SAÚDE
Saúde alerta sobre aumento de casos de gripe e libera mais R$ 50 milhões para reforçar atendimento no SUS
Diante do aumento de casos de vírus respiratórios no país, comum nesta época do ano, o Ministério da Saúde liberou R$ 50 milhões para fortalecer o atendimento a adultos com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no SUS. A portaria com o incentivo foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (12). A vacinação contra a gripe é crucial para evitar hospitalizações, especialmente entre crianças, idosos e gestantes.
Em maio deste ano, o ministério já havia disponibilizado R$ 100 milhões para o atendimento de crianças hospitalizadas. Os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina solicitaram o incentivo para o público infantil e receberam R$ 28,5 milhões: R$ 14,26 milhões para 88 leitos em MG (cobrindo 32% dos leitos do SUS); R$ 12,63 milhões para 78 leitos no RS; e R$ 1,62 milhão para 10 leitos em SC. Com a nova portaria, o total de recursos temporários chega a R$ 150 milhões.
“A vacinação é a melhor forma de evitar hospitalizações neste período de maior circulação de vírus respiratórios. Por isso, é fundamental que estados e municípios reforcem a imunização de crianças, idosos e gestantes”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Para prevenir os casos, a campanha de vacinação contra a gripe foi iniciada em abril e está ativa em todo o país, com a distribuição de mais de 65 milhões de doses. O Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios realizem busca ativa dos grupos prioritários e vacinem todas as pessoas que procurarem as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), desde que haja doses disponíveis e conforme a situação epidemiológica local.
Além da vacinação, medidas como higienização das mãos, evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados ajudam a reduzir a transmissão de doenças respiratórias. Também é importante cobrir o rosto ao tossir ou espirrar, não compartilhar objetos de uso pessoal e buscar atendimento médico em caso de sintomas.
Cobertura vacinal
Em 2025, até o dia 12 de junho, mais de 36,4 milhões de doses foram aplicadas em todo o país, com cobertura vacinal de 38,43% entre o público prioritário (gestantes, crianças e idosos). A vacinação está disponível nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. No Norte, a campanha ocorre no segundo semestre, considerando a sazonalidade dos vírus respiratórios na região.
Embora recém-nascidos não possam ser vacinados diretamente, a imunização de gestantes é fundamental para proteger os bebês nos primeiros meses de vida. O imunizante oferece proteção contra casos graves e óbitos causados pelos vírus Influenza A e B, os mais comuns no país. Os casos de bronquiolite também podem ser reduzidos com a vacina da influenza.
Cenário epidemiológico
De janeiro a maio, de acordo com o Informe Vigilância das Síndromes Gripais, 25 estados brasileiros apresentam incidência elevadas de SRAG (AC, AL, AP, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MT, MG, PR, PB, PA, PE, RN, RS, RJ, RO, RR, SC, SE, SP e TO). Nas últimas duas semanas, o VRS foi responsável por 42% dos casos e 12% dos óbitos. Já Influenza foi responsável por 37% dos casos e 69% dos óbitos por SRAG. Até maio deste ano, o Brasil registrou 82.201 casos e 4.126 óbitos por SRAG. No momento, SRAG por VSR apresenta tendência de queda, enquanto por Influenza está em aumento.
João Vitor Moura
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde inicia o Vigitel 2026 e amplia pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas
O Ministério da Saúde deu início à edição 2026 do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), uma das principais pesquisas nacionais voltadas ao monitoramento da saúde da população brasileira. As entrevistas serão realizadas até o final de dezembro, com a divulgação dos resultados prevista para o primeiro semestre de 2027.
Realizado anualmente desde 2006, o Vigitel acompanha a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção relacionados às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como obesidade, consumo alimentar, comportamento sedentário, inatividade física, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. O levantamento também reúne informações sobre a realização de exames preventivos para câncer, o diagnóstico de diabetes, hipertensão, depressão e comportamentos no trânsito.
Em 2026, a pesquisa dá continuidade ao processo de expansão iniciado no ano passado. Antes restrito às capitais, o Vigitel passou a incluir moradores de municípios das regiões metropolitanas e cidades do interior, ampliando a representatividade dos dados e o alcance das informações coletadas. A expectativa é de que mais de 100 mil pessoas participem desta edição.
Fatores de risco
Além dos indicadores tradicionais da série histórica, o questionário rotativo deste ano aborda temas estratégicos para a saúde pública, definidos a partir de sugestões das áreas técnicas do Ministério da Saúde. Entre os assuntos incluídos estão climatério e menopausa, poluição do ar e desastres naturais.
Políticas públicas
Os dados produzidos pelo Vigitel são fundamentais para orientar políticas públicas de promoção da saúde, prevenção e controle das doenças crônicas, além de subsidiar ações voltadas a novos desafios sanitários enfrentados pela população brasileira.
Para fortalecer a coleta de informações, o Ministério da Saúde reforça a importância da participação da população, especialmente nos estados das regiões Norte e Nordeste, onde edições anteriores registraram maior dificuldade de adesão.
Durante as entrevistas, a segurança dos participantes é prioridade. Os entrevistadores do Vigitel não solicitam CPF, dados bancários ou qualquer informação financeira. As únicas informações pessoais pedidas são idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor da pele.
Ao atender à ligação e participar da pesquisa, cada cidadão contribui diretamente para a produção de dados confiáveis, que ajudam a aprimorar as políticas públicas e a promover mais qualidade de vida para a população brasileira. “O Vigitel é uma ferramenta estratégica para compreendermos melhor os desafios de saúde da população brasileira e planejarmos respostas mais efetivas. Cada participação fortalece o SUS e contribui para políticas públicas baseadas em evidências”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão.
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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