SAÚDE

Pesquisa inédita sobre segurança alimentar de indígenas será realizada no Brasil

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Uma pesquisa inédita, com o objetivo levantar e analisar as condições de soberania e segurança alimentar dos povos indígenas, terá início em todo o país. A Pesquisa Nacional sobre Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Indígenas no Brasil (PENSSAI) foi apresentada, pela Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, a nutricionistas dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

A partir da pesquisa, o Governo Federal pretende compreender os determinantes e as consequências da insegurança alimentar sobre as realidades sociais e de saúde dos povos indígenas brasileiros. Com os resultados obtidos, será possível conhecer o cenário de acesso a alimentos, com informações de contexto cultural, social e ambiental relevantes para a formulação ou revisão de políticas públicas voltadas a esses povos e para o exercício do controle social.

“Essa é uma iniciativa muito importante, pois, por meio da divulgação das informações coletadas, poderemos fomentar a criação de políticas públicas que promovam a segurança alimentar e nutricional dos povos originários. Relembramos que é importante garantir a ampla participação de toda a sociedade, dos distritos e, especialmente, a colaboração de profissionais de saúde indígena que atuam na ponta e conhecem de perto a realidade dos territórios”, afirmou a diretora do Departamento de Saúde Indígena da Sesai, Putira Sacuena.

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A apresentação foi realizada na última semana de novembro, em Brasília. Na ocasião, uma oficina foi realizada para alinhar ações e estratégias do estudo.

Pesquisa inédita

A pesquisa tem como instituição coordenadora e executora a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional – Rede PENSSAN.

Com previsão de duração de quatro anos, o estudo será dividido em duas etapas. A primeira, qualitativa, contará com a realização de mais de oito mil entrevistas com gestores e lideranças indígenas, visando principalmente à análise das políticas públicas. A segunda fase, quantitativa, consiste na elaboração de um inquérito de base populacional, com abrangência nacional e amostra de comunidades em 858 aldeias, representativas de todos os Distritos Sanitários.

As atividades de campo serão divididas em microrregiões, sendo 8 na Amazônia Legal, 4 no Nordeste, 2 no Sudeste, 1 no Centro-Oeste e 1 no Sul. Haverá um comitê externo para o acompanhamento da pesquisa, prevendo ampla participação de representações indígenas.

Além de disponibilizar aporte financeiro complementar, a Sesai contribuirá com a definição dos pontos focais nos territórios, apoio técnico e logística dos DSEI para o acesso às lideranças e aos territórios, bem como para a realização das atividades de campo.

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O estudo conta também com apoio do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), do Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

População de Petrolina (PE) é atendida por carreta de saúde da mulher do Ministério da Saúde; veja como funciona

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Pacientes do SUS que aguardam serviços especializados em saúde da mulher em Petrolina (PE) e região estão sendo atendidas por uma carreta do Ministério da Saúde. Estruturada com equipamentos, insumos e uma equipe multiprofissional, a unidade oferta serviços para diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero.

Os serviços fazem parte do programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025, e oferecem consultas, procedimentos, exames e demais ações em atenção especializada à saúde. 

Na unidade móvel, são realizadas mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas, que interpretam os exames e direcionam a paciente para as próximas fases de cuidado. Em funcionamento de segunda a sexta-feira, pode realizar até 120 atendimentos por dia.

Além do município, pacientes de outras seis cidades também poderão ser encaminhadas para atendimento pelas secretarias municipais de saúde: Afrânio, Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó, Santa Maria e a população indígena de Truká (Orocó e Cabrobó).

O secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, acompanhou os atendimentos na carreta nesta sexta-feira (28) e falou sobre como a iniciativa tem diminuído o tempo de espera para esses serviços em todo o país.

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“O programa das carretas está em operação em diversas cidades brasileiras, com o objetivo principal de agilizar o acesso da população aos serviços de saúde, sendo esta uma iniciativa de extrema relevância. Atualmente, em Pernambuco, contamos com cinco unidades móveis — três de saúde da mulher, uma unidade de imagem equipada com tomografia e uma unidade oftalmológica. O fluxo de atendimento abrange todo o ciclo do diagnóstico: da mamografia à ultrassonografia e, caso necessário, será feita a biópsia. Assim, um  ciclo de cuidado completo”, disse o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales.

Mais acesso à saúde

Quinze municípios já foram atendidos no estado pelas carretas do Ministério da Saúde, ofertando serviços especializados em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. Ao todo, 13,9 mil pessoas foram atendidas e 34 mil procedimentos foram realizados.

Para ser atendido

As carretas atendem exclusivamente pacientes que foram pré-agendados e encaminhados para a unidade pela secretaria municipal de saúde. Pessoas que já aguardam os exames pelo SUS podem solicitar encaminhamento indo até uma Unidade Básica de Saúde da cidade.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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