TECNOLOGIA
MCTI realiza primeira reunião do GT do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA)
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) promoveu nesta quinta-feira (31/07), em Brasília, a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável por monitorar e acompanhar a implementação do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). O encontro reuniu representantes de 18 órgãos e instituições do governo federal para avaliar os resultados iniciais do plano e discutir os próximos passos para consolidar uma estratégia nacional de inteligência artificial.
Participaram representantes da Casa Civil da Presidência da República, Secretaria de Comunicação Social (SECOM), Ministério da Fazenda, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Ministério da Educação, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Anatel e Telebras, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Saúde, Ministério da Defesa, Finep, Capes, BNDES, EMBRAPII, CNPq e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).
Durante a reunião, foi apresentado um panorama do PBIA, com destaque para os investimentos previstos de R$ 23 bilhões em ações estruturantes e de impacto imediato, organizadas em cinco eixos estratégicos. O plano prevê desde a formação de profissionais e o fomento à inovação na indústria, até o fortalecimento da governança e da regulação da IA no Brasil.
Segundo o secretário executivo do MCTI, Luis Fernandes, o objetivo do GT é consolidar o PBIA como um plano de Estado, com metas claras, dados validados e governança formalizada. “Várias ações já estão incorporadas a programas de investimento que o FNDCT já havia aprovado. O que fizemos foi identificar o que ainda não estava coberto e aprovar um novo programa de investimento. Esse trabalho é fundamental para uniformizar o conhecimento sobre as ações e garantir que o acompanhamento seja feito com base em informações completas e consolidadas”, afirmou.
O secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (SETAD/MCTI), Henrique Miguel, destacou que o levantamento apresentado na reunião foi apenas uma fotografia inicial. “Coletamos informações sobre temas importantes, destacando como o trabalho foi construído. Essa é uma oportunidade para o grupo se atualizar sobre as ações já em curso. Avançamos bastante, mas agora precisamos consolidar os dados para que este GT se torne a instância formal de validação do andamento do PBIA”, explicou.
Ao final do encontro, os integrantes do GT definiram que todos os ministérios e instituições envolvidas deverão apresentar uma consolidação atualizada das ações em andamento, para garantir uma visão completa e oficial do plano. O material será sistematizado nas próximas semanas e apresentado na segunda reunião do grupo, marcada para o dia 2 de setembro.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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