SAÚDE

Hospital do Coração de Natal é o primeiro estabelecimento privado do Rio Grande do Norte a trocar tributos por atendimentos do SUS

O Ministério da Saúde formalizou, nesta segunda-feira (15), em Natal, a assinatura de contrato com o Hospital do Coração (Grupo Athena), da rede privada, para ampliar o atendimento oncológico aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal, e garante à população potiguar a oferta de mais de 4.380 procedimentos oncológicos por ano, o que equivale a 365 por mês, entre consultas, exames e cirurgias dedicadas ao tratamento oncológico. O investimento total é de R$ 1.201.565,97. 

Com a assinatura, o hospital passa a converter impostos em consultas, exames e procedimentos assistenciais. Em contrapartida, as unidades participantes ampliam o atendimento aos usuários do SUS, contribuem para a redução do tempo de espera e fortalecem a qualidade dos serviços de saúde prestados à população no estado. 

O diretor do programa Agora Tem Especialistas, Rodrigo Oliveira, explica que a assinatura do termo de execução representa a última etapa formal para o início dos atendimentos. “Esse esforço se soma a outros componentes para mobilizar de forma plena o sistema de saúde brasileiro, seja municipal, estadual ou federal; seja privado, filantrópico ou privado lucrativo, para que possamos reduzir o tempo de espera por atendimento especializado ao povo brasileiro”, destaca. 

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O Hospital do Coração de Natal, reconhecido como instituição de excelência, torna-se, assim, o primeiro hospital privado do Rio Grande do Norte a atender usuários do SUS por meio da troca de tributos, ampliando o acesso da população a serviços essenciais de saúde. 

Dez hospitais privados e filantrópicos de sete estados brasileiros passam a atender pacientes do SUS pelo programa Agora Tem Especialistas, nos estados do Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Sul. 

Entre as unidades, três são privadas: o Hospital Cinthia Charone, em Belém (PA); o Francisco Hospital e Maternidade/Neotin, em Niterói (RJ); e o Hospital Santa Terezinha, em Sousa (PB). As outras sete são filantrópicas: a Santa Casa de Recife e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), em Recife (PE); a Santa Casa de Sobral e a Santa Casa de Fortaleza, em Sobral (CE) e Fortaleza (CE); a Santa Casa de Porto Alegre, em Porto Alegre (RS); a Beneficente Portuguesa, em Belém (PA); e o Instituto de Oncologia e Ciências Médicas/Feluma, em Belo Horizonte (MG). O Ministério da Saúde analisa a adesão de mais de 200 outros hospitais em todo o país. 

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Agora Tem Especialistas 

Criado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, consolidou-se, desde maio de 2025, como a principal ação do Governo Federal para ampliar e qualificar o acesso à atenção especializada. 

Além da troca de dívidas e créditos futuros por atendimentos, outras iniciativas estão em andamento, como mutirões, incluindo o maior da história do SUS, com 61 mil procedimentos, realizado no último fim de semana; carretas de saúde da mulher, oftalmológicas e de exames de imagem, que já oferecem atendimento em todos os estados; a ampliação dos horários de funcionamento dos serviços de saúde; e o provimento e a formação de mais médicos especialistas. 

Luciana Lima e Narley Resende  
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde abre inscrições para observatório de boas práticas de equidade no SUS

Uma iniciativa dedicada à troca de experiências dos profissionais de saúde, com foco em fortalecer a equidade na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS): esse é objetivo do Observatório de Boas Práticas de Equidade, lançado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (1º). As inscrições para a divulgação das iniciativas de já estão abertas e seguem até 20 de maio.

O observatório possibilitará a análise e a divulgação de projetos de gestão do cuidado já realizados em diferentes localidades. A ideia é que as trabalhadoras e os trabalhadores compartilhem seus conhecimentos produzidos na prática profissional do dia a dia e, assim, contribuam para a melhoria do atendimento e da organização dos serviços.

Para a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, esse espaço valoriza as iniciativas dos profissionais e incentiva o compartilhamento de saberes. “O observatório vai revelar as inovações da atenção primária que acontecem no cotidiano dos serviços. O papel do Ministério da Saúde é justamente dar visibilidade a essas experiências e criar condições para que elas ganhem escala, contribuindo para um SUS mais resolutivo e equitativo”, detalha.

As experiências selecionadas terão seus relatos disponibilizados no site “APS nos territórios”, além de compor uma publicação institucional do Ministério da Saúde.

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Eixos temáticos

As iniciativas inscritas, além de apresentarem soluções relevantes para o SUS, deverão estar obrigatoriamente vinculadas a um dos três eixos temáticos seguintes: equidade e acesso; cuidado integral e saúde mental; e participação social.

O primeiro abarcará ações e estratégias para diminuir desigualdades em saúde e superar barreiras geográficas, institucionais e sociais no acesso da população ao cuidado. Já o segundo terá ações intersetoriais de cuidado e acolhimento e de atenção em saúde mental com ênfase para populações em situação de vulnerabilidade. O terceiro reunirá iniciativas de fortalecimento do vínculo entre os serviços de saúde e o território.

Quem pode se inscrever   

Todos os profissionais de saúde da atenção primária que trabalham em espaços de saúde cadastrados e ativos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) poderão participar. As propostas, que devem ser inovadoras e originais, precisam estar adequadas às diretrizes do SUS.

Confira os profissionais que atuam em equipes e serviços da atenção primária à saúde que podem participar:

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*Nos casos de experiências realizadas nos CEO, LRPD e Sesb, as inscrições devem ser realizadas por pelo menos um dos profissionais que atuam nesses estabelecimentos. 

Acesse a página de inscrição do Observatório de Boas Práticas de Equidade na APS

Acesse também o passo a passo para a inscrição.

Acesse o cronograma completo, critérios de análise e outros detalhes nas orientações.

Agnez Pietsch
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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