SAÚDE

Ministério da Saúde e fãs da banda BTS se unem para incentivar a doação de sangue

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Uma rede de fãs do grupo sul-coreano BTS está transformando admiração pela banda em solidariedade. Neste sábado (13), a organização Army Help The Planet promove a quarta edição da campanha Blood To Save, iniciativa que incentiva a doação de sangue em diferentes regiões do Brasil em alusão ao aniversário do grupo coreano, celebrado em 13 de junho, e ao Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado em 14 de junho.

A mobilização conta com apoio do Ministério da Saúde e terá sua principal ativação no Posto Clínicas da Fundação Pró-Sangue, localizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. Fãs da banda também organizam ações locais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Amazonas e Santa Catarina.

“Ficamos muito felizes em apoiar uma iniciativa que mobiliza tantas pessoas em torno da doação de sangue. Parcerias como essa nos ajudam a levar informações de saúde para novos públicos e a reforçar a importância de um gesto simples que pode salvar vidas. Quanto mais pessoas forem alcançadas por essa mensagem, maior será o impacto para quem depende das doações”, afirma a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad.

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“Queríamos que a Blood To Save chegasse ao maior número de pessoas possível. A campanha nasceu para unir a mensagem positiva do BTS a um gesto de solidariedade que salva vidas. Com o apoio do Ministério da Saúde, acreditamos que essa mobilização pode alcançar ainda mais pessoas e incentivar novos doadores em todo o país”, afirma Mariana Faciroli, codiretora da Army Help The Planet. A parceria entre o Ministério da Saúde e a Army Help The Planet começou após a repercussão de uma publicação nas redes sociais do órgão, divulgada em abril deste ano. O conteúdo relacionava músicas do BTS a ações do programa Agora Tem Especialistas e alcançou mais de 1,3 milhão de visualizações e 116 mil curtidas, ampliando o diálogo com a comunidade de fãs no ambiente digital.

Mobilização do fã clube

A partir dessa aproximação, surgiu a proposta de somar esforços à campanha Blood To Save, criada em 2023 pela Army Help The Planet para incentivar a doação regular de sangue. A iniciativa busca mobilizar doadores frequentes e estimular pessoas que nunca doaram a procurar um hemocentro pela primeira vez.

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A Army Help The Planet é uma organização criada em 2019 por fãs brasileiros do BTS. Ao longo dos anos, o grupo consolidou-se como uma das principais iniciativas de impacto social lideradas por admiradores da banda sul-coreana no Brasil, com projetos ambientais, campanhas de arrecadação de recursos, ações de combate à fome, iniciativas de cidadania e atividades voltadas à promoção da saúde.

Quem pode doar

A doação de sangue é fundamental para manter os estoques em níveis seguros e garantir o atendimento de pacientes que necessitam de transfusões em tratamentos, cirurgias, emergências e outras condições de saúde.

Para ser um doador de sangue é preciso:

  • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem ter autorização dos responsáveis)
  • Apresentar documento de identificação com foto;
  • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;
  • Estar alimentado (é necessário evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação de sangue).

Acesse a página de doação de sangue

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

SUS oferta exames de diagnóstico, tratamento e acompanhamento multidisciplinar para esclerose múltipla

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Celebrado em 30 de agosto, o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla integra o movimento Agosto Laranja, que busca ampliar o conhecimento da população sobre os sintomas da doença, que é crônica e rara. No Sistema Único de Saúde (SUS), o cuidado é integral, com oferta de exames de diagnóstico, acompanhamento multiprofissional e tratamento, que inclui a oferta de nove tipos de medicamentos.

 A esclerose múltipla é uma doença neurológica autoimune e crônica em que o sistema imunológico ataca estruturas do sistema nervoso central, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. Embora não tenha cura, o diagnóstico oportuno e o tratamento adequado podem reduzir a frequência das crises, retardar a progressão da incapacidade e contribuir para a manutenção da qualidade de vida.

No Brasil, a estimativa é de 8,6 casos por 100 mil habitantes, com maior concentração na Região Sul. A doença acomete principalmente adultos entre 20 e 50 anos e é mais frequente em mulheres.

“Receber o diagnóstico de esclerose múltipla pode gerar muitas dúvidas e inseguranças. O Agosto Laranja é uma oportunidade para ampliar o conhecimento da população sobre essa condição, os sinais e sintomas, assim como desmistificar crenças. No SUS, trabalhamos para que esse cuidado aconteça de forma integral, desde a avaliação inicial até o tratamento e acompanhamento multiprofissional”, destaca o diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde, Arthur Mello.

 Jornada do paciente no SUS

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O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica, especialmente neurológica, associada a exames complementares, como ressonância magnética e análise do líquido cefalorraquidiano (líquor). Como não existe um exame isolado capaz de confirmar a doença, é necessário considerar os critérios diagnósticos e excluir outras condições que possam apresentar sintomas semelhantes.

 O acompanhamento da pessoa com esclerose múltipla deve considerar a evolução clínica, as incapacidades e as necessidades individuais. No SUS, o cuidado é orientado pelo Protocolo

Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da doença, com o objetivo de controlar a atividade da doença, reduzir a ocorrência de surtos e a progressão das incapacidades, preservar a funcionalidade e promover a qualidade de vida.

A assistência é multiprofissional e pode envolver neurologistas e outros profissionais de saúde, além de serviços especializados em doenças raras, apoio psicológico, fisioterapia e reabilitação.

O SUS também oferece nove medicamentos para o tratamento de manutenção da esclerose múltipla, os chamados “medicamentos modificadores do curso da doença”. Eles são prescritos conforme as necessidades de cada paciente:

  • Acetato de glatirâmer
  • Alentuzumabe
  • Betainterferona 1A
  • Betainterferona 1B
  • Cladribina oral
  • Fingolimode
  • Fumarato de dimetila
  • Natalizumabe
  • Teriflunomida
  • Sintomas 

Os sinais e sintomas podem surgir em episódios chamados surtos inflamatórios. Entre os sinais e sintomas mais comuns estão perda ou alteração da visão, visão dupla, cansaço intenso, fraqueza muscular, dormência e formigamento, perda de equilíbrio, dificuldade para falar ou coordenar movimentos. Os episódios ou surtos duram até dois dias (48 horas). A doença também pode provocar manifestações cognitivas, urinárias e intestinais, além de dor. Em alguns casos, a incapacidade neurológica pode evoluir de forma gradual.

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Moradora do Distrito Federal, a servidora pública Camila Rocha Coelho, 37 anos, convive com a esclerose múltipla há quatro anos. Após dois episódios de surto, ela iniciou a investigação dos sintomas até receber o diagnóstico da doença.

“O primeiro sintoma foi uma inflamação do nervo óptico no olho esquerdo. Foi o primeiro surto e eu perdi completamente a visão, situação que foi revertida com o uso de corticóide. Cerca de seis meses depois, eu tive outra crise, que foi uma perda de equilíbrio e uma tontura bem forte. Aí comecei a investigar. Fiz ressonâncias, exames de sangue, exame de líquor da coluna e um exame de neurofilamento”, conta.

Após iniciar o tratamento com cladribina, Camila afirma que conseguiu manter a doença controlada e preservar a qualidade de vida. “Agora os meus exames estão normais. O tratamento deu super certo. Antes não tinha tanta pesquisa, tanta inovação tecnológica de medicamento e de tratamento como tem hoje. O diagnóstico de esclerose múltipla era assustador. Com esses avanços, hoje eu consigo ter qualidade de vida e manter a doença controlada sem surtos durante muito tempo”, relata.

Alessandra Galvão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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