SAÚDE

Mostra estadual do AgPopSUS reúne agentes populares em Salvador

Salvador sediou, no último sábado (13), a Mostra Estadual do Programa de Formação de Agentes Educadores e Educadoras Populares de Saúde (AgPopSUS), que reuniu representantes de 33 turmas da Bahia, formadas por cerca de 600 educadores e educandos, agora atuando como agentes populares de saúde em territórios urbanos e rurais de todo o estado.

A iniciativa integra a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS) e tem como objetivo fortalecer o protagonismo social na defesa do SUS, articulando saberes populares e conhecimentos técnicos para ampliar ações de educação em saúde, combate à desinformação e fortalecimento dos vínculos comunitários.

Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, o programa reafirma a educação popular como política pública estruturante do SUS: “O AgPopSUS é uma política pública que nasce da escuta dos territórios e reconhece o protagonismo dos agentes populares de saúde na construção do SUS. O Ministério da Saúde tem o compromisso de fortalecer a educação popular como estratégia permanente, garantindo que as comunidades participem ativamente da formulação, da implementação e do cuidado em saúde.”

Leia Também:  Reunião interministerial debate ações conjuntas de proteção e promoção da saúde dos trabalhadores

Entre as experiências compartilhadas na mostra está a de Joseane da Hora, educadora popular em saúde da comunidade quilombola de Cachoeira, que destacou o impacto da formação em sua trajetória e no território onde atua:

“A formação foi muito importante porque a prática a gente já vive no dia a dia, mas conhecer a teoria e trocar experiências com outras comunidades enriqueceu ainda mais nosso trabalho. Muitos dos nossos saberes eram passados só de boca, e agora estão registrados, ganham visibilidade e podem continuar sendo compartilhados. Isso fortalece o território quilombola.”

A Mostra Estadual do AgPopSUS reforça a educação popular em saúde como ferramenta estratégica de mobilização comunitária, valorização dos saberes dos territórios e garantia de direitos, fortalecendo os vínculos entre as políticas públicas de saúde e as comunidades onde os agentes populares atuam.

Juliana Lima
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

SAÚDE

Ministério da Saúde inicia o Vigitel 2026 e amplia pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas

O Ministério da Saúde deu início à edição 2026 do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), uma das principais pesquisas nacionais voltadas ao monitoramento da saúde da população brasileira. As entrevistas serão realizadas até o final de dezembro, com a divulgação dos resultados prevista para o primeiro semestre de 2027. 

Realizado anualmente desde 2006, o Vigitel acompanha a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção relacionados às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como obesidade, consumo alimentar, comportamento sedentário, inatividade física, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. O levantamento também reúne informações sobre a realização de exames preventivos para câncer, o diagnóstico de diabetes, hipertensão, depressão e comportamentos no trânsito. 

Em 2026, a pesquisa dá continuidade ao processo de expansão iniciado no ano passado. Antes restrito às capitais, o Vigitel passou a incluir moradores de municípios das regiões metropolitanas e cidades do interior, ampliando a representatividade dos dados e o alcance das informações coletadas. A expectativa é de que mais de 100 mil pessoas participem desta edição. 

Leia Também:  Todas as unidades da federação aderem ao novo edital do Mais Médicos Especialistas

Fatores de risco 

Além dos indicadores tradicionais da série histórica, o questionário rotativo deste ano aborda temas estratégicos para a saúde pública, definidos a partir de sugestões das áreas técnicas do Ministério da Saúde. Entre os assuntos incluídos estão climatério e menopausa, poluição do ar e desastres naturais. 

Políticas públicas 

Os dados produzidos pelo Vigitel são fundamentais para orientar políticas públicas de promoção da saúde, prevenção e controle das doenças crônicas, além de subsidiar ações voltadas a novos desafios sanitários enfrentados pela população brasileira. 

Para fortalecer a coleta de informações, o Ministério da Saúde reforça a importância da participação da população, especialmente nos estados das regiões Norte e Nordeste, onde edições anteriores registraram maior dificuldade de adesão. 

Durante as entrevistas, a segurança dos participantes é prioridade. Os entrevistadores do Vigitel não solicitam CPF, dados bancários ou qualquer informação financeira. As únicas informações pessoais pedidas são idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor da pele. 

Ao atender à ligação e participar da pesquisa, cada cidadão contribui diretamente para a produção de dados confiáveis, que ajudam a aprimorar as políticas públicas e a promover mais qualidade de vida para a população brasileira. “O Vigitel é uma ferramenta estratégica para compreendermos melhor os desafios de saúde da população brasileira e planejarmos respostas mais efetivas. Cada participação fortalece o SUS e contribui para políticas públicas baseadas em evidências”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão. 

Leia Também:  Ministério da Saúde destina R$ 7,5 bi para renovação de parceria com a Rede Sarah e garante mais atendimentos de excelência para o SUS

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA