SAÚDE
Ministério da Saúde abre inscrições para observatório de boas práticas de equidade no SUS
Uma iniciativa dedicada à troca de experiências dos profissionais de saúde, com foco em fortalecer a equidade na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS): esse é objetivo do Observatório de Boas Práticas de Equidade, lançado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (1º). As inscrições para a divulgação das iniciativas de já estão abertas e seguem até 20 de maio.
O observatório possibilitará a análise e a divulgação de projetos de gestão do cuidado já realizados em diferentes localidades. A ideia é que as trabalhadoras e os trabalhadores compartilhem seus conhecimentos produzidos na prática profissional do dia a dia e, assim, contribuam para a melhoria do atendimento e da organização dos serviços.
Para a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, esse espaço valoriza as iniciativas dos profissionais e incentiva o compartilhamento de saberes. “O observatório vai revelar as inovações da atenção primária que acontecem no cotidiano dos serviços. O papel do Ministério da Saúde é justamente dar visibilidade a essas experiências e criar condições para que elas ganhem escala, contribuindo para um SUS mais resolutivo e equitativo”, detalha.
As experiências selecionadas terão seus relatos disponibilizados no site “APS nos territórios”, além de compor uma publicação institucional do Ministério da Saúde.
Eixos temáticos
As iniciativas inscritas, além de apresentarem soluções relevantes para o SUS, deverão estar obrigatoriamente vinculadas a um dos três eixos temáticos seguintes: equidade e acesso; cuidado integral e saúde mental; e participação social.
O primeiro abarcará ações e estratégias para diminuir desigualdades em saúde e superar barreiras geográficas, institucionais e sociais no acesso da população ao cuidado. Já o segundo terá ações intersetoriais de cuidado e acolhimento e de atenção em saúde mental com ênfase para populações em situação de vulnerabilidade. O terceiro reunirá iniciativas de fortalecimento do vínculo entre os serviços de saúde e o território.
Quem pode se inscrever
Todos os profissionais de saúde da atenção primária que trabalham em espaços de saúde cadastrados e ativos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) poderão participar. As propostas, que devem ser inovadoras e originais, precisam estar adequadas às diretrizes do SUS.
Confira os profissionais que atuam em equipes e serviços da atenção primária à saúde que podem participar:
- equipes de Saúde da Família (eSF);
- equipes Multiprofissional (eMulti);
- equipes de Consultório na Rua (eCR);
- equipes de Atenção Primária Prisional (eAPP);
- equipes de Saúde da Família que atuam com adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas;
- equipes de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR) ou eSF vinculadas às Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF);
- equipes de Saúde da Família que atuam em território quilombola;
- equipes de Saúde Bucal (eSB);
- equipes que atuam nas Unidades Odontológicas Móveis (UOM);
- Centros de Especialidades Odontológicas (CEO*);
- Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD*);
- Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (Sesb*).
*Nos casos de experiências realizadas nos CEO, LRPD e Sesb, as inscrições devem ser realizadas por pelo menos um dos profissionais que atuam nesses estabelecimentos.
Acesse a página de inscrição do Observatório de Boas Práticas de Equidade na APS
Acesse também o passo a passo para a inscrição.
Acesse o cronograma completo, critérios de análise e outros detalhes nas orientações.
Agnez Pietsch
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde leva equipes e equipamentos para realizar mais de 16 mil cirurgias e exames no interior do país nesta semana
O Governo do Brasil vai encerrar a espera de milhares de brasileiros e brasileiras que aguardam por cirurgias de média e alta complexidade no SUS ao mobilizar hospitais privados, filantrópicos e públicos de todas as regiões do país para realizar procedimentos estratégicos. Para isso, o Ministério da Saúde está levando equipes, insumos e equipamentos para reativar salas cirúrgicas paradas em unidades de saúde estaduais e municipais, além de contar com a inédita adesão de instituições privadas e filantrópicas por meio de créditos financeiros.
