TECNOLOGIA
Aula inaugural no LNCC debate origens e novos rumos da Inteligência Artificial
O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCTI) realizou, na última segunda-feira (9), a abertura do Ciclo de Seminários da Pós-graduação 2026. A aula inaugural apresentou a estrutura da nova disciplina “Inteligência Artificial” (GA-035), que passará a integrar o programa de Modelagem Computacional da instituição com uma proposta que une rigor técnico e análise histórica.
A nova disciplina está vinculada à linha de pesquisa “Ensino e História da Inteligência Artificial”, do grupo Futuros Turing. O objetivo central é capacitar os estudantes a avaliarem as metodologias de IA não apenas por sua funcionalidade atual, mas por meio de uma visão crítica sobre suas transformações culturais e econômicas ao longo das décadas.
Ministrada pelo tecnologista Bernardo Nunes Gonçalves, a palestra detalhou como o novo curso pretende diferenciar-se das abordagens tradicionais. O pesquisador explicou que, enquanto o ensino da área costuma focar no conceito moderno de “agentes inteligentes” consolidado nos anos 1990, a nova disciplina do LNCC retoma a definição clássica da década de 1950, inspirada nos trabalhos de Alan Turing sobre a imitação do comportamento humano.
Para Gonçalves, essa retomada histórica permite compreender melhor a evolução da área. “Coloca-se a questão de saber se a definição clássica não apresenta maior flexibilidade do que a moderna para explicar a capacidade da área de incorporar técnicas matemáticas e computacionais tão diversas”, pontuou o palestrante durante a apresentação no Auditório A.
O seminário foi aberto ao público e contou com transmissão ao vivo. A gravação da aula inaugural permanece disponível para consulta no canal oficial do LNCC no YouTube.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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