TECNOLOGIA

MCTI, Cemaden, Marinha do Brasil e BNDES unem esforços para fortalecer ações de resposta a desastres climáticos

Belém (PA), 7 de novembro de 2025 — O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a Marinha do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram, nesta sexta-feira (7), em Belém (PA), um protocolo de intenções voltado à prevenção, monitoramento e resposta a desastres naturais no Brasil.

O acordo prevê cooperação técnica e institucional entre as quatro instituições para fortalecer as ações de enfrentamento aos eventos climáticos extremos, com foco em capacitação, pesquisa e inovação.

A cerimônia ocorreu a bordo do Navio Aeródromo Multipropósito Atlântico, atracado no Porto de Belém, durante atividades da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30).

Ciência e cooperação em prol da vida

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que a iniciativa simboliza a união de esforços em defesa da vida e do meio ambiente.

“É esse tipo de solução que queremos expandir: tecnologia, pesquisa e cooperação em prol da vida e do futuro do planeta. Hoje estamos juntos no compromisso com o desenvolvimento sustentável, usando conhecimento científico para planejar e agir com prontidão, eficiência e responsabilidade”, afirmou.

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O protocolo também reforça o compromisso das instituições com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e com as diretrizes do Marco de Sendai para redução do risco de desastres.

Investimentos e plano nacional de emergências

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou que o acordo deve mobilizar até R$ 100 milhões para estudos e ações voltadas à criação de um Plano Nacional de Enfrentamento às Emergências Climáticas.

“Precisamos entender as particularidades de cada região, formar especialistas e fortalecer as instituições para que possamos reagir com eficiência. Estamos aportando R$ 30 milhões; o MCTI e a Finep, R$ 20 milhões, e vamos mobilizar outros R$ 50 milhões de parceiros para desenvolver um grande programa nacional de estudos e ações integradas”, explicou.

A Marinha e o compromisso com a proteção civil

O Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Olsen, destacou o papel da instituição em situações de emergência:

“Para além da defesa da pátria, a Força Naval atua no apoio às ações do Estado, prestando amparo imediato à população e contribuindo para o reestabelecimento das regiões afetadas. É uma missão que reafirma nosso compromisso com a preservação da vida e a proteção ambiental”, afirmou.

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Monitoramento e inovação científica

A diretora do Cemaden, Regina Alvalá, celebrou a parceria e ressaltou o papel da ciência na prevenção de desastres.

“O Cemaden funciona 24 horas por dia, monitorando riscos e emitindo alertas em tempo real. Com o apoio do novo PAC, estamos ampliando a rede de observação e incorporando novas tecnologias de monitoramento. Isso é resultado de ciência, pesquisa e inovação a serviço da sociedade”, explicou.

Atualmente, o Cemaden monitora 1.133 municípios, cobrindo 60% da população brasileira. Com os novos investimentos, a rede será expandida para 1.942 municípios, alcançando mais de 70% da população.

Homenagem histórica

Durante o evento, foi prestada homenagem ao militar Pedro Teixeira, figura histórica responsável por liderar expedições que consolidaram a presença portuguesa na Amazônia e contribuíram para a incorporação da região ao território brasileiro.

Uma placa simbólica foi entregue ao Comando da Marinha, em reconhecimento ao legado do militar e à continuidade de suas ações em defesa da Amazônia e da soberania nacional.

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. 

A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação. 

Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico. 

“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos. 

A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou. 

Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento 

O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário. 

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As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação. 

Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.” 

Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises. 

Recordes da Lei do Bem 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País. 

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Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse. 

Lei do Bem fortalece capital humano 

Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023. 

A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras. 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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