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Papel das universidades e casos de sucesso na telessaúde são discutidos no do 1º Fórum de Saúde Digital do Estado

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Clarice Savastano tratou sobre transformação na saúde pública. Clique aqui para ampliar

Com foco na inovação e nas parcerias interinstitucionais, o segundo dia do 1º Fórum de Saúde Digital, realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), reuniu especialistas, gestores e representantes da área acadêmica, nesta terça-feira (1). Na ocasião, além de debaterem o papel das universidades para o avanço do tema os profissionais apresentaram experiências bem-sucedidas de telessaúde na Bahia e em municípios mato-grossenses.

Durante a palestra “Transformação Digital na Saúde Pública”, a diretora do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), Clarice Savastano, reforçou que instituições de ensino superior desempenham um papel essencial nesse processo, uma vez que formam os profissionais e apoiam o desenvolvimento e incorporação de tecnologias emergentes. Além disso, promovem uma articulação ampla para o avanço sustentável do sistema de saúde digital no Brasil.

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Gladys Reis de Oliveira, gestora da SES-BA. Clique aqui para ampliar

Ela também apresentou uma visão geral de iniciativas desenvolvidas no HCFMUSP e defendeu que a telessaúde é uma ferramenta de democratização. “A saúde digital é uma alavanca para ampliar a equidade no acesso à saúde. Quando a gente pensa em integração de dados, a gente pensa também na possibilidade de uma coordenação do cuidado muito mais efetiva, guiada para que o profissional da saúde tenha uma tomada de decisão qualificada no tratamento do paciente”, afirmou.

Na sequência, três experiências exitosas foram apresentadas. A primeira, difundida pela gestora de Telessaúde da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (SES/BA), Gladys Reis de Oliveira, abordou as boas práticas com relação aos telediagnósticos de eletrocardiogramas, que já somam mais de um milhão de laudos emitidos desde 2013. De acordo com ela, a prática resulta em até 54% de evitação de encaminhamento para serviços especializados.

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A gestora destacou que a telessaúde é feita por médicos humanos, evitando apenas o deslocamento. “Antes do início dos atendimentos as equipes de telessaúde vão até os municípios contemplados e oferecem treinamento aos profissionais de saúde daquela unidade. Os aparelhos de eletrocardiograma ficam nos pontos de telediagnóstico e os resultados dos exames são enviados automaticamente para profissionais alocados em Minas Gerais, que emitem o laudo à distância em até duas horas”.

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O engenheiro de software Bruno Ormond desenvoleu plataformas para o setor. Clique aqui para ampliar

O segundo foi apresentado pelo engenheiro de software Bruno Ormond Lima de Oliveira, que desenvolveu e segue aprimorando diversas plataformas e programas de inclusão à saúde digital em Cáceres (MT). “Além da tecnologia, o tratamento humanizado é muito eficiente. A transformação digital na saúde não acontece só com tecnologia, ela é feita por pessoas, para pessoas e com pessoas”, ressaltou ele, que também é professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

Já a secretária de Saúde de Alto Paraguai (MT), Cleide Maria Anzil, mostrou como a telessaúde foi determinante para que o município enfrentasse problemas de saúde mental durante a pandemia de coronavírus. “Somos um município de 17 mil habitantes e o número de casos de suicídios não era normal”, pontuou.

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Hoje, especialistas de saúde mental atuam em conjunto, promovendo e a conscientização das famílias e dos profissionais. O processo envolveu o diagnóstico interno da gestão de saúde do município, provocação de outros órgãos públicos para apoio, planejamento, treinamento intensivo das equipes e implantação gradual dos serviços de saúde mental integrados à telessaúde, como o telematriciamento. “O digital não substitui o humano, é um complemento da humanidade”, ressaltou Cleide

Políticas de saúde digital em Mato Grosso

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Cleide Maria Anzil destacou papel da telessaúde. Clique aqui para ampliar

Seguindo a programação, o assessor das Políticas de Saúde Digital da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), Diogenes Marcondes mostrou o funcionamento da “Política Estadual de Saúde Digital”, começando pela linha do tempo de todos os processos envolvendo a implantação da telessaúde em Mato Grosso até a criação do Programa Saúde Digital MT, em 2023.

Dos 142 municípios de Mato Grosso, 135 aderiram ao Programa, que atualmente oferece serviços como teleconsultorias, teleconsultas em 35 especialidades médicas, telelaudos e telediagnóstico pelo sistema de saúde pública. Assim, com o apoio da tecnologia, o Programa conecta Estado e os municípios para superar as distâncias e otimizar os recursos. “Nosso objetivo é melhorar a entrega de saúde para a população”, concluiu o assessor.

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Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
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Fonte: TCE MT – MT

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Vaidade de Sérgio Ricardo pode adiar sonho de Antônio Joaquim de voltar à presidência do TCE

Atual presidente é apontado nos bastidores como interessado em permanecer no comando da Corte de Contas, movimento que dificulta a ascensão de outros conselheiros.

A sucessão na presidência do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) já movimenta os bastidores da instituição e tem como principal personagem o atual presidente, Sérgio Ricardo.

Nos corredores da Corte, cresce a avaliação de que o conselheiro pretende buscar um novo mandato, mesmo diante da expectativa de alternância no comando do órgão.

Interlocutores próximos ao Tribunal afirmam que a permanência de Sérgio Ricardo estaria diretamente ligada ao desejo de manter influência sobre os rumos administrativos e políticos da instituição.

A avaliação de alguns conselheiros é que a forte vaidade do atual presidente dificulta a construção de um consenso em torno da renovação da Mesa Diretora.

Nesse cenário, um dos principais afetados seria o conselheiro Antônio Joaquim. Veterano da Corte e ex-presidente do TCE, ele é apontado há anos como um dos nomes naturais para retornar ao comando da instituição.

Entretanto, a eventual decisão de Sérgio Ricardo de disputar novamente a presidência pode adiar, mais uma vez, o projeto político-administrativo de Antônio Joaquim.

Nos bastidores, há quem interprete o movimento como uma demonstração de que Sérgio Ricardo não estaria disposto a abrir espaço para que outro colega conselheiro assuma o protagonismo na Corte de Contas. A permanência no cargo, segundo essa leitura, seria impulsionada não apenas por questões administrativas, mas também pelo capital político acumulado durante sua gestão.

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Embora nenhuma candidatura tenha sido oficialmente lançada, o tema já provoca debates entre membros do Tribunal e agentes políticos ligados ao sistema de controle externo. A expectativa é de que as conversas se intensifiquem nos próximos meses, à medida que o processo eleitoral interno se aproxima.

Caso a reeleição de Sérgio Ricardo se confirme, Antônio Joaquim poderá ter de aguardar mais um ciclo para tentar concretizar o objetivo de voltar a presidir o Tribunal de Contas, cargo que já ocupou em outras oportunidades e que continua sendo visto por seus apoiadores como uma meta legítima dentro da trajetória do conselheiro.

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