TECNOLOGIA

Com número recorde, mais de 225 mil estudantes participam da Olimpíada Nacional em História em todo o país

Mais de 225 mil estudantes de todas as regiões do país estão participando da 17ª edição da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). A competição começou nesta segunda-feira (05), e este ano, bateu o recorde da competição, com 57.142 equipes inscritas — cada uma formada por três alunos e um professor. A primeira fase segue até sábado (10), às 23h59.

Com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a edição de 2025 da ONHB traz como tema central “Informação: produção, circulação, limites e possibilidades”. O objetivo é promover uma reflexão crítica sobre a informação, o papel da mídia e sua relação com a construção da memória histórica. A olimpíada também estimula o pensamento científico desde os anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio, fortalecendo a formação crítica e interdisciplinar dos estudantes.

Realizada em seis fases online e uma final presencial, a ONHB tem uma abordagem formativa, interdisciplinar e colaborativa. As equipes enfrentam desafios semanais que envolvem não só História do Brasil, mas também geografia, literatura, arqueologia, patrimônio cultural e temas da atualidade. A grande final será nos dias 30 e 31 de agosto, no campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.

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Formação para o futuro

Além de despertar o interesse pelo estudo da História, a olimpíada abre portas para o ensino superior. Por meio do programa “Vagas Olímpicas” da Unicamp, participantes com bom desempenho podem ingressar em cursos de graduação sem a necessidade de vestibular — incluindo duas vagas destinadas especificamente ao curso de História.

Parceria institucional e apoio à ciência

A ONHB é um projeto de extensão universitária do Departamento de História da Unicamp, realizado em parceria com o Serviço de Apoio ao Estudante (SAE), a Associação Nacional de História (Anpuh), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A olimpíada conta ainda com o apoio de docentes e estudantes de diversas instituições públicas de ensino e pesquisa do país, consolidando-se como uma das maiores competições educacionais do Brasil.

Calendário da 17ª ONHB

  • 1ª fase: 5 a 10 de maio de 2025
  • 2ª fase: 12 a 17 de maio de 2025
  • 3ª fase: 19 a 24 de maio de 2025
  • 4ª fase: 26 a 31 de maio de 2025
  • 5ª fase: 2 a 7 de junho de 2025
  • 6ª fase: 9 a 14 de junho de 2025
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A lista com os nomes das equipes classificadas para a final presencial será divulgada no dia 21 de junho, em horário a ser informado pela Comissão Organizadora.

  • Final Presencial – Unicamp, Campinas (SP)
  • Prova final: 30 de agosto de 2025
  • Cerimônia de premiação: 31 de agosto de 2025

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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