SAÚDE

Ministério da Saúde abre consulta pública sobre uso de medicamento para intoxicação aguda por mercúrio no SUS

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O Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), abriu a Consulta Pública nº 102/2025 para receber contribuições da sociedade sobre a proposta de incorporação do ácido meso-2,3-dimercaptossuccínico (DMSA), também conhecido como succimer, no tratamento de casos de intoxicação exógena aguda por mercúrio no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A consulta teve início em 30 de dezembro de 2025 e segue aberta até o dia 19 de janeiro de 2026.

A tecnologia em avaliação é indicada para situações de intoxicação aguda por mercúrio, um problema de saúde pública que pode causar efeitos graves ao organismo humano, especialmente quando o diagnóstico e o tratamento não são realizados de forma oportuna. A proposta em consulta pública baseia-se na análise técnica e na recomendação preliminar da Conitec, que podem ser conferidas nos relatórios disponibilizados na Consulta Pública: Relatório Técnico e Relatório para a Sociedade.

Antes de enviar contribuições, os interessados devem acessar e ler o Relatório Técnico e o Relatório para a Sociedade, documentos que reúnem as evidências científicas, clínicas e econômicas que embasaram a avaliação inicial da comissão. A participação é aberta aos cidadãos, profissionais de saúde, organizações da sociedade civil, pessoas intoxicadas por mercúrio e seus familiares, pesquisadores e representantes do setor produtivo, entre outros interessados na proposta.

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Para participar e contribuir, é necessário estar logado no portal gov.br. Após o login, o tempo de sessão é de 30 minutos, sendo necessário realizar novo acesso caso o prazo se esgote antes da finalização do formulário. Durante o preenchimento, os participantes podem manifestar sua opinião sobre a incorporação da tecnologia, apresentar comentários gerais, além de contribuições técnicas relacionadas às evidências clínicas e aos aspectos econômicos analisados.

Em caso de dificuldades de acesso, como a exibição da mensagem “sistema em manutenção”, a orientação é atualizar a página, pressionando a tecla F5 do teclado do computador ou deslizando o dedo de cima para baixo na tela do celular. Caso o problema persista, deve-se encaminhar uma captura de tela para o e-mail [email protected] , com cópia para [email protected] .

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde reforça orientações para proteger a população durante frio no Sul

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Diante das baixas temperaturas registradas na Região Sul, o Ministério da Saúde reforça as orientações para proteger a população e reduzir os riscos à saúde. Segundo previsões meteorológicas, a cidade de São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, registrou a menor temperatura do ano (-6,8 °C), e há previsão de novas mudanças nas condições do tempo nos próximos dias na região. Nesta sexta-feira (11), uma nota técnica será enviada aos serviços de saúde do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, com diretrizes para orientar a assistência à população durante as ondas de frio e instabilidades.

 O frio intenso pode agravar doenças cardiovasculares e aumentar o risco de complicações como hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio e AVC, especialmente entre pessoas com doenças crônicas. A orientação é que os serviços de saúde locais intensifiquem a vigilância e a assistência às pessoas, com atenção especial a crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

As baixas temperaturas também favorecem a circulação de vírus respiratórios, como influenza, VSR e covid-19, elevando o risco de síndromes gripais e infecções respiratórias graves. Para reforçar a proteção, o SUS oferece gratuitamente vacinas contra essas doenças, conforme os públicos definidos pelo Calendário Nacional de Vacinação. A vacina contra o VSR para gestantes contribui para proteger os bebês nos primeiros meses de vida contra a bronquiolite.

Para a população em situação de rua, um dos grupos mais vulneráveis ao frio extremo, as equipes de Consultório na Rua fazem busca ativa, vacinação e acompanhamento nos territórios, ampliando o acesso aos serviços do SUS.

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Sintomas persistentes? Vá até uma UBS

A população deve procurar atendimento quando apresentar sintomas persistentes ou que estejam se agravando, como tontura, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, cãibras, diarreia, falta de ar, tosse ou piora de uma doença crônica. 

Nas UBSs, as equipes de Atenção Primária podem realizar avaliação clínica, acompanhar doenças crônicas, orientar sobre hidratação e prevenção, identificar sinais de agravamento, atualizar a vacinação, prescrever e acompanhar tratamentos e encaminhar o paciente para outros pontos da Rede de Atenção à Saúde, quando houver necessidade de atendimento especializado ou hospitalar.

Em situações graves, como confusão mental, desmaio, convulsões, perda de consciência ou dificuldade intensa para respirar, a recomendação é buscar atendimento de urgência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do SUS.

Para reduzir os riscos à saúde durante as baixas temperaturas, o Ministério da Saúde orienta:

  • Manter a vacinação atualizada, especialmente contra influenza e covid-19;
  • Utilizar máscara em caso de sintomas gripais ou em ambientes fechados, pouco ventilados e com aglomeração;
  • Usar roupas e agasalhos adequados para proteção contra o frio;
  • Trocar roupas úmidas ou molhadas o mais rápido possível;
  • Evitar o consumo de álcool em dias frios, devido ao risco de hipotermia;
  • Manter-se hidratado, mesmo durante períodos de baixas temperaturas;
  • Procurar atendimento médico em caso de confusão mental, calafrios intensos ou dificuldade para respirar, especialmente entre idosos.
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Preparação e resposta a eventos climáticos

 A Força Nacional do SUS (FN-SUS) está disponível para apoiar estados e municípios nas ações de assistência, conforme a necessidade e a avaliação técnica de cada ocorrência. Nesta semana, o Rio de Janeiro passou a contar com a terceira base regional da Força em funcionamento no país, somando-se às unidades ativas em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Estão previstas outras seis bases até o fim do ano para atender todas as regiões do país. Equipadas com posto médico avançado, comunicação via satélite e drones, as bases contam com estrutura para resposta a emergências em saúde pública e podem levar apoio a qualquer localidade da região de referência em até 12 horas.

A atuação das bases é integrada a oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os centros consolidam dados climáticos e epidemiológicos para identificar riscos e subsidiar planos de contingência e a resposta do SUS a eventos extremos.

As ações de adaptação da rede de saúde fazem parte do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, apresentado na COP30. O plano prevê 27 metas e 93 ações até 2035, com R$ 9,8 bilhões destinados a investimentos em adaptação estrutural.

 João Vitor Moura
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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