POLÍTICA NACIONAL

Zequinha questiona ‘monopólio’ de grandes mineradoras e pede novas regras

O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), em pronunciamento nesta quarta-feira (9), destacou a importância da mineração no Pará, mas criticou o domínio das grandes empresas sobre a atividade e defendeu regras mais favoráveis para os pequenos mineradores.

Ele apresentou dados do Boletim da Mineração Brasileira — publicado nesta quarta pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) — que apontam uma participação de 17,7% do Pará na produção mineral do Brasil. A atividade gera 78 mil postos de trabalho aos paraenses, o que representa apenas 16,3% de todas as pessoas ocupadas no setor industrial do estado, disse o senador.

— Precisamos ampliar as possibilidades desse setor a fim de criar novas oportunidades de emprego para o povo do meu estado. Digo isso porque muitos aqui podem desconhecer, mas há uma espécie de trava imposta pelas grandes mineradoras que impede que outros atores entrem para o mercado mineral — criticou.

Ao classificar como “monopólio” o domínio da empresa Vale sobre a mineração no Pará, Zequinha citou reportagem da Folha de S.Paulo segundo a qual a Vale tem uma participação de 73% no mercado de minério de ferro no Brasil e é a única das grandes mineradoras a extrair ferro no Pará.

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O senador defendeu projeto de lei de autoria dele (PL 2.973/2023) que amplia a possibilidade de outorga de lavra a pequenos mineradores. Para Zequinha, a medida pode reduzir o avanço da atividade sobre áreas de floresta.

— Por exemplo, se a Vale está minerando a área X para extrair minério de ferro, um pequeno minerador poderá minerar naquela mesma área outro tipo de minério que não seja de ferro. […] A gente precisa, inteligentemente, descobrir maneiras de resolver esse problema, de modo que todo mundo tenha chance — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Eleições de 2026 têm menos de 2% de candidatos LGBTQIAPN+

Pela primeira vez nas eleições gerais, as estatísticas eleitorais feitas com dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trazem os dados sobre a orientação sexual e a identidade de gênero dos candidatos. Os números divulgados até a tarde de terça-feira (18) revelam que, dos 20.575 candidatos registrados, 1,93% se declararam bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais. Os que se declararam transgênero representam 0,51% do total de candidaturas.

Os números divulgados TSE revelam, ainda, um aumento no percentual de candidatos com deficiência, indígenas e de origem asiática com relação a 2022. O percentual de brancos, pretos e pardos registrou pequenas variações.

Os dados fazem parte das estatísticas de candidaturas disponíveis na página do TSE. Os números ainda não são definitivos e podem sofrer variações à medida que os pedidos de candidatura são avaliados pelo tribunal.

Declaração opcional

A inclusão dos campos de orientação sexual nos formulários de registro de candidatura começou em 2024, nas eleições municipais. Esta é a primeira vez que esse tipo de estatística aparece nas eleições gerais, para os cargos de presidente, governador, senador e deputado federal, distrital e estadual.

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A declaração é opcional. A maioria dos candidatos optou por declarar sua orientação, mas o número dos que não declararam ainda é próximo da metade. No total, 55,09% optaram por declarar e 44,91% de candidatos que optaram por não preencher esses dados. Já a informação sobre a identidade de gênero foi compartilhada por 57,75% dos candidatos, contra 42,25% que não quiseram informar.

Entre os candidatos que declararam orientação sexual, 3,58% são LGBTQIAPN+. Quando considerado o número total de candidatos da eleição geral de 2026, de 20.575 registrados, o percentual de candidatos LGBTQIAPN+ cai para 1,93%

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Já os que se identificam como transgênero representam 0,89% dos candidatos que optaram por preencher esse dado. Quando considerado o total de candidaturas, 20.575, o percentual de candidatos trans cai para 0,51%. O total de candidatos que declararam nome social é de 53 pessoas.

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No recorte racial, os percentuais de 2026 ficaram parecidos com os da última eleição geral. Os brancos ainda são maioria e somam 48,82 % do total de candidatos. O percentual de pardos (36,11%) e de pretos (13,62%) registrou leve variação negativa, enquanto o percentual de indígenas aumentou 0,64% para 0,93%. A variação, de 0,29 ponto percentual, representa um aumento de 45%. Já entre os que, segundo o TSE, se declararam amarelos, o índice subiu 26%.

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O número de pessoas com deficiência que se candidataram a um cargo nas eleições de 2026 também aumentou com relação ao pleito de 2022. Na eleição passada, esse número era de 476 candidatos, que representavam 1,62% do total. Agora são 499 pessoas com deficiência na disputa, que representam 2,42% do total de candidatos. O crescimento no índice foi de 0,8 ponto percentual, o que equivale a 49%.

Dos 499 candidatos com deficiência que concorrem nas eleições de 2026, a maior parte é de pessoas com deficiência física, 39,7%. Em seguida, vêm os candidatos com deficiência visual (21,7%), autismo (14,2%), deficiência auditiva (10,89%). O restante, com outras deficiências, soma 14% do total.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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