SAÚDE
Ministro da Saúde visita hospital e carreta de saúde da mulher em Jundiaí (SP)
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta sexta-feira (14) o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, em Jundiaí (SP), habilitado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). A instituição filantrópica oferece assistência integral às pessoas com câncer, com oferta de cirurgia, hematologia e radioterapia. O atendimento radioterápico conta com acelerador linear, equipamento do Programa Agora Tem Especialistas utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer. O aparelho teve investimento de R$ 8,4 milhões.
“Os pacientes do SUS estão contando com o que há de mais moderno em radioterapia no Brasil. Esse acelerador linear permite maior precisão no tumor, reduz os danos aos tecidos saudáveis e os efeitos adversos para o paciente. Em alguns tipos de câncer, é possível reduzir o tratamento de 30 para 15 sessões. Com isso, além de oferecer mais precisão e segurança, conseguimos acelerar o atendimento e ampliar o acesso para outras pessoas”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O hospital também atua em alta complexidade cardiovascular, realiza captação de órgãos e transplantes de tecido musculoesquelético, além de oferecer atendimento em saúde mental. Referência macrorregional, a unidade atende 762 mil pacientes do SUS e conta com 246 leitos destinados à rede pública, o que corresponde a 98% do total de leitos do hospital. Entre eles, 60 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Carreta da saúde em Jundiaí (SP)
O ministro da Saúde também acompanhou atendimentos na unidade móvel de exames de imagem que chegou a Jundiaí (SP). A carreta do Ministério da Saúde oferece tomografia computadorizada e ultrassonografia e poderá realizar até 1,4 mil exames durante os 30 dias de permanência no município. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com intervalo das 12h às 13h.
As Carretas da Saúde integram o Programa Agora Tem Especialistas, instituído pela Lei nº 15.233, para reduzir o tempo de espera na rede pública. Em São Paulo, as unidades móveis de exames de imagem, saúde da mulher, oftalmologia e cirurgias de catarata já atenderam 21.646 pessoas e realizaram 46.740 procedimentos. Além de Jundiaí, a carreta de exames de imagem já passou por Mauá, São José dos Campos, Araraquara, Piracicaba, Mogi Guaçu, Atibaia, Águas de Lindoia, Embu das Artes e Paranapanema.
No cenário nacional, são 105 carretas em operação, sendo 36 voltadas a exames de imagem, 55 à saúde da mulher e 14 à oftalmologia. Esses serviços são direcionados a pontos estratégicos do país, de acordo com a demanda e a necessidade de ampliar o acesso a atendimentos especializados.
Pesquisa e inovação em medicamentos
Durante a agenda em São Paulo, o ministro da Saúde conheceu o laboratório Daiichi Sankyo Brasil, em Barueri. A farmacêutica japonesa está presente em 32 países e exporta medicamentos para 12 deles a partir da fábrica localizada no município paulista. A unidade recebe investimento de R$ 420 milhões para a expansão da produção nacional.
O trabalho reconhecido do laboratório em cardiologia, oncologia, doenças raras e medicina de precisão se alinha aos objetivos do Ministério em inovação radical, com pesquisas pré-clínicas e clínicas no Brasil, desenvolvimento tecnológico nacional e acesso precoce de pacientes do SUS a terapias inovadoras.
Produção de materiais hospitalares
Já em Santana de Parnaíba (SP), Padilha visitou a empresa Cirúrgica Fernandes, fabricante e distribuidora de produtos médico-hospitalares com mais de 75 anos de atuação e que atende hospitais públicos. Os produtos fornecidos são destinados a centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva, serviços de urgência e emergência e diagnóstico. Entre os principais itens estão instrumentais cirúrgicos, materiais para anestesia e terapia respiratória, cateteres, curativos, eletrodos e materiais para coleta.
Camila Marques
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Aedes aegypti: 49% dos municípios avaliados estão em situação de alerta ou risco
O Ministério da Saúde divulgou o resultado do 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e agosto de 2026. Dos 3.732 municípios que informaram dados, 49,2% apresentaram índices que indicam situação de alerta ou de risco para a presença do mosquito, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika.
