MATO GROSSO

Operação Rustius: justiça ou exposição precipitada?

Publicados

em

A manhã desta terça-feira (20) foi marcada por mais uma fase da Operação Rustius, deflagrada pela Polícia Federal em Sorriso (MT), com foco em suposto caixa dois eleitoral envolvendo a campanha do prefeito Alei Fernandes (União Brasil). A ação, que já havia movimentado o cenário político local no fim de 2024, retorna com nova força, e com novas controvérsias.

Segundo informações oficiais, os mandados de busca e apreensão têm como base apurações ainda em andamento, que estão, conforme o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), sob sigilo de Justiça. Contudo, o delegado Tiago Pacheco da Polícia Federal, que coordenou a operação em Sorriso, concedeu entrevista à imprensa, revelando detalhes da investigação, o que levanta dúvidas sobre o respeito à confidencialidade do processo e à imparcialidade das instituições envolvidas.

A investigação teve origem na apreensão de R$ 300 mil em espécie, dias antes das eleições de 2024, com o produtor rural Nei Francio, apoiador da campanha de Alei. A época, a Justiça Eleitoral considerou que as provas apresentadas não eram suficientes para impedir a diplomação do prefeito e seu vice, Acacio Ambrosini.

Leia Também:  AtlasIntel não divulga pesquisa para o Senado em MT e ausência dos números gera questionamentos

A ausência de novas provas públicas contundentes, somada à contradição entre o sigilo judicial e a exposição midiática feita pela Polícia Federal, acende um alerta sobre a condução da operação. Diante da situação, lideranças e comunidade questionam: estaria ocorrendo uma antecipação de julgamento na opinião pública? Por que, mesmo sob sigilo, informações estão sendo divulgadas à imprensa?

A população de Sorriso, que confiou seu voto nas urnas, merece mais do que manchetes. Merece respostas, investigações sérias e decisões baseadas em provas, não em supostas conveniências políticas.

Propaganda

MATO GROSSO

Elefante Sandro inicia preparação para deixar zoológico e seguir para santuário em Mato Grosso

Animal de 54 anos será transportado de Sorocaba à Chapada dos Guimarães em uma operação de cerca de 1,6 mil quilômetros; adaptação à caixa climatizada será feita de forma gradual

Publicados

em

 

Após mais de quatro décadas vivendo no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), o elefante asiático Sandro, de 54 anos, iniciou os preparativos para uma nova etapa de sua vida no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. A transferência foi determinada pela Justiça após anos de disputa judicial e deve ocorrer ainda neste mês, dependendo da adaptação do animal ao transporte.  

A equipe especializada responsável pela operação chegou a Sorocaba para iniciar os trabalhos de preparação. Uma das principais etapas é fazer com que Sandro se familiarize com a caixa que será utilizada durante a viagem. O procedimento será conduzido com técnicas de reforço positivo, permitindo que o animal entre voluntariamente na estrutura e sem que o processo seja acelerado. 

A caixa foi construída especialmente para a transferência. Com aproximadamente cinco metros de comprimento, 3,5 metros de altura e 2,5 metros de largura, a estrutura pesa cerca de 10 toneladas e conta com climatização, câmeras e aberturas ajustáveis para permitir o acompanhamento de Sandro durante todo o percurso.

Leia Também:  Secretário de Educação representa MT em evento nos Estados Unidos

A viagem entre Sorocaba e a Chapada dos Guimarães terá aproximadamente 1.615 quilômetros e deverá durar cerca de dois dias e meio. O transporte será acompanhado por uma equipe técnica e contará com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O cronograma, porém, poderá ser alterado caso os profissionais avaliem que Sandro ainda não esteja preparado para viajar. 

Operação deve custar R$ 200 mil

A transferência envolve uma estrutura logística de grande porte, com caminhões, guindastes, equipamentos especializados, hospedagem e profissionais capacitados para acompanhar o animal durante o deslocamento. O custo estimado da operação é de aproximadamente R$ 200 mil.

Para auxiliar nas despesas, o Santuário de Elefantes Brasil lançou a campanha “Santuário para Sandro”, com meta de arrecadar R$ 30 mil. Segundo a organização, a arrecadação não condiciona a transferência, que deverá ocorrer independentemente do valor obtido. 

Novo ambiente na Chapada

Ao chegar ao santuário, Sandro será inicialmente encaminhado para uma área preparada para elefantes asiáticos machos. A adaptação ao novo ambiente ocorrerá de maneira gradual, respeitando o comportamento e o tempo necessário para que o animal se acostume à nova rotina.

Leia Também:  AtlasIntel não divulga pesquisa para o Senado em MT e ausência dos números gera questionamentos

O santuário atualmente abriga seis elefantas asiáticas: Maia, Rana, Mara, Bambi, Guillermina e Baby. A aproximação entre os animais será feita progressivamente, conforme a adaptação de Sandro.

A proposta é proporcionar ao elefante maior autonomia, permitindo que ele explore áreas naturais, caminhe sobre o solo, procure vegetação e escolha quando se aproximar ou se afastar de outros animais.

A alimentação inicialmente deverá ser semelhante à que Sandro recebe atualmente, enquanto os cuidados veterinários também serão realizados com técnicas de reforço positivo. A intenção é reduzir o estresse durante exames e tratamentos e permitir que o animal participe voluntariamente dos procedimentos sempre que possível.

A mudança representa uma transformação importante na rotina de Sandro, que passou grande parte da vida em ambiente zoológico. No santuário, a expectativa é que ele tenha mais espaço para explorar, fazer escolhas e desenvolver comportamentos naturais.

A transferência ocorre após uma decisão judicial que determinou a retirada do animal do zoológico de Sorocaba. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a determinação por unanimidade, após uma disputa que se estendeu por anos. 

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA