SAÚDE

População de Foz do Iguaçu (PR) e de Crato (CE) recebem carretas do Agora Tem Especialistas. Já são 33 unidades em todas as regiões do país

Nesta semana, mais duas carretas do programa Agora Tem Especialistas começam a operar, ampliando para 33 o número total de unidades móveis de atendimento de saúde especializado. Ofertadas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), as unidades estão posicionadas em municípios das cinco regiões do país. Nesta quinta-feira (13), Foz do Iguaçu (PR) recebeu uma nova carreta para tratamento oftalmológico, que amanhã já começa a atender pacientes do SUS agendados e encaminhados pelo município. Já a população de Crato (CE) conhecerá uma carreta de exames de imagem nesta sexta-feira (14). Todas visam levar serviços de saúde até onde a população está.  

Em Foz do Iguaçu, onde anunciou a chegada da carreta oftalmológica, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, afirmou que “o programa Agora Tem Especialistas traz, além de atendimentos em quantidade, atendimentos de qualidade, integrados aos gestores do SUS local. Esta carreta de oftalmologia tem capacidade para realizar mil atendimentos por mês e 2.400 cirurgias. A previsão é que a carreta aqui em Foz do Iguaçu permaneça, inicialmente, por 60 dias e depois, percorra outros municípios do Paraná, atendendo outras regiões”. 

Leia Também:  Ministério da Saúde leva equipes e equipamentos para realizar mais de 16 mil cirurgias e exames no interior do país nesta semana

Estruturada com equipamentos de última geração, as unidades móveis de oftalmologia contam com um centro cirúrgico adaptado para realizar cirurgias de catarata, além de outros procedimentos oftalmológicos de média complexidade, como facoemulsificação com implante de lente intraocular dobrável, reposicionamento de lente intraocular, mapeamento de retina, topografia computadorizada de córnea e ultrassonografia de globo ocular.  

Além disso, contam com os combos de cuidados chamados de Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs) em avaliação diagnóstica em neuro oftalmologia; avaliação inicial para oncologia oftalmológica; avaliação de estrabismo; entre outros. 

Integração do cuidado  

A carreta funcionará de forma integrada à rede de saúde local, articulando-se com a Atenção Primária, a rede ambulatorial e hospitalar. Os agendamentos serão realizados pela Central Municipal de Regulação, respeitando a ordem única pactuada com o território.  
 
A oferta de atendimento nas carretas é realizada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS). Para essa ação, foram investidos R$ 18,9 milhões em recursos federais. O programa prevê a circulação de 150 carretas em todo o país até 2026, levando atendimento especializado aos quatro cantos do Brasil, especialmente em regiões marcadas por vazios assistenciais. 

Leia Também:  Mais da metade das equipes de saúde alcançam resultados "bom" e "ótimo" na atenção primária do SUS

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Propaganda

SAÚDE

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

Leia Também:  Equipes de saúde indígena e EpiSUS reforçam atendimento a crianças com suspeita de coqueluche no território Yanomami

“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

Leia Também:  Ministério da Saúde leva equipes e equipamentos para realizar mais de 16 mil cirurgias e exames no interior do país nesta semana

Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA