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Ministro Alexandre de Moraes diz que eleitores querem paz e tranquilidade no país

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou às 8h53 deste domingo (30) numa escola do bairro Jardim Paulistano, na Zona Oeste da capital paulista. Ele chegou ao Colégio Madre Alix por volta de 8h40, aguardou na fila sua vez de votar e foi cumprimentado por eleitores e eleitoras.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acompanhou um teste de integridade tradicional com 641 urnas e, também, um projeto-piloto do TRE-SP com biometria, com a participação de eleitores voluntários.

Antes de retornar a Brasília, de onde vai acompanhar a votação em todo o país, o ministro falou com a imprensa e afirmou que a adesão voluntária de eleitores aos testes com biometria decorre da confiança nas urnas eletrônicas. “O eleitor está participando porque sabe da lisura das urnas eletrônicas e quer auxiliar a Justiça Eleitoral, de uma vez por todas, a acabar com notícias fraudulentas e criminosas de que há fraude nas urnas eletrônicas”, afirmou.

Vitória da democracia

O ministro fez um apelo a todos os eleitores e a todas as eleitoras do país para que compareçam às urnas, de modo a diminuir a abstenção. “Vamos mostrar que o brasileiro e a brasileira querem participar, querem paz e tranquilidade no país. Vamos terminar o dia de hoje com uma grande vitória: a vitória da democracia, a vitória da Justiça Eleitoral, a vitória do povo brasileiro”.

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Mais cedo, exatamente às 8h, no momento em as urnas de todo o país eram abertas, o presidente do TSE usou o Twitter para estimular o comparecimento pacífico dos eleitores às urnas. “Eleitoras e eleitores, um ótimo domingo de eleições, com muita paz, segurança, consciência e esperança”.

Instrumentos de cidadania

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na noite deste sábado (29), o presidente do TSE destacou o valor do voto como instrumento de cidadania. “O Brasil dará mais um importante e decisivo passo em nossa caminhada de desenvolvimento e progresso, garantindo o fortalecimento democrático e a estabilidade republicana”, afirmou.

Segundo o ministro, o comparecimento e o voto são os mais importantes instrumentos de cidadania para a construção de um país mais justo e igualitário e “repercutirão no futuro de todos nós, de nossos pais, filhos, familiares e amigos”

Neste domingo, mais de 156 milhões de pessoas estão aptas a eleger o presidente e o vice-presidente da República. Em 12 estados, elas também escolherão os governadores.

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Foto: TSE

Fonte: STF

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Dino endurece punição contra juízes e determina fim da aposentadoria compulsória como sanção disciplinar

Decisão do ministro do STF estabelece que magistrados que cometam infrações graves poderão perder o cargo, em vez de apenas serem aposentados com salário proporcional

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá aplicar punições mais severas contra magistrados que cometam infrações disciplinares graves. Pela decisão, a perda do cargo passa a ser considerada a principal sanção, substituindo a tradicional aposentadoria compulsória.

A medida representa uma mudança significativa no sistema disciplinar da magistratura brasileira. Até então, a aposentadoria compulsória era considerada a punição administrativa máxima para juízes que cometiam irregularidades.

Na prática, porém, a medida sempre foi alvo de críticas porque, mesmo afastado da função, o magistrado continuava recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço, o que frequentemente era interpretado como uma espécie de benefício e não como punição efetiva.
Com o novo entendimento firmado por Dino, casos graves devem resultar na perda do cargo, com a consequente perda do salário.

Segundo o ministro, uma emenda constitucional aprovada em 2019 já havia eliminado a chamada aposentadoria compulsória punitiva, o que reforça a necessidade de um sistema disciplinar mais efetivo dentro do Judiciário.

“Não faz mais sentido que os magistrados fiquem imunes a um sistema efetivo de responsabilidade disciplinar, com a repudiada e já revogada aposentadoria compulsória punitiva”, escreveu o ministro na decisão.

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Dino destacou ainda que, devido à vitaliciedade do cargo de magistrado, a perda da função depende de decisão judicial. Assim, quando o CNJ concluir pela demissão, o caso deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que analisará a medida.

A decisão vale para juízes e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas não se aplica aos ministros do próprio STF.

Caso analisado

A decisão foi tomada durante a análise de uma ação apresentada por um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que buscava anular decisões do CNJ que resultaram em sua aposentadoria compulsória.

O magistrado atuava na Comarca de Mangaratiba (RJ) e foi punido após investigações apontarem diversas irregularidades em sua atuação.
Entre as condutas apontadas pelo CNJ estão: favorecimento de grupos políticos da cidade;
liberação de bens bloqueados sem manifestação do Ministério Público;
direcionamento de processos para concessão de liminares em benefício de policiais militares ligados a milícias;
irregularidades no julgamento de ações envolvendo policiais militares que buscavam reintegração à corporação;
anotação irregular da sigla “PM” na capa de processos para identificar ações envolvendo policiais militares.

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Após ser punido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e posteriormente pelo CNJ com aposentadoria compulsória, o magistrado acionou o Supremo Tribunal Federal.

A análise do caso levou o ministro Flávio Dino a estabelecer o novo entendimento sobre as punições disciplinares aplicadas a magistrados no país.

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