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Embaixador ressalta importância de Rui Barbosa no cenário internacional em palestra no STF

No dia em que se comemora o centenário de sua morte, o advogado e jurista Rui Barbosa foi o tema da primeira edição de 2023 do projeto “Diálogos com o Supremo”. Na palestra, o embaixador Carlos Henrique Cardim, professor da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto Rio Branco, destacou que, por sua relevância, Rui Barbosa virou um mito nacional e toca a todos brasileiros no inconsciente.

Cardim salientou que, por defender fundamentalmente a ideia de progresso e segurança jurídica, Rui Barbosa foi o grande ideólogo da classe média brasileira. Lembrou ainda que, embora, na política nacional, suas teses tenham sido sempre derrotadas, na política internacional ele obteve grandes êxitos. Na Conferência de Paz de Haia, por exemplo, ficou conhecido por sua defesa da preponderância do direito sobre a força e da igualdade das nações.

A ministra Rosa Weber, presidente do STF, destacou que as ideias de Rui Barbosa muitas vezes foram inicialmente derrotadas no Supremo. Mas, com o tempo, seu ponto de vista foi sendo incorporado à doutrina da Corte. Ela lembrou que, ao noticiar a morte do jurista, a imprensa afirmou que o sol se apagou. “Eu, particularmente, entendo que o sol não se apagou: ele segue fulgurante”, afirmou.

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O embaixador Henrique Cardim é autor do livro “A raiz das coisas – Rui Barbosa: o Brasil no Mundo”, que pode ser acessado gratuitamente.

Diálogos com o Supremo

O projeto “Diálogos com o Supremo” visa à difusão do conhecimento jurídico sobre temas relevantes e atuais, em formato de palestras e exposições. A iniciativa é da Secretaria de Altos Estudos, Pesquisas e Gestão da Informação (SAE).

Veja a íntegra da palestra:

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Fonte: STF

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Dino endurece punição contra juízes e determina fim da aposentadoria compulsória como sanção disciplinar

Decisão do ministro do STF estabelece que magistrados que cometam infrações graves poderão perder o cargo, em vez de apenas serem aposentados com salário proporcional

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá aplicar punições mais severas contra magistrados que cometam infrações disciplinares graves. Pela decisão, a perda do cargo passa a ser considerada a principal sanção, substituindo a tradicional aposentadoria compulsória.

A medida representa uma mudança significativa no sistema disciplinar da magistratura brasileira. Até então, a aposentadoria compulsória era considerada a punição administrativa máxima para juízes que cometiam irregularidades.

Na prática, porém, a medida sempre foi alvo de críticas porque, mesmo afastado da função, o magistrado continuava recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço, o que frequentemente era interpretado como uma espécie de benefício e não como punição efetiva.
Com o novo entendimento firmado por Dino, casos graves devem resultar na perda do cargo, com a consequente perda do salário.

Segundo o ministro, uma emenda constitucional aprovada em 2019 já havia eliminado a chamada aposentadoria compulsória punitiva, o que reforça a necessidade de um sistema disciplinar mais efetivo dentro do Judiciário.

“Não faz mais sentido que os magistrados fiquem imunes a um sistema efetivo de responsabilidade disciplinar, com a repudiada e já revogada aposentadoria compulsória punitiva”, escreveu o ministro na decisão.

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Dino destacou ainda que, devido à vitaliciedade do cargo de magistrado, a perda da função depende de decisão judicial. Assim, quando o CNJ concluir pela demissão, o caso deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que analisará a medida.

A decisão vale para juízes e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas não se aplica aos ministros do próprio STF.

Caso analisado

A decisão foi tomada durante a análise de uma ação apresentada por um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que buscava anular decisões do CNJ que resultaram em sua aposentadoria compulsória.

O magistrado atuava na Comarca de Mangaratiba (RJ) e foi punido após investigações apontarem diversas irregularidades em sua atuação.
Entre as condutas apontadas pelo CNJ estão: favorecimento de grupos políticos da cidade;
liberação de bens bloqueados sem manifestação do Ministério Público;
direcionamento de processos para concessão de liminares em benefício de policiais militares ligados a milícias;
irregularidades no julgamento de ações envolvendo policiais militares que buscavam reintegração à corporação;
anotação irregular da sigla “PM” na capa de processos para identificar ações envolvendo policiais militares.

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Após ser punido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e posteriormente pelo CNJ com aposentadoria compulsória, o magistrado acionou o Supremo Tribunal Federal.

A análise do caso levou o ministro Flávio Dino a estabelecer o novo entendimento sobre as punições disciplinares aplicadas a magistrados no país.

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