TECNOLOGIA

No Senado, MCTI detalha projeto sobre data centers e inteligência artificial

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) participou nesta terça-feira (21) da 11ª Reunião Extraordinária da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado, que debateu a proposta de regulamentação dos data centers destinados a aplicações de inteligência artificial (IA). A pauta do debate foi o Projeto de Lei 3.018/2024, de autoria do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), que tem como relator o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Representando o MCTI, o coordenador-geral de Inovação Digital da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (SETAD), Rubens Caetano, reforçou a importância de se discutir uma regulação que proteja o cidadão, estimule a competitividade e valorize a produção nacional de tecnologia.

Ele destacou que a Lei de Informática e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (PADIS) — dois instrumentos de política pública geridos pela pasta — já oferecem diretrizes alinhadas ao projeto de regulamentação dos data centers. “Quando a gente fala de data centers, a gente está necessariamente englobando boa parte desses produtos, desses bens, desses equipamentos”, explicou.

O representante do MCTI também explicou que com os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT)  — não reembolsáveis, na ordem de R$ 750 milhões — e também com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) — com recursos reembolsáveis de R$ 2,3 bilhões —, a pasta está trabalhando na implementação de data centers no país.

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Para Rubens Caetano, é essencial olhar com atenção para a base industrial já instalada no Brasil. “Temos competência e capacidade para desenvolver soluções nacionais nesse setor”, disse.

Ainda durante a audiência, Rubens Caetano também ressaltou que o ministério tem promovido ações integradas com outros órgãos, como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o Ministério da Justiça, e que o MCTI tem priorizado o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento de IA por meio do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).

Relator da proposta, o senador Vanderlan Cardoso destacou que o PL busca estabelecer parâmetros mínimos de responsabilidade para operadores de data centers, diante dos desafios crescentes impostos pelo avanço da inteligência artificial.

Em sua fala, Vanderlan defendeu uma legislação que promova equilíbrio entre inovação tecnológica, competitividade econômica e proteção de direitos. Ele chama atenção para o elevado consumo energético dos data centers e a urgência de incorporar critérios de sustentabilidade ambiental nas futuras normas.

“O uso intensivo de energia, a segurança dos dados e a privacidade dos usuários são pontos críticos. Precisamos de um marco regulatório que não trave a inovação, mas que defina claramente deveres e compromissos de quem opera essas infraestruturas”, afirmou o senador.

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Além do MCTI, participaram da audiência representantes da ANPD, da Associação Brasileira de Data Centers (ABDC) e da iniciativa privada, como a Everest Digital. O debate, segundo os senadores da comissão, contribui para aperfeiçoar o texto do projeto e alinhar a proposta aos interesses estratégicos do país em soberania digital, segurança e inovação.

A proposta de regulação segue em análise na CCT e deve ser votada nas próximas sessões. A previsão é que uma nova audiência seja realizada ainda este mês, no dia 28.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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