SAÚDE
Em um mês, carretas do Agora Tem Especialistas zeram fila em sete municípios para diagnóstico de câncer de mama e exames ginecológicos
As carretas de Saúde da Mulher do Agora Tem Especialistas finalizam o primeiro ciclo de 30 dias em atividade com mais 26 mil procedimentos realizados. Com a expansão da assistência principalmente em saúde da mulher, sete municípios tiveram a fila zerada para diagnóstico de câncer de mama e exames ginecológicos. Em uma cidade, onde funcionou a primeira unidade com atendimento oftalmológico, 720 pessoas voltaram a enxergar após a realização de cirurgias de catarata. As unidades móveis do Ministério da Saúde atuaram em 32 cidades do interior do país ou regiões de periferia com alta demanda por atendimento especializados.
As cidades atendidas estão distribuídas nas cinco regiões do país. Toda a demanda por mamografia e de exames ginecológico, como ultrassonografia pélvica e transvaginal, foi atendida, zerando a fila por esses procedimentos em Ceilândia (DF), Patos (PB), Arapongas (PR), Humaitá (AM), Japeri (RJ) e Garanhuns (PE). Em Ribeirão Preto (SP), onde funcionou a primeira carreta oftalmológica do Ministério da Saúde, todos os pacientes que esperavam por cirurgia de catarata foram atendidos. De um total de 1.085 cirurgias realizadas, 720 pessoas que estavam sem enxergar e tiveram a visão restabelecida.
O balanço deste primeiro ciclo foi apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em sua visita à carreta do Morro do Alemão, comunidade do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (28/11). Desde o início do atendimento, em 24/10, foram 1.043 procedimentos de saúde da mulher, como ultrassonografia transvaginal entre outros exames ginecológicos e mamografia.
Durante a visita da carreta à comunidade, o ministro Alexandre Padilha destacou a importância da ação para acelerar o diagnóstico e o cuidado com a saúde das mulheres. “Aqui, na carreta do Agora Tem Especialistas, uma mulher com suspeita de câncer tem a oportunidade de fazer os exames necessários para iniciar o tratamento. São mulheres que estavam esperando para fazer mamografia, ultrassonografia transvaginal e consulta com ginecologista. E após o exame, se houver qualquer alteração, a gente já encaminha para realizar a biópsia”, afirmou.
Entre os 26.040 procedimentos realizados, 60% têm relação com o diagnóstico precoce de câncer de mama e avaliação ginecológica. Cabe ainda ressaltar 1.128 teleconsultas médicas em saúde da mulher ofertadas nas carretas ampliaram ainda mais o acesso ao atendimento especializado e reduziram distâncias para os pacientes.
O programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde está voltado a expansão da assistência e redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS. As carretas são ofertadas conjuntamente com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). Além de levar unidades móveis de saúde da mulher e com seviços oftalmológicos, a iniciativa prevê a expansão do atendimento com a realização de mutirões, ampliação do horário de atendimento nos serviços do SUS, parceria com o setor privado e provimento de médicos especialistas.
Padilha acrescentou que a estratégia seguirá avançando para ampliar o acesso da população. “Nós vamos crescer ainda mais, ofertando mais equipamentos para cuidar da nossa população. Hoje, aqui no Rio de Janeiro, também chegaram carretas em Queimados e Paracambi, com perfis diferentes. À medida que avançamos, atendemos as necessidades apontadas pelos municípios e levamos a carreta onde ela é mais necessária”, finalizou.
Outras 16 cidades recebem Carretas do Agora Tem Especialistas
O atendimento do próximo ciclo começa a partir desta sexta-feira (28) em 14 novas cidades, além das já atendidas: Lábrea (AM), São Cristóvão (SE), Taiobeiras (MG), Abaré (BA), Juazeiro (BA), Viçosa (MG), Três Lagoas (MS), Queimados (RJ), Santa Inês (MA), Ivaiporã (PR), Teixeira de Freitas (BA), Patos (PB), Paracambi (RJ) e Macapá (AP) – totalizando 35 carretas em 22 estados do país.
Elisa Motta
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Inaep fortalece cooperação entre Comitês de Ética em pesquisas multicêntricas
A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão colegiado vinculado ao Ministério da Saúde, publicou na última segunda-feira (01/06) novas diretrizes para simplificar a análise de pesquisas no país. As orientações estão no Despacho nº 3/2026, que orienta a aplicação do parecer ético único em pesquisas multicêntricas e define os parâmetros para a atuação colaborativa dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).
A medida busca harmonizar procedimentos, evitar análises éticas duplicadas e fortalecer a cooperação entre os comitês, preservando o papel dos CEPs locais na proteção dos participantes de pesquisa no Brasil, ressaltou a coordenadora da Inaep, Meiruze Freitas. “A implantação do parecer ético único celebra a maturidade do sistema de ética, construído ao longo de décadas com a colaboração de cada comitê local. Este despacho não é um comando isolado, mas sim um convite ao trabalho conjunto e em rede.” Com a consolidação da Lei nº 14.874/2024, a centralização da análise ética em um único comitê, preferencialmente o do centro coordenador, passou a ser uma determinação legal no país.
Diante desse novo cenário, o Despacho nº 3 da Inaep, que entra em vigor em 8 de junho de 2026, surge como um convite ao trabalho conjunto, oferecendo as ferramentas regulatórias para que os comitês locais participem do processo, integrando suas realidades regionais à decisão central.
“Compreendemos que toda mudança de fluxo exige adaptação, e é justamente por isso que apostamos na governança colaborativa. Queremos somar a visão global do centro coordenador à valiosa percepção regional de cada CEP participante. Juntos, faremos o Brasil avançar na ciência com passos firmes e seguros”, acrescentou Meiruze Freitas.
Mais proteção para quem participa de pesquisa
Antes que uma pesquisa com seres humanos seja realizada, os CEPs avaliam se o estudo respeita princípios éticos fundamentais, como a dignidade, a segurança, a privacidade e os direitos dos participantes.
Na prática, os mais de 900 CEPs espalhados pelo Brasil garantem que os voluntários de pesquisas recebam informações claras e objetivas sobre os estudos. Assim, cada pessoa pode decidir livremente se quer participar, contando com canais abertos de comunicação e esclarecimento do início ao fim do processo. Além disso, os comitês
garantem suporte e canais de atendimento durante todas as etapas do estudo, com canais para recebimento de denúncias, comunicação de eventos adversos e acompanhamento das condições de execução das pesquisas em suas respectivas instituições.
O novo documento reforça ainda que, mesmo nos estudos multicêntricos, os CEPs das instituições participantes continuem exercendo papel importante na proteção dos participantes.
A transparência no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) é outro ponto de destaque do despacho. O documento, que explica os detalhes da pesquisa aos participantes, deve apresentar os contatos do CEP responsável pela análise ética. A nova norma também orienta incluir os contatos dos CEPs locais, criando um canal complementar para acolher e tirar dúvidas dos voluntários.
Fortalecimento do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos
A publicação integra o processo de implementação da Lei nº 14.874, de 2024, que instituiu o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep).
Além de uniformizar entendimentos sobre pesquisas multicêntricas, a Inaep prevê a realização de fóruns nacionais, seminários técnicos e ações de capacitação para fortalecer a integração entre os Comitês de Ética em Pesquisa e disseminar boas práticas em todo o país.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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