a ter incidentes no futuro.”
 
O Judiciário possui parceria com a Secretaria de Educação do Estado (Seduc), que indica quais unidades deve receber a palestra. Entretanto, representantes de estabelecimentos de ensino, público ou privado, podem solicitar a palestra. Para isso é preciso entrar em contato pelos números (65) 3617-3032/3516.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagens: Foto 1 – Colorida horizontal. Mostra os alunos uniformizados sentados em cadeiras enfileirados. Eles folheiam a cartilha. Foto 2 – Estudante Lorrandra Liza fala sobre experiência. Foto 3 – Tenente Robério Batista.
 
Alcione dos Anjos/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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