A ação integra o programa Agora Tem Especialistas e é destinada a pessoas que estão na fila de regulação do SUS, como forma de desafogar a demanda reprimida e reduzir o tempo de espera por exames e cirurgias. Ao todo, a mobilização ocorrerá em 20 estados e contará com a participação de 46 estabelecimentos de saúde. Serão ofertados cerca de 16 mil procedimentos especializados, sendo 2,3 mil por meio da modalidade de créditos financeiros e mais de 13 mil pela modalidade 2, que reativa estruturas públicas com capacidade ociosa para ampliar rapidamente a oferta de atendimento especializado no SUS.
É a primeira vez que a mobilização nacional conta com as duas ações estratégicas do Agora Tem Especialistas simultaneamente, o que amplia a rede de acesso da população e reduz o tempo de espera por procedimentos de média e alta complexidade.
“Estamos cumprindo o compromisso do governo do presidente Lula com a população brasileira e levando o SUS para todos os cantos do país. Com essa ação nacional, mobilizamos toda a capacidade instalada do país, com hospitais públicos, filantrópicos e privados trabalhando juntos para ampliar o atendimento especializado. Onde faltava profissionais e equipamentos, nós estamos levando. Na rede privada, onde antes havia falta de diálogo, agora há atuação conjunta. Tudo isso para garantir que o cuidado chegue mais rápido para o povo”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Em hospitais privados e filantrópicos, o Governo do Brasil abre as portas para pacientes do SUS sem custo ao usuário, que contará com atendimento especializado, acompanhamento pré-operatório e pós-operatório nas próprias instituições, que recebem créditos para abater tributos vencidos ou futuros junto à União. Estão previstos procedimentos especializados em áreas como oftalmologia, ortopedia, cardiologia, oncologia, ginecologia e cirurgia geral para pacientes da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e São Paulo.
Já nos hospitais públicos, o Ministério da Saúde identificou salas cirúrgicas paradas por falta de equipes médicas, insumos e/ou equipamentos e realizou a contratação do que faltava para que a população fosse atendida e a capacidade instalada voltasse a funcionar plenamente. Estão previstas cirurgias ginecológicas, oftalmológicas, vasculares e do aparelho digestivo, além de Oferta de Cuidado Integrado (OCIs) em cardiologia, oncologia e oftalmologia para pacientes do Acre, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.
Ações da modalidade 2 já ocorreram, anteriormente, em Manacapuru, Itacoatiara, Parintins e Maués (AM), e em Santarém (PA), onde ações-piloto realizaram mais de 9 mil cirurgias e ofertas de cuidados integrados, ampliando o acesso à atenção especializada e reduzindo filas em regiões historicamente desassistidas.
Agora Tem Especialistas e as múltiplas frentes de atuação
O programa Agora Tem Especialistas atua em diversas frentes para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no SUS. Além dos mutirões sazonais e da reativação de espaços ociosos em hospitais públicos, o programa atua na ampliação do horário de funcionamento de policlínicas, contratação de médicos especialistas e ampliação do atendimento a pacientes do SUS em hospitais privados e filantrópicos credenciados.
Em outra frente, 87 carretas de atendimento especializado em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia levam atendimento itinerante a pacientes em todo o país, ampliando o acesso à saúde especializada e reduzindo a necessidade de deslocamentos para grandes centros urbanos. As unidades móveis já atenderam mais de 193 mil pessoas em todas as regiões do país, com 498,4 mil procedimentos realizados, com impacto direto na vida de pacientes de mais de 3 mil municípios brasileiros. Até o final de 2026, serão 150 unidades rodando todo o país com consultas, exames e cirurgias especializadas.
As iniciativas já contribuíram para resultados expressivos na rede pública. Em 2025, o país alcançou a marca recorde de 14,9 milhões de cirurgias eletivas, um crescimento de 42% em relação a 2022. O número de consultas com especialistas chegou a 1,6 bilhão (30% mais que 2022) e foram mais de 1,3 bilhão de exames realizados (22% mais que 2022), além de 14 milhões de internações realizadas pelo SUS.
Acesse a campanha do Agora Tem Especialistas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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