O levantamento identifica os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti e é uma ferramenta estratégica para orientar as ações de vigilância, prevenção e controle nos territórios. Os resultados permitem que gestores locais direcionem as medidas de acordo com a situação encontrada em cada município.
Os dados mostram que a maior parte dos focos está em recipientes presentes no dia a dia da população. Vasos e pratos de plantas, garrafas e outros recipientes que podem acumular água correspondem a 42,3% dos criadouros identificados. Na sequência, aparecem os reservatórios de água, como caixas d’água e tonéis (26,1%), e pneus e resíduos sólidos, incluindo garrafas PET, latas e entulho (23%).
O perfil dos criadouros varia entre as regiões do país. Na Região Norte, predominam pneus e resíduos sólidos. Na Região Nordeste, destacam-se os recipientes utilizados para armazenamento de água. Já nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a maior concentração está em vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes.
Preparação para o período de maior risco
Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, os resultados do LIRAa ajudam estados e municípios a se prepararem para o período de maior risco de proliferação do Aedes aegypti. Os resultados do LIRAa ajudam a identificar áreas em situação de alerta ou risco, reconhecer os principais tipos de criadouros e orientar ações antecipadas de prevenção e controle, de acordo com a realidade de cada território.
A eliminação de criadouros é uma medida fundamental, com atuação integrada da gestão, dos serviços de saúde, das equipes de agentes de combate às endemias e da população.
Ações de prevenção e controle
Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) atuam na prevenção e no controle das arboviroses, com identificação e tratamento de criadouros que não podem ser eliminados, orientação da população e ações de vigilância. A atuação integrada com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) contribui para a articulação entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Primária nos territórios. Até o fim deste ano, está prevista a formação de mais 300 mil profissionais.
As ovitrampas são dispositivos utilizados para monitorar a presença do Aedes aegypti a partir da coleta de ovos do mosquito e podem ajudar a identificar áreas com maior presença do vetor. A estratégia está presente em aproximadamente 2 mil municípios e fornece informações complementares aos indicadores obtidos pelo LIRAa, contribuindo para orientar as ações de vigilância e controle.
Entre as tecnologias de controle vetorial utilizadas no país estão a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes) em imóveis especiais, como escolas, unidades de saúde e locais de grande circulação, as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) e o método Wolbachia.
Cuidados dentro e fora de casa
A população também tem papel importante na prevenção. A orientação é fazer vistorias regulares em casa e nos espaços ao redor para identificar e eliminar locais que possam acumular água.
É importante verificar vasos e pratos de plantas, garrafas, baldes, pneus, calhas, ralos, caixas d’água e outros recipientes. Sempre que possível, eles devem ser esvaziados, descartados ou mantidos protegidos da chuva.
Caixas d’água, tonéis e cisternas devem permanecer bem fechados. Garrafas e baldes devem ser guardados virados para baixo, enquanto calhas e ralos precisam ser mantidos limpos. Pneus, latas, plásticos e entulhos devem receber destinação adequada.
Esses cuidados devem fazer parte da rotina durante todo o ano e ganham ainda mais importância nos períodos em que as condições ambientais favorecem a reprodução do Aedes aegypti.
Casos de dengue caem 70% em 2026
O Brasil registra queda de aproximadamente 70% nos casos prováveis de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis no país, contra 1,5 milhão no mesmo período do ano anterior.
Também houve redução nos registros de chikungunya e Zika. Foram contabilizados 67.902 casos de chikungunya, 43% a menos que os 118.885 registrados em 2025. Para Zika, foram 2.141 casos, 35% abaixo dos 3.724 casos registrados no mesmo período do ano anterior.
Os resultados do LIRAa reforçam a importância de manter as medidas de prevenção e controle do Aedes aegypti. Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, a adoção antecipada dessas medidas por estados, municípios e população contribui para reduzir o risco de transmissão das arboviroses no próximo período sazonal.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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